Tuesday, August 02, 2005
Rumo ao Neuschwanstein
Iniciando a trilha em direção ao castelo. Ao fundo, em primeiro plano, a Jaeger Haus (segundo nossa conclusão, "a casa do Mick Jagger"). Bem no fundo, o Hohenschwangau, o castelo onde realmente morou o rei Ludwig II.
Por ser feriado, o shuttle que leva ao Neuschwanstein não estava operando. Longa caminhada morro acima.
Monday, August 01, 2005
Saturday, July 30, 2005
Thursday, July 28, 2005
25/12/00 – Lindau (Alemanha, Bodensee)
(Hotel Peterhof)
Acordamos às 7h30 com dia muito nublado e temperatura bem mais alta (ontem -16°C e hoje –6°C). Tomamos o café da manhã natalino (muito gostoso) e nossos guardanapos continuavam dentro dos envelopes (descobrimos que são guardados para serem reutilizados e não ser necessário lavá-los na noite de Natal). Demos adeus aos amigos do hotel, pagamos parte em liras e parte em dólares (a diária custou 110.000 liras, cerca de US$50,00 por dia por pessoa com tudo incluído, até a bebida das jantas!).
Na saída, já estava começando a nevar, e fomos para a estrada com neve caindo bastante forte. O visual é lindo, mas vai ficando cada vez mais perigoso para o carro, é preciso andar com muito cuidado pois a estrada fica um sabão... Nossa sorte é que parou de nevar assim que saímos da Itália e entramos na Áustria.
Passamos cerca de uma hora em solo austríaco, passando ao lado de Innsbruck e não parando para não precisar fazer câmbio. Seguimos até entrar na Alemanha pela região de Garmisch-Partenkiersch, que é uma estação de esqui próxima ao Zugspietz, a montanha mais alta da Alemanha. Bem menos neve e frio que na Itália (5-6°C). Não conseguíamos fazer câmbio em lugar nenhum, pois hoje (e amanhã, 25 e 26/12) é feriado na Alemanha e quase tudo está fechado.
Seguimos até os castelos de Neuschweinstein e Hohenschwangau, sempre monumentais, pena a frustração de estarem sem neve. Com o Neuschweinstein fechado para a visitação e com os ônibus que sobem até ele não funcionando, tivemos que subir a pé até a Marienbrücke (a ponte de onde se tem a melhor vista do castelo). Fomos eu, o Magno e o Cello, pois o Caio e a Aline desanimaram com a subida. É uma “puxada”, mais ou menos trinta minutos de subida, porém o esforço é compensado pela belíssima vista que se tem da ponte. A descida é “freando” as pernas para não escorregar (com os tombos de ontem, estava dolorida). Fomos, após, até o Alpsee (o lago), que estava lindo com as montanhas nevadas ao fundo e os cisnes.
Pena que a maioria dos restaurantes, incluindo aquele onde tomamos sopa de ervilhas com pretzels em 99, estava fechada pelos feriados... Acabamos comendo bratwursts com fritas (tri-deutsch!) e seguindo de carro, com o Magno dirigindo por estradinhas sinuosas e cênicas que nos levaram até Lindau, aonde chegamos para a noite. Em pleno Bodensee (ou lago Konstanz), Lindau é uma cidadezinha – para variar – lindinha. Fica em uma península do lago, mais ou menos como Sirmione, só que em estilo germânico. Na cidade estão inúmeras vacas de fibra de vidro (ou plástico, sei lá) em tamanho natural e que são pintadas das mais diversas formas conforme a loja ou o local em frente ao qual a vaca está estacionada!
Como o Caio e a Aline chegaram antes de nós (saíram antes do Neuschweinstein), conseguiram um excelente hotel com ótimo preço (só que sem café, pois estão parcialmente fechados por ser fora de temporada). Os quartos são imensos. O nosso, triplo, tem o quarto de casal com sala com mesa, cadeiras, o quarto de solteiro e um imenso banheiro. Tudo por 70DM (cerca de R$70,00). Câmbio: US$1=2,10DM. Descanso, banho de banheira, brinde com vinho tinto frisante (Lambrusco) em copo de plástico, comilança contínua (o bar está sempre aberto!). Acho que já aumentei uns 3 ou 4kg (penso nisso em Porto Alegre, na volta!).
O Caio e a Aline saíram para “investigar” a janta e nos comunicamos pelo Talk- About, e acabamos optando por um restaurante perto do hotel aonde o cardápio não vinha em inglês e os atendentes só falavam alemão! Tivemos muita sorte em acertar na escolha dos pratos (além da ajuda do dicionário da Aline). Tomamos cerveja e comemos pratos alemães (eu = salada + filé de porco + fritas + maionese; Cello = porco à milanesa + fritas). Tomamos chá e o Cello comeu um strudel. O Caio e a Aline, cansados, e ela com enxaqueca, foram embora, e nós três ainda pedimos mais rodadas de cerveja (copos de 400ml) e ficamos mais de uma hora ainda batendo papo!
OBS – o hotel tem um restaurante tailandês, e quando chegamos havia várias orientais ensaiando danças típicas no restaurante. A moça que nos atendeu também é oriental, e ficamos com a nítida impressão que ela aluga os quartos sem a autorização dos donos do hotel quando este está fechado... (piração nossa, lógico?)
Gutten nacht.
Acordamos às 7h30 com dia muito nublado e temperatura bem mais alta (ontem -16°C e hoje –6°C). Tomamos o café da manhã natalino (muito gostoso) e nossos guardanapos continuavam dentro dos envelopes (descobrimos que são guardados para serem reutilizados e não ser necessário lavá-los na noite de Natal). Demos adeus aos amigos do hotel, pagamos parte em liras e parte em dólares (a diária custou 110.000 liras, cerca de US$50,00 por dia por pessoa com tudo incluído, até a bebida das jantas!).
Na saída, já estava começando a nevar, e fomos para a estrada com neve caindo bastante forte. O visual é lindo, mas vai ficando cada vez mais perigoso para o carro, é preciso andar com muito cuidado pois a estrada fica um sabão... Nossa sorte é que parou de nevar assim que saímos da Itália e entramos na Áustria.
Passamos cerca de uma hora em solo austríaco, passando ao lado de Innsbruck e não parando para não precisar fazer câmbio. Seguimos até entrar na Alemanha pela região de Garmisch-Partenkiersch, que é uma estação de esqui próxima ao Zugspietz, a montanha mais alta da Alemanha. Bem menos neve e frio que na Itália (5-6°C). Não conseguíamos fazer câmbio em lugar nenhum, pois hoje (e amanhã, 25 e 26/12) é feriado na Alemanha e quase tudo está fechado.
Seguimos até os castelos de Neuschweinstein e Hohenschwangau, sempre monumentais, pena a frustração de estarem sem neve. Com o Neuschweinstein fechado para a visitação e com os ônibus que sobem até ele não funcionando, tivemos que subir a pé até a Marienbrücke (a ponte de onde se tem a melhor vista do castelo). Fomos eu, o Magno e o Cello, pois o Caio e a Aline desanimaram com a subida. É uma “puxada”, mais ou menos trinta minutos de subida, porém o esforço é compensado pela belíssima vista que se tem da ponte. A descida é “freando” as pernas para não escorregar (com os tombos de ontem, estava dolorida). Fomos, após, até o Alpsee (o lago), que estava lindo com as montanhas nevadas ao fundo e os cisnes.
Pena que a maioria dos restaurantes, incluindo aquele onde tomamos sopa de ervilhas com pretzels em 99, estava fechada pelos feriados... Acabamos comendo bratwursts com fritas (tri-deutsch!) e seguindo de carro, com o Magno dirigindo por estradinhas sinuosas e cênicas que nos levaram até Lindau, aonde chegamos para a noite. Em pleno Bodensee (ou lago Konstanz), Lindau é uma cidadezinha – para variar – lindinha. Fica em uma península do lago, mais ou menos como Sirmione, só que em estilo germânico. Na cidade estão inúmeras vacas de fibra de vidro (ou plástico, sei lá) em tamanho natural e que são pintadas das mais diversas formas conforme a loja ou o local em frente ao qual a vaca está estacionada!
Como o Caio e a Aline chegaram antes de nós (saíram antes do Neuschweinstein), conseguiram um excelente hotel com ótimo preço (só que sem café, pois estão parcialmente fechados por ser fora de temporada). Os quartos são imensos. O nosso, triplo, tem o quarto de casal com sala com mesa, cadeiras, o quarto de solteiro e um imenso banheiro. Tudo por 70DM (cerca de R$70,00). Câmbio: US$1=2,10DM. Descanso, banho de banheira, brinde com vinho tinto frisante (Lambrusco) em copo de plástico, comilança contínua (o bar está sempre aberto!). Acho que já aumentei uns 3 ou 4kg (penso nisso em Porto Alegre, na volta!).
