Sunday, March 19, 2006

08/02/02 – Annecy, Rhône Alpes

(9º dia - Hotel Kyriad)

Marcelo:

Saudades da Soletur!

Hoje fizemos três países num único dia. Explico no decorrer da narração.

Após uma maravilhosa noite de sono no não menos maravilhoso Hotel Milleluci, acordamos com o espetáculo da manhã nos Alpes. A temperaura, 0ºC, e o sol só aparece lá pelas 10h, após vencer a altura das montanhas que circundam a simpática Aosta.

Alpes 142
(Manhã em Aosta)

Descemos para o café ainda admirados com o hotel quando fomos surpreendidos pelo café da manhã incluído na diária. Uma imensa mesa com diversos sucos diferentes, iogurtes, cereais, pães, tortas caseiras e doces, biscoitos, cookies, nutella, geléias, etc. Outra, com queijos e salames, quiches, etc. Uma loucura. Não sabíamos o que comer nem por onde começar.

Após o nababesbo café, fomos até a cidade passear e conhecê-la um pouco. Paramos o carro no parcheggio próximo a Porta Augusta (Aosta é a “Roma dos Alpes”) e depois de fazer câmbio e fotografá-la com o nosso hotel ao fundo, seguimos pela mesma rua onde fica o restaurante em que jantamos ontem. Fomos até a Porta Pretória (fotos) e seguimos para o Teatro Romano, que está em escavação e restauração. Em nosso passeio, ainda passamos pelo Hote de Ville (fala-se francês aqui tanto quanto o italiano). De volta ao carro, retornamos ao hotel, fizemos o checkout e deixamos Aosta.

Alpes 148
(Aosta)

Nosso projeto para o dia era ir até Courmayer e, pelo túnel do Mont Blanc, ir até Chamonix e terminar o dia em Annecy. Pela pequena e movimentada S26 (scenic route) fomos até Courmayer, cidade-irmã de Chamonix, separadas pelo Mont Blanc. Não estava muito frio, cerca de 7ºC, e notamos no caminho que algumas placas que indicavam o túnel estavam tapadas e outras não. Quando parei para abastecer, o frentista me disse que o túnel estava fechado e, para atravessar, só pelo túnel de Gran San Bernardo, que liga Aosta à Suiça (Bourg Saint Pierre).

Como tínhamos a intenção de visitar Courmayer, decidimos ir adiante e manter a – agora – esperança de passar pelo Mont Blanc diretamente à Chamonix. Chegamos lá, uma bela cidade alpinas, com fotos nossas, e a informação de que realmente o túnel que deveria ter sido reaberto em março de 2001, após o acidente de 1999, permanecia fechado.

Alpes 149
(Courmayer)

Nossa passagem da Itália para a França teria que ser passando pela Suiça, pois a única alternativa de transposição dos Alpes era o túnel de Gran San Bernardo. Todas as passagens alpinas estavam fechadas devido ao inverno. Retornamos de carro a Aosta e, de lá, rumamos para o San Bernardo, no que se mostrou uma ótima alternativa (além de única). A estrada que vai a ele é quase em cima da montanha, por isso subimos muito, até todo entorno da estrada ser neve e algumas árvores cobertas de neve. Completamente uma scenic route. Nos últimos 3 ou 4km antes do túnel, vamos subindo no que eu chamei de “túnel vazado” e a Jacque de “estrada coberta”.

Alpes 151
(A caminho do Gran San Bernardo)

Dentro do túnel, a aduana. Paramos o carro, a polícia verifica os passaportes (checa um banco de dados) no lado italiano e tem o mesmo procedimento (sem computador) no lado suiço. O túnel está a 2400m de altitude, e quando saímos no lado suiço, em Boutg St-Pierre, estamos no meio de um glacial, temperatura de 0ºC e uma paisagem de neve cobrindo casas e os poucos carros estacionados em frente.

Depois de Bourg St-Pierre, começamos uma longa descida que vai até Martigny. Chegando quase a entrar na cidade, desviamos a rota para o Col. de la Forclaz, que vai nos levar direto à Chamonix. Novamente subimos, subimos e subimos, com várias tornantes, saindo do tempo bom para a neblina e então chuva. Fomos assim até Chamonix, onde chegamos já sem chuva. Deixamos o carro no parking St-Michel e fomos andar no centro. Várias lembranças da viagem dos Perdidos, inclusive a mesma confeitaria em que paramos em 99 para que todos fosse ao banheiro… Paramos nela apenas para comprar croissant e um outro doce que não lembro o nome, que saímos comendo extasiados pelas ruas. Fomos até quase a entrada do Aiguille du Midi (onde há o teleférico para subir no Mont Blanc), mas decidimos não subir.

Alpes 156
(Em Chamonix)

De volta ao carro, nosso destino passou a ser Annecy, onde chegamos rapidamente por uma estrada com muito movimento de final de tarde de sexta-feira. Entramos facilmente e fomos direto ao Hotel Ibis Centro, próximo à cidade velho e ao lago. Lotado. Fomos ao Best Western e Novotel: muito caros. Fomos ao Ibis na periferia da cidade: também cheio. Quase desistindo, encontramos o Hotel Kyriad (de rede), agradável, com aspecto bom e, melhor, preço bem acessível. Ficamos.

Jacque:

Ficamos descansando um pouco, após o banho, e voltamos ao centro de Annecy para jantar. A cidade é linda demais, parece desenhada pelas estúdios Disney! Um belíssimo lago de águas transparentes, alguns canais, com patinhos e cisnes, que cortam as ruas da cidade antiga. Muito bem iluminada e cheia de restaurantezinhos simpáticos com preço razoável. Caminhamos um pouco para ver os preços (um deles inclusive tinha decoração de “carnaval” com balões, máscaras, serpentinas a as atendentes fantasiadas.

Optamos pelo restaurante La Bastille, aconchegante, paredes repletas de quadros com fotos antigas, pequenino. Pedimos o menu de Eur 15,00. Eu – salada verde, truta grelhada, batata gratinada e crème brulée. Marcelo – presunto branco, contra-filé grelhado, batata gratinada e crème brulée. Para acompanhar, 1/2 jarra de vinho tinto e água mineral. Total, Eur 41,00.

Na hora de fazer os pedidos, eu me atrapalhei e pedi a sobremesa quando o garçom perguntou o que queríamos para beber… O Marcelo ficou “se deitando” (“mangando”) de mim o resto da janta. A cozinha desta região (Rhône-Alpes) é a cozinha típica da região de Savóia, com muitos queijos. Os pratos tradicionais são o fondue, as tartiflettes (tipo raclete) e as trutas e frutos do mar. Tudo muito gostoso.

Fomos embora “super-satisfeitos”. Tentei ligar para o pai e a mãe mas não atenderam em casa e o celular desligado… Devem ter ido para a praia…

Agora é hora de descansar (do descanso… isso é bom!).

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