O Caio e a Aline saíram para “investigar” a janta e nos comunicamos pelo Talk- About, e acabamos optando por um restaurante perto do hotel aonde o cardápio não vinha em inglês e os atendentes só falavam alemão! Tivemos muita sorte em acertar na escolha dos pratos (além da ajuda do dicionário da Aline). Tomamos cerveja e comemos pratos alemães (eu = salada + filé de porco + fritas + maionese; Cello = porco à milanesa + fritas). Tomamos chá e o Cello comeu um strudel. O Caio e a Aline, cansados, e ela com enxaqueca, foram embora, e nós três ainda pedimos mais rodadas de cerveja (copos de 400ml) e ficamos mais de uma hora ainda batendo papo!
OBS – o hotel tem um restaurante tailandês, e quando chegamos havia várias orientais ensaiando danças típicas no restaurante. A moça que nos atendeu também é oriental, e ficamos com a nítida impressão que ela aluga os quartos sem a autorização dos donos do hotel quando este está fechado... (piração nossa, lógico?)
Gutten nacht.
Wednesday, July 27, 2005
Tuesday, July 26, 2005
Monday, July 25, 2005
Sunday, July 24, 2005
Saturday, July 23, 2005
24/12/00 – Oberassen – Véspera de Natal
Acordamos às 8h, com temperatura de –16°C no carro (que estava completamente coberto de gelo, com o vidro todo branco). Claro que tudo em volta também estava branco e lindo. Tomamos café sozinhos pois o resto do pessoal ainda estava dormindo. Excelente, superfamília. Pães, frios (com speck e outras delícias), geléias caseiras, iogurte, cereais, suco. Voltamos para o quarto e no caminho cruzamos com eles descendo para o café. Às 9h30 saímos junto com o Magno (o Caio e a Aline foram visitar outros lugares e ir a uma pista de snowboarding).
Chegamos a Anterselva, o local da aula de esqui meio perdidos. Confirmamos o local e a hora da aula de esqui, e descobrimos que o nosso instrutor se chamaria Isidor (que mais tarde descobrimos ser o diretor da escola de esqui). Alugamos as botas, bastões e esquis e, sem saber o que3 fazer com a aquela parafernália, ficamos esperando o instrutor num frio de –10°C. Na hora da aula, informamos que era a nossa primeiríssima aula e ele foi bem legal, falava italiano e um pouco de inglês.
Ensinou a prender as botas nos esquis. Como segurar o bastão, fez movimentos básicos parados de dobrar os joelhos, saltar no mesmo lugar com os esquis, movimentar os braços e inclinar o corpo. Em seguida nos ensinou o deslocamento para frente arrastando os pés e nos levou a locais com trilhos já traçados para os esquis, onde podíamos deslizar sem muito desequilíbrio (mesmo assim o Marcelo caiu uma 3 ou 4x durante a aula). Ensinou também a descer pequenas inclinações e frear o esqui (que é o mais difícil de tudo). Eu terminei a aula (cerca de 50 minutos) ilesa, e após saímos andando mais algum tempo, porém, em uma inclinação maior, quando vinham na minha direção algumas pessoas, acabei me assustando e caí um tombão! Estou com a bunda dolorida até agora... Bom, no total foram 8 tombos do Cello contra um meu (até que me sei bem...).
Quando o Cello parou para descansar e conversar com o Magno, que optou por não esquiar e sim ficar fotografando e protegido do frio, eu tirei os esquis e fui só com as botas por um caminho a pé, ao lado da pista, até um lago totalmente congelado, muito dez! Após eu voltar do meu passeio, devolvemos os esquis e fomos para o restaurante do Biathlon (aonde já havíamos almoçado ontem). Tomamos cerveja e sopa (eu=minestrone, Cello=sopa de aveia com legumes e Magno=sopa com massinha) e arrematamos com apfelstrüdel e capuccino, uma delícia de refeição!
Pegamos então o carro e fomos atrás de alguma loja aberta para comprar calção de banho para os guris que queriam ir para a sauna. Acabamos indo até Dobbiaco (cerca de 20km distante de Oberassen), onde encontramos uma loja de artigos esportivos aberta, onde os guris compraram suas sungas (slip). No caminho de volta para o hotel, paramos para algumas fotos na neve...
Chegamos ao hotel e descemos para a sauna. O Annes teve que ligar para nós (sauna úmida) pois eles não estavam programando usar a sauna hoje pois a ceia iniciaria muito cedo. A sala de fitness é muito legal, tem sauna seca (hoje desligada) e úmida, duas banheiras de hidromassagem (funcionam com fichas de 10.000 liras por 20 minutos), aparelho de step e musculação, banho de luz, cadeiras de descanso. Ficamos cerca de vinte minutos na sauna a vapor a 40°C. Como na rua estava –10°C, a diferença de temperatura é assustadora. Saíamos de tempos e tempos para uma ducha, o que foi ótimo. Voltamos para o quarto para nos aprontarmos para a ceia natalina.
Descemos para o saguão às 18hs, e as pessoas já estavam reunidas esperando quando então abriram as portas do restaurante:
Foi fabuloso!!
As mesas estavam lindas, decoradas com arranjos natalinos, estrelinhas douradas na toalha, um saco de biscoitos natalinos para cada pessoa da mesa. Havia um quarteto tocando suaves músicas natalinas e foi servido um coquetel com champanhe, ponche quente de frutas, grissinis com prosciutto crudo, canapés. Em cada mesa havia cardápio do que iríamos comer durante a noite. No final da apresentação musical, uma senhora vestida de Bávara (uma das donas do hotel, eu acho) falou em alemão que eles iriam tocar Noite Feliz e que todos deveriam dar os braços uns para os outros, muito singelo!
Após, iniciou a janta:
Entrada = carpaccio de carne de “cavalo jovem” com salada
Sopa = consomé de abóbora
Primo piatto = spaghetti com alcachofra e trufas
Secondo piatto = vitelo com molho de porcini, espinafre, croquetes de batata e aspargos
Sobremesa = mousses (chocolate, morango, baunilha e um figo em calda)
Após isso tudo, ainda teve chá, panetone, pandoro , strudel.
Foi algo fantástico, comida deliciosa, ambiente lindo, um sonho. A janta durou das 18 até às 22hs. Após a janta, costume local, os guardanapos (de tecido) são colocados em envelopes e não sabemos o que é feito com eles no dia seguinte... (achamos que os envelopes eram para colocar dinheiro, quase passamos a maior vergonha). Na saída, a maioria dos italianos se dirigiu para a missa do galo, alguns belgas ficaram fazendo bagunça e foram conversar conosco e tirar fotos comigo e com a Aline. Nós aproveitamos e pedimos para que uma das meninas do grupo (que estava de aniversário) tirasse uma foto com o Cello e o Caio.
Após, liguei para a mãe e o pai para desejar feliz Natal e eles estavam se preparando para ir à missa (foi ótimo falar com eles...saudades!). Liguei também para o celular do Paulo, pois eles estão em Veranópolis, para também contar o nosso Natal e desejar felicidades.O Cello ligou para a casa dele e irá ligar novamente pois o Neni, o Giba e a Cíntia ainda não haviam chegado.
Foi maravilhoso, bem mais que eu esperava!
Buon Natale! Auguri!
Chegamos a Anterselva, o local da aula de esqui meio perdidos. Confirmamos o local e a hora da aula de esqui, e descobrimos que o nosso instrutor se chamaria Isidor (que mais tarde descobrimos ser o diretor da escola de esqui). Alugamos as botas, bastões e esquis e, sem saber o que3 fazer com a aquela parafernália, ficamos esperando o instrutor num frio de –10°C. Na hora da aula, informamos que era a nossa primeiríssima aula e ele foi bem legal, falava italiano e um pouco de inglês.
Ensinou a prender as botas nos esquis. Como segurar o bastão, fez movimentos básicos parados de dobrar os joelhos, saltar no mesmo lugar com os esquis, movimentar os braços e inclinar o corpo. Em seguida nos ensinou o deslocamento para frente arrastando os pés e nos levou a locais com trilhos já traçados para os esquis, onde podíamos deslizar sem muito desequilíbrio (mesmo assim o Marcelo caiu uma 3 ou 4x durante a aula). Ensinou também a descer pequenas inclinações e frear o esqui (que é o mais difícil de tudo). Eu terminei a aula (cerca de 50 minutos) ilesa, e após saímos andando mais algum tempo, porém, em uma inclinação maior, quando vinham na minha direção algumas pessoas, acabei me assustando e caí um tombão! Estou com a bunda dolorida até agora... Bom, no total foram 8 tombos do Cello contra um meu (até que me sei bem...).
Quando o Cello parou para descansar e conversar com o Magno, que optou por não esquiar e sim ficar fotografando e protegido do frio, eu tirei os esquis e fui só com as botas por um caminho a pé, ao lado da pista, até um lago totalmente congelado, muito dez! Após eu voltar do meu passeio, devolvemos os esquis e fomos para o restaurante do Biathlon (aonde já havíamos almoçado ontem). Tomamos cerveja e sopa (eu=minestrone, Cello=sopa de aveia com legumes e Magno=sopa com massinha) e arrematamos com apfelstrüdel e capuccino, uma delícia de refeição!
Pegamos então o carro e fomos atrás de alguma loja aberta para comprar calção de banho para os guris que queriam ir para a sauna. Acabamos indo até Dobbiaco (cerca de 20km distante de Oberassen), onde encontramos uma loja de artigos esportivos aberta, onde os guris compraram suas sungas (slip). No caminho de volta para o hotel, paramos para algumas fotos na neve...
Chegamos ao hotel e descemos para a sauna. O Annes teve que ligar para nós (sauna úmida) pois eles não estavam programando usar a sauna hoje pois a ceia iniciaria muito cedo. A sala de fitness é muito legal, tem sauna seca (hoje desligada) e úmida, duas banheiras de hidromassagem (funcionam com fichas de 10.000 liras por 20 minutos), aparelho de step e musculação, banho de luz, cadeiras de descanso. Ficamos cerca de vinte minutos na sauna a vapor a 40°C. Como na rua estava –10°C, a diferença de temperatura é assustadora. Saíamos de tempos e tempos para uma ducha, o que foi ótimo. Voltamos para o quarto para nos aprontarmos para a ceia natalina.
Descemos para o saguão às 18hs, e as pessoas já estavam reunidas esperando quando então abriram as portas do restaurante:
Foi fabuloso!!
As mesas estavam lindas, decoradas com arranjos natalinos, estrelinhas douradas na toalha, um saco de biscoitos natalinos para cada pessoa da mesa. Havia um quarteto tocando suaves músicas natalinas e foi servido um coquetel com champanhe, ponche quente de frutas, grissinis com prosciutto crudo, canapés. Em cada mesa havia cardápio do que iríamos comer durante a noite. No final da apresentação musical, uma senhora vestida de Bávara (uma das donas do hotel, eu acho) falou em alemão que eles iriam tocar Noite Feliz e que todos deveriam dar os braços uns para os outros, muito singelo!
Após, iniciou a janta:
Entrada = carpaccio de carne de “cavalo jovem” com salada
Sopa = consomé de abóbora
Primo piatto = spaghetti com alcachofra e trufas
Secondo piatto = vitelo com molho de porcini, espinafre, croquetes de batata e aspargos
Sobremesa = mousses (chocolate, morango, baunilha e um figo em calda)
Após isso tudo, ainda teve chá, panetone, pandoro , strudel.
Foi algo fantástico, comida deliciosa, ambiente lindo, um sonho. A janta durou das 18 até às 22hs. Após a janta, costume local, os guardanapos (de tecido) são colocados em envelopes e não sabemos o que é feito com eles no dia seguinte... (achamos que os envelopes eram para colocar dinheiro, quase passamos a maior vergonha). Na saída, a maioria dos italianos se dirigiu para a missa do galo, alguns belgas ficaram fazendo bagunça e foram conversar conosco e tirar fotos comigo e com a Aline. Nós aproveitamos e pedimos para que uma das meninas do grupo (que estava de aniversário) tirasse uma foto com o Cello e o Caio.
Após, liguei para a mãe e o pai para desejar feliz Natal e eles estavam se preparando para ir à missa (foi ótimo falar com eles...saudades!). Liguei também para o celular do Paulo, pois eles estão em Veranópolis, para também contar o nosso Natal e desejar felicidades.O Cello ligou para a casa dele e irá ligar novamente pois o Neni, o Giba e a Cíntia ainda não haviam chegado.
Foi maravilhoso, bem mais que eu esperava!
Buon Natale! Auguri!
Thursday, July 21, 2005
Wednesday, July 20, 2005
Tuesday, July 19, 2005
Monday, July 18, 2005
Sunday, July 17, 2005
Saturday, July 16, 2005
Friday, July 15, 2005
Wednesday, July 13, 2005
23/12/00 – Oberassen/Rasun di Sopra
(Trentino Alto-Adige)
Hotel Andreas Hofer
Parece incrível, desde maio sonhávamos com a foto do hotel com o pinheiro coberto de neve que havíamos visto na Internet. Finalmente aqui estamos, na verdade passou super-rápido! Já foi metade da viagem, e já vimos coisas fantásticas...
O amanhecer em Ortisei foi lindo, céu muito azul e sol, com as ruas, as árvores, os carros e os telhados cobertos de branco. Noves horas da manhã e temperatura de –10°C, inacreditável. Tomamos um delicioso café da manhã com pão da padaria do hotel (um pão integral com nozes e amêndoas que é maravilhoso) além de queijos e speck!
Saímos para dar uma volta para dar uma olhada nas lojas de artesanato em madeira pois a mãe pediu para ver umas peças para completar o presépio dela, mas acabei desistindo de comprar pois cada imagem em madeira, das menores, custava entre R$40 e R$50 (eu iria gastar mais ou menos R$400,00 para comprar tudo). Deixamos Ortisei e andamos um pouco além até chegar em uma subida de teleférico de onde era impossível seguir em frente (passamos pelo Hotel Mignon do amigo do Rino, primo do meu pai).
Depois rumamos de volta à estrada que vai para a passagem de Brenner, e seguindo as indicações, para Brunico. Seguimos com facilidade até Brunico, e lá chegamos bem em tempo de pegar o centro de informações turísticas (i) aberto, pois fechava para almoço em 5 minutos. Lá, o Marcelo conseguiu um mapa local e as explicações para chegar em Oberassen, a minúscula cidade onde fica nosso hotel. Seguimos as indicações e TCHAN!TCHAN!TCHAN! Facilmente chegamos ao hotel (mas se não fosse o novo mapa com as novas informações, não teríamos chegado “nem a pau”).
A cidadezinha não tem nada, mas está toda branquinha de neve e é próxima de vários centros de esqui. Não precisamos de mais nada! O hotel é excelente, quarto bem amplo, cobertores de pena, banho bem quente (só tivemos que comprar um sabonete). Além disso, tem sala com lareira, sala de jogos (até com boliche!), bar, restaurante (janta e café incluídos e a ceia de Natal com all included!), sauna, jacuzzi...Largamos nossas coisas no quarto e verificamos que o resto do pessoal ainda não havia chegado. Saímos para um reconhecimento de carro e para arranjar um lugar para almoçar. Andamos alguns quilômetros até Anterselva/Antholzertal, que é uma escola e centro de Ski Fondo e Biathlon (não é o esqui de descer montanha e sim percorrer distâncias). Lá tem um simpático restaurante com ótimos preços onde almoçamos em meio a vários esquiadores. Comi um tagliatelle ao porchini e o Marcelo um penne ao funghi (na verdade, ele pediu um spaghetti aos quatro queijos, mas o “tio” entendeu errado). Lugar lindo, tudo coberto de neve, o sol brilhando.
Na saída, o Marcelo foi se informar sobre o aluguel e aula de esqui e já deixou marcada uma aula de 50 minutos para amanhã às 10h. Custo para uma pessoa de L$50.000, cada pessoa a mais sai por L$ 15.000, e o aluguel do equipamento (esquis, bastões, botas, etc) por L$ 13.000 para o dia todo. Ai, ai, ai... isso não vai dar certo, vamos ver o que vai acontecer amanhã! Depois, voltamos até Brunico para abastecer, comprar bobagens no supermercado (teremos dois dias de feriado pela frente) e ainda paramos em uma feirinha de Natal onde comprei uma fixa de lã que serve como tiara e protetor de orelhas e o Cello luvas para o Neni. Nesta feirinha havia diversas barraquinhas vendendo doces (um mais lindo que o outro), chocolate quente, e um tipo de quentão. Como é ao ar livre, tem pequenos quiosques com aquecimento (acho que com carvão) para amenizar o frio. A temperatura hoje variou de –10 a –3°C, mesmo com muito sol! Agora tomamos banho e depois desceremos para a janta, que está incluída na diária e é as 18h30 (espero que a ceia amanhã seja um pouquinho mais tarde...).
Descemos para a salada da lareira para aguardar a janta e eles chegaram (haviam passado o dia em Bolzano). Jantamos em mesas separadas pois as outras maiores já estavam ocupadas, mas é superdivertido. Todos os hóspedes jantam ao mesmo tempo. A janta foi: lasanha (primo piati), buffet de saladas muito gostoso, vitela com purê de batatas (secondo piati), panna cotta (desert), com vinho e água. Delicioso! Depois de jantar, eu o Cello e o Magno descemos para o bar do hotel, que fica no subsolo e é muito divertido. Além do serviço de bar, tem 3 pistas de boliche (funciona com ficha = L$3500 = 10 minutos), sinuca, fla-flu. Superanimado. Jogamos algumas partidas de
boliche, bem legal!
Mais tarde um pouco, o Magno subiu para tomar banho e eu e o Cello ficamos tomando cerveja. Subi para buscar um chocolate e quando desci o Marcelo estava em “altos papos” com dois italianos (que não falam uma palavra de inglês) e o menino que trabalha no bar e no hotel (que fala inglês), chamado Annes. Ficamos um tempão tomando cerveja e tentando falar italiano. Foi bem divertido. Um se chama Daniele e nos disse que quase todos os hóspedes são regulares, vem rotineiramente aqui e se conhecem. Ele passa o Natal e o Ano novo aqui há 18 anos!! O outro se chama Stefano e se hospeda na casa de amigos aqui em frente e faz as refeições no hotel. Foi muito jóia!
Até mais.
Hotel Andreas Hofer
Parece incrível, desde maio sonhávamos com a foto do hotel com o pinheiro coberto de neve que havíamos visto na Internet. Finalmente aqui estamos, na verdade passou super-rápido! Já foi metade da viagem, e já vimos coisas fantásticas...
O amanhecer em Ortisei foi lindo, céu muito azul e sol, com as ruas, as árvores, os carros e os telhados cobertos de branco. Noves horas da manhã e temperatura de –10°C, inacreditável. Tomamos um delicioso café da manhã com pão da padaria do hotel (um pão integral com nozes e amêndoas que é maravilhoso) além de queijos e speck!
Saímos para dar uma volta para dar uma olhada nas lojas de artesanato em madeira pois a mãe pediu para ver umas peças para completar o presépio dela, mas acabei desistindo de comprar pois cada imagem em madeira, das menores, custava entre R$40 e R$50 (eu iria gastar mais ou menos R$400,00 para comprar tudo). Deixamos Ortisei e andamos um pouco além até chegar em uma subida de teleférico de onde era impossível seguir em frente (passamos pelo Hotel Mignon do amigo do Rino, primo do meu pai).
Depois rumamos de volta à estrada que vai para a passagem de Brenner, e seguindo as indicações, para Brunico. Seguimos com facilidade até Brunico, e lá chegamos bem em tempo de pegar o centro de informações turísticas (i) aberto, pois fechava para almoço em 5 minutos. Lá, o Marcelo conseguiu um mapa local e as explicações para chegar em Oberassen, a minúscula cidade onde fica nosso hotel. Seguimos as indicações e TCHAN!TCHAN!TCHAN! Facilmente chegamos ao hotel (mas se não fosse o novo mapa com as novas informações, não teríamos chegado “nem a pau”).
A cidadezinha não tem nada, mas está toda branquinha de neve e é próxima de vários centros de esqui. Não precisamos de mais nada! O hotel é excelente, quarto bem amplo, cobertores de pena, banho bem quente (só tivemos que comprar um sabonete). Além disso, tem sala com lareira, sala de jogos (até com boliche!), bar, restaurante (janta e café incluídos e a ceia de Natal com all included!), sauna, jacuzzi...Largamos nossas coisas no quarto e verificamos que o resto do pessoal ainda não havia chegado. Saímos para um reconhecimento de carro e para arranjar um lugar para almoçar. Andamos alguns quilômetros até Anterselva/Antholzertal, que é uma escola e centro de Ski Fondo e Biathlon (não é o esqui de descer montanha e sim percorrer distâncias). Lá tem um simpático restaurante com ótimos preços onde almoçamos em meio a vários esquiadores. Comi um tagliatelle ao porchini e o Marcelo um penne ao funghi (na verdade, ele pediu um spaghetti aos quatro queijos, mas o “tio” entendeu errado). Lugar lindo, tudo coberto de neve, o sol brilhando.
Na saída, o Marcelo foi se informar sobre o aluguel e aula de esqui e já deixou marcada uma aula de 50 minutos para amanhã às 10h. Custo para uma pessoa de L$50.000, cada pessoa a mais sai por L$ 15.000, e o aluguel do equipamento (esquis, bastões, botas, etc) por L$ 13.000 para o dia todo. Ai, ai, ai... isso não vai dar certo, vamos ver o que vai acontecer amanhã! Depois, voltamos até Brunico para abastecer, comprar bobagens no supermercado (teremos dois dias de feriado pela frente) e ainda paramos em uma feirinha de Natal onde comprei uma fixa de lã que serve como tiara e protetor de orelhas e o Cello luvas para o Neni. Nesta feirinha havia diversas barraquinhas vendendo doces (um mais lindo que o outro), chocolate quente, e um tipo de quentão. Como é ao ar livre, tem pequenos quiosques com aquecimento (acho que com carvão) para amenizar o frio. A temperatura hoje variou de –10 a –3°C, mesmo com muito sol! Agora tomamos banho e depois desceremos para a janta, que está incluída na diária e é as 18h30 (espero que a ceia amanhã seja um pouquinho mais tarde...).
Descemos para a salada da lareira para aguardar a janta e eles chegaram (haviam passado o dia em Bolzano). Jantamos em mesas separadas pois as outras maiores já estavam ocupadas, mas é superdivertido. Todos os hóspedes jantam ao mesmo tempo. A janta foi: lasanha (primo piati), buffet de saladas muito gostoso, vitela com purê de batatas (secondo piati), panna cotta (desert), com vinho e água. Delicioso! Depois de jantar, eu o Cello e o Magno descemos para o bar do hotel, que fica no subsolo e é muito divertido. Além do serviço de bar, tem 3 pistas de boliche (funciona com ficha = L$3500 = 10 minutos), sinuca, fla-flu. Superanimado. Jogamos algumas partidas de
boliche, bem legal!
Mais tarde um pouco, o Magno subiu para tomar banho e eu e o Cello ficamos tomando cerveja. Subi para buscar um chocolate e quando desci o Marcelo estava em “altos papos” com dois italianos (que não falam uma palavra de inglês) e o menino que trabalha no bar e no hotel (que fala inglês), chamado Annes. Ficamos um tempão tomando cerveja e tentando falar italiano. Foi bem divertido. Um se chama Daniele e nos disse que quase todos os hóspedes são regulares, vem rotineiramente aqui e se conhecem. Ele passa o Natal e o Ano novo aqui há 18 anos!! O outro se chama Stefano e se hospeda na casa de amigos aqui em frente e faz as refeições no hotel. Foi muito jóia!
Até mais.
Tuesday, July 12, 2005
Monday, July 11, 2005
Sunday, July 10, 2005
Saturday, July 09, 2005
22/12/00 – Ortisei/Saint Ülrich
(Trentino-Alto Adige)
(Hotel Garni Snaltnerhof)
É incrível, tenho a impressão que hoje iremos dormir dentro de um conto de fadas... Explico, por etapas.
Acordamos em Veneza após uma longa noite de sono, dia de céu muito azul e frio cortante. Como o hotel não tinha café da manhã (certamente por absoluta falta de espaço para colocar uma sala de café...) saímos para procurar um café, que encontramos fácil e obviamente numa cafeteria, onde eu tomei um capuccino com croissant e o Cello uma cioccolata calda (segundo ele não tão “calda” quanto deveria, mas mesmo assim deliciosa) com um croissant. Voltamos ao hotel onde completamos o café com uma fatia da nossa “tortinha de Domaso” (comprada nesta cidade antes de ir visitar a Suíça). Fizemos o check out e rumamos para a gélida piazza de San Marco para ir pegar o vaporetto.
No vaporetto, já no final do trajeto, fomos para a parte externa do barco para aguardar a nossa estação. MEU DEUS DO CÉU, nunca senti tanto frio na minha vida. Chegava a doer os ouvidos, e a mão, mesmo com luva, estava congelada. Descemos para pegar o carro e descobrimos que apesar (e talvez por isso) do lindo dia de sol e de ser quase meio-dia, a temperatura era de 0°C. Levei mais de trinta minutos para voltar a sentir minhas mãos...
Pegamos a auto-estrada Veneza/Verona e, no caminho, paramos em dois “Auto-Gril” para comprar o CD dos Beatles para dar de presente de Natal para o Magno (no primeiro não tinha).Compramos também diversas “porcarias”: Pringles, bolacha recheada, chocolates, chicletes, balas... Comprei uma bonequinha (a irmã caçula da Barbie) de presente para a Beta. Seguimos em direção a Trento, aonde chegamos por volta das 13h. Tivemos dificuldade de estacionar, e depois de algumas voltas deixamos o carro no parcheggio Centro-Europa.
Fomo até a praça Dante Aligheri, que está toda coberta de gelo. Está havendo uma exposição de Natal, e como ainda não nevou, eles colocam uma máquina de neve (borrifa água que, pela temperatura, congela) fazendo tudo ficar branco, muito bonito. Fotos e almoçamos no Spizzico (da rede Auto Gril) em frente à praça. Comemos o melhor panini da viagem até agora. Depois, saímos comendo picolé Mega Piú, sendo que na rua, mesmo com sol, estavam 4°C! Coisa de louco. Passamos na estação ferroviária para ir ao banheiro e decidimos pegar o carro e ir procurar Verla di Giovo, cidade natal e onde meu pai morava antes de vir para o Brasil.
Até que foi barbada. Seguimos até Lavis (que eu lembrava ser a cidade de onde se subia para ir a Verla) e ali nos perdemos em meio a algumas ruas em obras. Após algumas manobras conseguimos achar a estrada e rapidamente subimos os cerca de 5km que nos separavam de Verla di Giovo. A região toda ainda está sem neve, e com aspecto outonal (árvores sem folhas, vegetação seca). Fotos na estrada, com a placa de Verla. Não tive coragem de bater na casa do Rino, mas tirei uma foto da rua bem embaixo da casa do Rino e do Enzo...Eu não ia conseguir me entender, uma pena, né?
Descemos de volta para estrada e seguimos em direção a Bolzano. As montanhas ainda sem quase nada de neve nos deixaram um pouco decepcionados. Será que nosso natal não vai ter neve? Tá super-frio, mas o tempo seco e ensolarado não permite precipitações. Passado o engarrafamento de Bolzano e já com a noite caindo, desviamos nosso caminho para Val Gardena/Ortisei, que eu lembrava ser um lugar lindo quando o visitamos (no verão) há 15 anos atrás. Primeiro tentamos uma estrada que estava fechada! Após alguns quilômetros havia uma outra estrada, desta vez livre. Subimos bastante em uma estrada sinuosa e o caminho passou a ficar coberto de gelo, não neve, mas um tipo de geada grossa e congelada, com aspecto lindo.
Chegamos a Ortisei já escuro, tudo congelado, inclusive as fontes de água, criando esculturas de gelo.Vários pinheiros de Natal com luzes brancas, como num sonho. Paramos no centro e o primeiro hotel que tentamos não só tinha quartos disponíveis, como o quarto é imenso, o hotel tem restaurante/pizzaria, uma padaria/delicatessen linda ao lado, e o preço é bárbaro (L$ 130.000 = US$ 60,00) com café da manhã. Claro que caiu do céu! O rapaz da recepção é supersimpático, chama-se Peter e nos trouxe 2 copos de cerveja de boas vindas! Ah, esqueci de dizer: lá fora, a temperatura é de –7°C!! Nunca passei tanto frio, a sorte é que dentro dos lugares chega a ser quente demais.
Caminhamos pelas lojinhas do centro. Várias lojas de esculturas de madeira (são o artesanato local) e de artigos para esqui. Tudo muito lindo. Agora vamos descer para jantar no restaurante do hotel. Quero tentar ligar mais tarde lá para casa.
Deu para entender porque do conto de fadas. Arrivederci!
Obs: a janta no Hotel foi E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! A melhor de todas: minestrone, polenta com funghi e salsicha, vinho e strudel com nata! Indescritível! Total L$ 88.000 (com serviço) mas valeu cada centavo. Depois fomos até o orelhão para ligar para casa (-8°C).
(Hotel Garni Snaltnerhof)
É incrível, tenho a impressão que hoje iremos dormir dentro de um conto de fadas... Explico, por etapas.
Acordamos em Veneza após uma longa noite de sono, dia de céu muito azul e frio cortante. Como o hotel não tinha café da manhã (certamente por absoluta falta de espaço para colocar uma sala de café...) saímos para procurar um café, que encontramos fácil e obviamente numa cafeteria, onde eu tomei um capuccino com croissant e o Cello uma cioccolata calda (segundo ele não tão “calda” quanto deveria, mas mesmo assim deliciosa) com um croissant. Voltamos ao hotel onde completamos o café com uma fatia da nossa “tortinha de Domaso” (comprada nesta cidade antes de ir visitar a Suíça). Fizemos o check out e rumamos para a gélida piazza de San Marco para ir pegar o vaporetto.
No vaporetto, já no final do trajeto, fomos para a parte externa do barco para aguardar a nossa estação. MEU DEUS DO CÉU, nunca senti tanto frio na minha vida. Chegava a doer os ouvidos, e a mão, mesmo com luva, estava congelada. Descemos para pegar o carro e descobrimos que apesar (e talvez por isso) do lindo dia de sol e de ser quase meio-dia, a temperatura era de 0°C. Levei mais de trinta minutos para voltar a sentir minhas mãos...
Pegamos a auto-estrada Veneza/Verona e, no caminho, paramos em dois “Auto-Gril” para comprar o CD dos Beatles para dar de presente de Natal para o Magno (no primeiro não tinha).Compramos também diversas “porcarias”: Pringles, bolacha recheada, chocolates, chicletes, balas... Comprei uma bonequinha (a irmã caçula da Barbie) de presente para a Beta. Seguimos em direção a Trento, aonde chegamos por volta das 13h. Tivemos dificuldade de estacionar, e depois de algumas voltas deixamos o carro no parcheggio Centro-Europa.
Fomo até a praça Dante Aligheri, que está toda coberta de gelo. Está havendo uma exposição de Natal, e como ainda não nevou, eles colocam uma máquina de neve (borrifa água que, pela temperatura, congela) fazendo tudo ficar branco, muito bonito. Fotos e almoçamos no Spizzico (da rede Auto Gril) em frente à praça. Comemos o melhor panini da viagem até agora. Depois, saímos comendo picolé Mega Piú, sendo que na rua, mesmo com sol, estavam 4°C! Coisa de louco. Passamos na estação ferroviária para ir ao banheiro e decidimos pegar o carro e ir procurar Verla di Giovo, cidade natal e onde meu pai morava antes de vir para o Brasil.
Até que foi barbada. Seguimos até Lavis (que eu lembrava ser a cidade de onde se subia para ir a Verla) e ali nos perdemos em meio a algumas ruas em obras. Após algumas manobras conseguimos achar a estrada e rapidamente subimos os cerca de 5km que nos separavam de Verla di Giovo. A região toda ainda está sem neve, e com aspecto outonal (árvores sem folhas, vegetação seca). Fotos na estrada, com a placa de Verla. Não tive coragem de bater na casa do Rino, mas tirei uma foto da rua bem embaixo da casa do Rino e do Enzo...Eu não ia conseguir me entender, uma pena, né?
Descemos de volta para estrada e seguimos em direção a Bolzano. As montanhas ainda sem quase nada de neve nos deixaram um pouco decepcionados. Será que nosso natal não vai ter neve? Tá super-frio, mas o tempo seco e ensolarado não permite precipitações. Passado o engarrafamento de Bolzano e já com a noite caindo, desviamos nosso caminho para Val Gardena/Ortisei, que eu lembrava ser um lugar lindo quando o visitamos (no verão) há 15 anos atrás. Primeiro tentamos uma estrada que estava fechada! Após alguns quilômetros havia uma outra estrada, desta vez livre. Subimos bastante em uma estrada sinuosa e o caminho passou a ficar coberto de gelo, não neve, mas um tipo de geada grossa e congelada, com aspecto lindo.
Chegamos a Ortisei já escuro, tudo congelado, inclusive as fontes de água, criando esculturas de gelo.Vários pinheiros de Natal com luzes brancas, como num sonho. Paramos no centro e o primeiro hotel que tentamos não só tinha quartos disponíveis, como o quarto é imenso, o hotel tem restaurante/pizzaria, uma padaria/delicatessen linda ao lado, e o preço é bárbaro (L$ 130.000 = US$ 60,00) com café da manhã. Claro que caiu do céu! O rapaz da recepção é supersimpático, chama-se Peter e nos trouxe 2 copos de cerveja de boas vindas! Ah, esqueci de dizer: lá fora, a temperatura é de –7°C!! Nunca passei tanto frio, a sorte é que dentro dos lugares chega a ser quente demais.
Caminhamos pelas lojinhas do centro. Várias lojas de esculturas de madeira (são o artesanato local) e de artigos para esqui. Tudo muito lindo. Agora vamos descer para jantar no restaurante do hotel. Quero tentar ligar mais tarde lá para casa.
Deu para entender porque do conto de fadas. Arrivederci!
Obs: a janta no Hotel foi E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! A melhor de todas: minestrone, polenta com funghi e salsicha, vinho e strudel com nata! Indescritível! Total L$ 88.000 (com serviço) mas valeu cada centavo. Depois fomos até o orelhão para ligar para casa (-8°C).
Friday, July 08, 2005
Wednesday, July 06, 2005
Tuesday, July 05, 2005
Monday, July 04, 2005
Sunday, July 03, 2005
Saturday, July 02, 2005
21/12/00 – Veneza, Veneto
(Hotel Ai Do Mori)
Ah, Veneza, Veneza, que saudades eu estava de Veneza (parafraseando o Xu, é claro...).
Acordamos no Hotel Fonte Boiola com o dia nublado e bem frio (± 4°C). Tomamos um ótimo café e, enquanto o Marcelo “visitava” o banheiro, eu saí para caminhar na parte antiga de Sirmione, e marcamos de nos encontrar na muralha após 30 minutos. O dia frio e nublado não conseguiu obscurecer a beleza do lugar. Sirmione, como eu disse, fica numa península dentro do lago. O lado di Garda é um sonho, águas transparentes, cheio de peixes, atos selvagens e cisnes. Nesta região existem fontes naturais de águas termais sulfurosas que são “drenadas” para as piscinas dos hotéis termais (o nosso tinha uma linda piscina externa com água quente e jatos de hidromassagem – pena que não entramos porque o Cello não trouxe calção).
Na beira do lago existem extensas áreas para pedestres, todas arborizadas, com bancos de praça, ciclovias, etc. Na ponta extrema da península, ficam ruínas romanas (parque fechado, visita a L$ 8.0000, não fomos). Em cada lugar em que se passa, tem hotéis enormes, a maioria fechado por ser fora de temporada. Aproveitamos demais a caminhada, quase ninguém nas ruas ou nos parques. Fotos, tranqüilidade...
Fizemos o check out do hotel mais ou menos às 11h e pegamos a auto-estrada A4 (Milão – Veneza). Fluxo intenso de caminhões, mas numa auto-estrada tudo fica próximo. Chegamos em Veneza por volta das 12h30 com o céu muito azul, sol e frio (5°C), parcheggio Troccheto, saímos a pé apenas com as mochilas e pequena sacola para não precisar carregar muito volume. Pegamos o vaporetto “na corrida” pois já estava saindo (bilhete L$ 6.000) e sentamos na parte interna pelo frio. Passou por diversos pontos e parou finalmente na parada de San Marco, onde descemos. Pelas dicas do pessoal, fomos atrás do hotel que eles haviam ficado. Eu havia entendido mal a explicação e achei que fosse embaixo da torre de San Marco, mas o Marcelo entendeu melhor e nos facilitou. Cruzamos uma ruela embaixo do relógio de San Marco (o dos bonequinhos – está em restauração), na primeira ruazinha à direita, ao lado do McDonald’s, estava a pequenina entrada do Hotel Ai do Mori. Toca-se uma campainha, abrem a porta, sobe-se uma escadinha, outra porta com porteiro eletrônico, outra escadinha estreita. Chegamos à micro-recepção e conseguimos o quarto n° 10 no 3 andar, com banheiro. O quarto é pequeno (típico de Veneza) e confortável, mas não tem café da manhã incluído. Preço de L$ 150.000, bom para Veneza.
Descemos para aproveitar o sol, mesmo assim, bastante frio.Caminhamos e fotografamos a praça de San Marco (sempre belíssima). Parte do palácio dos Doges está em restauro, assim como a torre do relógio. O movimento de pessoas é razoável, mas bem menor que no verão. Seguimos pela beira do grande canal, mais fotos, e entramos pelas ruelas, nos “embrenhando” por Veneza. Paramos para almoçar em uma ótima e aquecida pizzaria. Almoçamos com calma e na saída liguei para a mãe, pai, Kaká e Beta para contar as últimas.
No caminho, comprei sementes de vegetais para o pai e um livro de culinária e literatura em italiano para ele (espero que ele goste!). Visitamos a catedral de San Marco com seus mosaicos e que estava sendo preparada para um concerto (com toda parafernália de câmeras de filmagem). Continuamos pelas ruas, já anoitecendo, lojas e mais lojas de máscaras, cristais, souvenirs, além de todas as “grifes top”. Várias lojas enfeitadas e ruas cobertas de luzes natalinas, muito legal. Fomos até a ponte do Rialto e depois voltamos para a praça de San Marco e seguindo pela borda do canal grande para encontrar a lojinha onde o Marcelo havia escolhido um touquinha de lã cinza. No caminho de volta ao hotel, passamos em outra lojinha onde comprei lembrancinhas para trazer para o pessoal.Voltamos para o hotel para o banho e daqui a pouco sairemos para jantar, pois o pessoal disse que, aqui, após as 20h30, a maioria dos lugares não aceita mais pedidos para a janta.
Caminhamos na noite fria e estrelada de Veneza. Jantamos calmamente na Trattoria da Bruno, insalata mista, spaghetti ao sugo (Cello) e gnocchi al pesto (eu), vinho, mineral, tiramisu e capuccino. Volta ao hotel. Caminhar nas ruas vazias da bela Veneza é uma sensação maravilhosa. Já no quarto, descobri que nossa pequena janela permite ver a ponta da torre de San Marco e que a rua coberta de luzinhas brancas fica ainda mais bonita daqui de cima.
OBS – ataque de riso no restaurante com o Marcelo cantando “Io che amo solo te” e declarando-se campeão do mundo de ‘abertura de boca para cantar músicas italianas’. Eu mereço...
Até logo, arrivederci, ciao.
Ah, Veneza, Veneza, que saudades eu estava de Veneza (parafraseando o Xu, é claro...).
Acordamos no Hotel Fonte Boiola com o dia nublado e bem frio (± 4°C). Tomamos um ótimo café e, enquanto o Marcelo “visitava” o banheiro, eu saí para caminhar na parte antiga de Sirmione, e marcamos de nos encontrar na muralha após 30 minutos. O dia frio e nublado não conseguiu obscurecer a beleza do lugar. Sirmione, como eu disse, fica numa península dentro do lago. O lado di Garda é um sonho, águas transparentes, cheio de peixes, atos selvagens e cisnes. Nesta região existem fontes naturais de águas termais sulfurosas que são “drenadas” para as piscinas dos hotéis termais (o nosso tinha uma linda piscina externa com água quente e jatos de hidromassagem – pena que não entramos porque o Cello não trouxe calção).
Na beira do lago existem extensas áreas para pedestres, todas arborizadas, com bancos de praça, ciclovias, etc. Na ponta extrema da península, ficam ruínas romanas (parque fechado, visita a L$ 8.0000, não fomos). Em cada lugar em que se passa, tem hotéis enormes, a maioria fechado por ser fora de temporada. Aproveitamos demais a caminhada, quase ninguém nas ruas ou nos parques. Fotos, tranqüilidade...
Fizemos o check out do hotel mais ou menos às 11h e pegamos a auto-estrada A4 (Milão – Veneza). Fluxo intenso de caminhões, mas numa auto-estrada tudo fica próximo. Chegamos em Veneza por volta das 12h30 com o céu muito azul, sol e frio (5°C), parcheggio Troccheto, saímos a pé apenas com as mochilas e pequena sacola para não precisar carregar muito volume. Pegamos o vaporetto “na corrida” pois já estava saindo (bilhete L$ 6.000) e sentamos na parte interna pelo frio. Passou por diversos pontos e parou finalmente na parada de San Marco, onde descemos. Pelas dicas do pessoal, fomos atrás do hotel que eles haviam ficado. Eu havia entendido mal a explicação e achei que fosse embaixo da torre de San Marco, mas o Marcelo entendeu melhor e nos facilitou. Cruzamos uma ruela embaixo do relógio de San Marco (o dos bonequinhos – está em restauração), na primeira ruazinha à direita, ao lado do McDonald’s, estava a pequenina entrada do Hotel Ai do Mori. Toca-se uma campainha, abrem a porta, sobe-se uma escadinha, outra porta com porteiro eletrônico, outra escadinha estreita. Chegamos à micro-recepção e conseguimos o quarto n° 10 no 3 andar, com banheiro. O quarto é pequeno (típico de Veneza) e confortável, mas não tem café da manhã incluído. Preço de L$ 150.000, bom para Veneza.
Descemos para aproveitar o sol, mesmo assim, bastante frio.Caminhamos e fotografamos a praça de San Marco (sempre belíssima). Parte do palácio dos Doges está em restauro, assim como a torre do relógio. O movimento de pessoas é razoável, mas bem menor que no verão. Seguimos pela beira do grande canal, mais fotos, e entramos pelas ruelas, nos “embrenhando” por Veneza. Paramos para almoçar em uma ótima e aquecida pizzaria. Almoçamos com calma e na saída liguei para a mãe, pai, Kaká e Beta para contar as últimas.
No caminho, comprei sementes de vegetais para o pai e um livro de culinária e literatura em italiano para ele (espero que ele goste!). Visitamos a catedral de San Marco com seus mosaicos e que estava sendo preparada para um concerto (com toda parafernália de câmeras de filmagem). Continuamos pelas ruas, já anoitecendo, lojas e mais lojas de máscaras, cristais, souvenirs, além de todas as “grifes top”. Várias lojas enfeitadas e ruas cobertas de luzes natalinas, muito legal. Fomos até a ponte do Rialto e depois voltamos para a praça de San Marco e seguindo pela borda do canal grande para encontrar a lojinha onde o Marcelo havia escolhido um touquinha de lã cinza. No caminho de volta ao hotel, passamos em outra lojinha onde comprei lembrancinhas para trazer para o pessoal.Voltamos para o hotel para o banho e daqui a pouco sairemos para jantar, pois o pessoal disse que, aqui, após as 20h30, a maioria dos lugares não aceita mais pedidos para a janta.
Caminhamos na noite fria e estrelada de Veneza. Jantamos calmamente na Trattoria da Bruno, insalata mista, spaghetti ao sugo (Cello) e gnocchi al pesto (eu), vinho, mineral, tiramisu e capuccino. Volta ao hotel. Caminhar nas ruas vazias da bela Veneza é uma sensação maravilhosa. Já no quarto, descobri que nossa pequena janela permite ver a ponta da torre de San Marco e que a rua coberta de luzinhas brancas fica ainda mais bonita daqui de cima.
OBS – ataque de riso no restaurante com o Marcelo cantando “Io che amo solo te” e declarando-se campeão do mundo de ‘abertura de boca para cantar músicas italianas’. Eu mereço...
Até logo, arrivederci, ciao.
Friday, July 01, 2005
Tuesday, June 28, 2005
Monday, June 27, 2005
Sunday, June 26, 2005
Friday, June 24, 2005
Thursday, June 23, 2005
Wednesday, June 22, 2005
Tuesday, June 21, 2005
Monday, June 20, 2005
Sunday, June 19, 2005
Saturday, June 18, 2005
20/12/00 – Sirmione/Lago di Garda, Lombardia
(Hotel Fonte Boiola)
Acordamos às 7h45 na maior preguiça. Café da manhã estilo “Best Western”, com o melhor café com leite até agora (os outros sempre tinham gosto de leite em pó mais café solúvel...), check out e fomos até o lago tirar algumas fotos da muito simpática Como.
Para variar, a água do lago é totalmente transparente, porém com o céu nublado e com a neblina, irá parecer cinza nas fotos (que pena...). Seguimos de carro para dar um “giro” pelo lago. A região, só para variar um pouquinho, é MA-RA-VI-LHO-SA! O lago tranqüilo, rodeado por montanhas e muito verde, alguns patinhos selvagens e pequenas cidades com hotéis de veraneio. Passamos por várias cidades, entre elas Cernobbio, Tremezzo, Menaggio (que é cidade co-irmã de Carapicuíba – “Carapicuíba é longe pra caramba, Carapicuíba só se eu estiver de carro, Carapicuíba só se eu estiver em Osasco, senão não vou nem se amarrado” – grande Jota Quest). Todos lugares tranqüilos, superfotogênicos. Pena a neblina que não permite um visual fotográfico perfeito.
Paramos na outra ponta do lago (ao norte) na cidade de Domaso onde, num arroubo de desejo de ver neve e por vermos no mapa que Saint Moritz (Suíça) ficava só a 63 km e também por ser apenas 11h30, decidimos conhecer rapidinho esta famosa estação de esqui e voltar para Itália antes do anoitecer (que é às 16h30, não esqueça!). Compramos algumas gulodices para que não precisássemos comprar nada e com isso não fazer câmbio na Suíça. Dois panini caldi de bruschetta com tomate, mozzarella e orégano, duas cocas light e uma divina “tortinha” caramelada com pão-de-ló e creme de amêndoas (mais ou menos 200.000 kcal/fatia).
Partimos bravamente até Chiavenna, que é a cidade mais próxima da fronteira, e de lá cruzamos para a Suíça (cantão alemão) em direção à Saint Moritz. Foi uma coisa incrível, lindo demais, de cair o queixo. Quando estávamos contornando o lago de Como, a temperatura era de 5°C, e conforme nos dirigíamos em direção à Suíça e subíamos, cada vez mais as montanhas com picos nevados foram ficando mais próximas e a temperatura caindo. 4°C , 3°C, 2°C, 1°C, 0°C, -0°C (era assim que marcava o termômetro do carro).
A esta altura, as montanhas já estavam muito próximas e foram surgindo alguns vestígios de neve suja na estrada, a temperatura continuou caindo e a neve nos arredores da estrada passou a tomar conta de tudo, camadas espessas de neve sobre os telhados, pinheiros cobertos de flocos, como num conto de fadas natalino!! É incrível, a gente não para de dizer que é lindo, incrível, maravilhoso! Faltam adjetivos, Chegamos então a uma grande subida tipo caracol na estrada e, lá em cima, a temperatura chegou a –5°C!! No lugar havia um hotel e uma pista de esqui ao lado da estrada. Paramos no parcheggio deste hotel para tirar fotos e os esquiadores saíam dali já andando em seus esquis. O ar fica parado, e sem luvas as mãos congelam rapidinho. O nome deste lugar é Maloja, e fica a 1815m de altitude.
Seguimos subindo ainda mais em direção à Saint Moritz, no caminho vimos um lindo lago parcialmente congelado e vários hotéis e casinhas totalmente cobertas de neve. Chegamos em Saint Moritz com –4°C, e ar algo rarefeito, pois estamos a 2284m de altura. A cidadezinha toda coberta de neve e cercada de pinheiros parece um sonho. As pessoas nas ruas estavam na sua maioria com roupas e botas de esqui, fora os que estavam literalmente esquiando. Máquinas na rua limpando a neve e hotéis lindíssimos. Tiramos várias fotos, mas - como não fizemos câmbio – não tínhamos moeda nem para pagar o estacionamento. Por isso, não pudemos parar por mais tempo para caminhar (o que foi uma pena, mas eu acho que não agüentaríamos ófrio). Iniciamos então a descida de volta, felizes da vida pela nossa aventura gelada.
Voltamos à Itália e desta vez seguimos pelo outro lago de Como (por onde não tínhamos passado) pela auto-estrada “dos túneis” até Lecco, que é o outro pé do lago (que tem a forma de um Y invertido, e as duas pontas são de baixo são Como e Lecco). Em Lecco abastecemos o carro, pegamos um grande engarrafamento, paramos para fazer xixi em um centro comercial e saímos em direção a Bergano por uma estradinha pequena que passa por diversos subúrbios, totalmente engarrafada (um saco!). Após, pegamos a auto-estrada A4 para irmos em direção ao lago de Garda. Chegamos facilmente a Sirmione, uma das pequenas cidades a beira do lago di Garda e próxima à Verona e, conseqüentemente, próxima a Veneza, para onde iremos amanhã.
Sirmione fica numa península estreita que “entra” para dentro do lago. Já havia anoitecido mas dá para imaginar que deve ser muito lindo, pois tem diversos hotéis e termas de frente para o lago, marinas, e na ponta fica o centro histórico totalmente medieval, que é cercado por muralhas. Esta região serve de balneário desde os tempos do império romano, e a parte histórica permanece conservada. Escolhemos um hotel bárbaro logo na entrada do centro histórico, com estacionamento e um tipo de spa. O Marcelo relutou um pouco pois o hotel se chama “Fonte Boiola”, mas como estava com um bom preço L$ 160.000 (normalmente é L$ 286.000), e é superlindo, acabou aceitando.
Largamos as coisas no quarto e saímos para caminhar até o centro histórico, e quando estávamos quase cruzando a muralha ouvimos um “olha quem está aí”. Custamos um pouco para entender o que estava acontecendo, até nos darmos conta que a voz era da Aline e havíamos encontrado os outros três viajantes. Ficamos um pouco conversando na entrada da cidade velha, dissemos o nosso roteiro e eles o deles: chegaram em Assis mais ou menos duas horas depois do horário combinado, ficaram aquela noite lá e depois foram a Firenze e Veneza. Agora estão em trajeto oposto ao nosso, indo amanhã em direção ao Como enquanto nós vamos para Veneza. Estamos aguardando um chamado no rádio para jantarmos junto.
Saímos do hotel às 20h30 e com dificuldade conseguimos nos comunicar pelo “Talk About”: sinal ruim, interferências, e o Magno não sabendo dar referências do hotel que eles estavam. Achamos um restaurante (a maioria estava fachada) e fomos lá. Lugar e comida excelentes, muito vinho e muitas histórias de viagem, principalmente encabeçadas pelo Magno. Diversão total. O Cello e eu comemos um risoto de frutos do mar que foi espetacular, além de muito vinho da casa e sobremesa (eu panna cotta com molho de lamponi e o Cello tiramisu – disse que o meu ainda é melhor).
Despedidas e plano de reencontro em dois dias já em Oberassen para o Natal. Amanhã iremos para Veneza!
Boa noite e auguri!
Acordamos às 7h45 na maior preguiça. Café da manhã estilo “Best Western”, com o melhor café com leite até agora (os outros sempre tinham gosto de leite em pó mais café solúvel...), check out e fomos até o lago tirar algumas fotos da muito simpática Como.
Para variar, a água do lago é totalmente transparente, porém com o céu nublado e com a neblina, irá parecer cinza nas fotos (que pena...). Seguimos de carro para dar um “giro” pelo lago. A região, só para variar um pouquinho, é MA-RA-VI-LHO-SA! O lago tranqüilo, rodeado por montanhas e muito verde, alguns patinhos selvagens e pequenas cidades com hotéis de veraneio. Passamos por várias cidades, entre elas Cernobbio, Tremezzo, Menaggio (que é cidade co-irmã de Carapicuíba – “Carapicuíba é longe pra caramba, Carapicuíba só se eu estiver de carro, Carapicuíba só se eu estiver em Osasco, senão não vou nem se amarrado” – grande Jota Quest). Todos lugares tranqüilos, superfotogênicos. Pena a neblina que não permite um visual fotográfico perfeito.
Paramos na outra ponta do lago (ao norte) na cidade de Domaso onde, num arroubo de desejo de ver neve e por vermos no mapa que Saint Moritz (Suíça) ficava só a 63 km e também por ser apenas 11h30, decidimos conhecer rapidinho esta famosa estação de esqui e voltar para Itália antes do anoitecer (que é às 16h30, não esqueça!). Compramos algumas gulodices para que não precisássemos comprar nada e com isso não fazer câmbio na Suíça. Dois panini caldi de bruschetta com tomate, mozzarella e orégano, duas cocas light e uma divina “tortinha” caramelada com pão-de-ló e creme de amêndoas (mais ou menos 200.000 kcal/fatia).
Partimos bravamente até Chiavenna, que é a cidade mais próxima da fronteira, e de lá cruzamos para a Suíça (cantão alemão) em direção à Saint Moritz. Foi uma coisa incrível, lindo demais, de cair o queixo. Quando estávamos contornando o lago de Como, a temperatura era de 5°C, e conforme nos dirigíamos em direção à Suíça e subíamos, cada vez mais as montanhas com picos nevados foram ficando mais próximas e a temperatura caindo. 4°C , 3°C, 2°C, 1°C, 0°C, -0°C (era assim que marcava o termômetro do carro).
A esta altura, as montanhas já estavam muito próximas e foram surgindo alguns vestígios de neve suja na estrada, a temperatura continuou caindo e a neve nos arredores da estrada passou a tomar conta de tudo, camadas espessas de neve sobre os telhados, pinheiros cobertos de flocos, como num conto de fadas natalino!! É incrível, a gente não para de dizer que é lindo, incrível, maravilhoso! Faltam adjetivos, Chegamos então a uma grande subida tipo caracol na estrada e, lá em cima, a temperatura chegou a –5°C!! No lugar havia um hotel e uma pista de esqui ao lado da estrada. Paramos no parcheggio deste hotel para tirar fotos e os esquiadores saíam dali já andando em seus esquis. O ar fica parado, e sem luvas as mãos congelam rapidinho. O nome deste lugar é Maloja, e fica a 1815m de altitude.
Seguimos subindo ainda mais em direção à Saint Moritz, no caminho vimos um lindo lago parcialmente congelado e vários hotéis e casinhas totalmente cobertas de neve. Chegamos em Saint Moritz com –4°C, e ar algo rarefeito, pois estamos a 2284m de altura. A cidadezinha toda coberta de neve e cercada de pinheiros parece um sonho. As pessoas nas ruas estavam na sua maioria com roupas e botas de esqui, fora os que estavam literalmente esquiando. Máquinas na rua limpando a neve e hotéis lindíssimos. Tiramos várias fotos, mas - como não fizemos câmbio – não tínhamos moeda nem para pagar o estacionamento. Por isso, não pudemos parar por mais tempo para caminhar (o que foi uma pena, mas eu acho que não agüentaríamos ófrio). Iniciamos então a descida de volta, felizes da vida pela nossa aventura gelada.
Voltamos à Itália e desta vez seguimos pelo outro lago de Como (por onde não tínhamos passado) pela auto-estrada “dos túneis” até Lecco, que é o outro pé do lago (que tem a forma de um Y invertido, e as duas pontas são de baixo são Como e Lecco). Em Lecco abastecemos o carro, pegamos um grande engarrafamento, paramos para fazer xixi em um centro comercial e saímos em direção a Bergano por uma estradinha pequena que passa por diversos subúrbios, totalmente engarrafada (um saco!). Após, pegamos a auto-estrada A4 para irmos em direção ao lago de Garda. Chegamos facilmente a Sirmione, uma das pequenas cidades a beira do lago di Garda e próxima à Verona e, conseqüentemente, próxima a Veneza, para onde iremos amanhã.
Sirmione fica numa península estreita que “entra” para dentro do lago. Já havia anoitecido mas dá para imaginar que deve ser muito lindo, pois tem diversos hotéis e termas de frente para o lago, marinas, e na ponta fica o centro histórico totalmente medieval, que é cercado por muralhas. Esta região serve de balneário desde os tempos do império romano, e a parte histórica permanece conservada. Escolhemos um hotel bárbaro logo na entrada do centro histórico, com estacionamento e um tipo de spa. O Marcelo relutou um pouco pois o hotel se chama “Fonte Boiola”, mas como estava com um bom preço L$ 160.000 (normalmente é L$ 286.000), e é superlindo, acabou aceitando.
Largamos as coisas no quarto e saímos para caminhar até o centro histórico, e quando estávamos quase cruzando a muralha ouvimos um “olha quem está aí”. Custamos um pouco para entender o que estava acontecendo, até nos darmos conta que a voz era da Aline e havíamos encontrado os outros três viajantes. Ficamos um pouco conversando na entrada da cidade velha, dissemos o nosso roteiro e eles o deles: chegaram em Assis mais ou menos duas horas depois do horário combinado, ficaram aquela noite lá e depois foram a Firenze e Veneza. Agora estão em trajeto oposto ao nosso, indo amanhã em direção ao Como enquanto nós vamos para Veneza. Estamos aguardando um chamado no rádio para jantarmos junto.
Saímos do hotel às 20h30 e com dificuldade conseguimos nos comunicar pelo “Talk About”: sinal ruim, interferências, e o Magno não sabendo dar referências do hotel que eles estavam. Achamos um restaurante (a maioria estava fachada) e fomos lá. Lugar e comida excelentes, muito vinho e muitas histórias de viagem, principalmente encabeçadas pelo Magno. Diversão total. O Cello e eu comemos um risoto de frutos do mar que foi espetacular, além de muito vinho da casa e sobremesa (eu panna cotta com molho de lamponi e o Cello tiramisu – disse que o meu ainda é melhor).
Despedidas e plano de reencontro em dois dias já em Oberassen para o Natal. Amanhã iremos para Veneza!
Boa noite e auguri!
Friday, June 17, 2005
Thursday, June 16, 2005
Wednesday, June 15, 2005
19/12/00 – Como, Lombardia
(Hotel Continental – Best Western)
Aniversário da Betinha! Auguri!
Acordamos de frente para o mar da Ligúria em um local tranqüilo e lindo, pena o tempo estar totalmente cinzento não permitindo ver a cor verde do mar. Tomamos um “lauto” café da manhã com iogurte, cereais, frios, croissants e pão, uma delícia!
Saímos de Santa Margherita, passamos por Gênova, e pegamos a auto-estrada rumo a Milão. No caminho, temperaturas de até 1°C! Dia cinzento. Cruzamos sobre o rio Pó, saímos da Ligúria, passamos um pequeno trecho de Piemonte e entramos na Lombardia. Chegamos em Milão por volta das 11hs já com dia claro e ensolarado (5°C). Levamos mais ou menos 40 minutos até conseguirmos chegar a um parcheggio próximo da Duomo! Quando, após largar o carro e passarmos por ruas de comércio cheias de vitrines tentadoras, chegamos na praça da Duomo, o Cello me “abandonou” por cerca de 30 minutos para “visitar” o banheiro do McDonald’s.
A praça da Duomo está toda enfeitada para o Natal com um grande pinheiro enfeitado e outros menores. Há uma pista de patinação no gelo na própria praça! Após nos encontrarmos fomos até o informacione turistique para sabermos de algum Internet point. O funcionário nos deu algumas orientações vagas que nos fizeram procurar longamente por uma rua imensa, sem sucesso! De volta à praça, fomos visitar a Duomo.
Como não havia nenhuma área em restauração, foi possível ver todos os incríveis e multicoloridos vitrais que decoram quase todas as paredes, e – além disso – a nave central estava decorada com imensos painéis de pinturas bíblicas, muito lindas, inexplicável com palavras, só vendo...
Saímos em direção à Galeria Vittorio Emanuelle também toda decorada para o Natal. No centro da galeria, um quiosque da UNICEF com apresentações musicais. Entramos na “livraria da família” (Rizzoli) onde procuramos um guia da França e um da Alemanha, pois – infelizmente – perdemos os nossos em Firenze (esquecemos no hotel). Saindo de lá, fizemos câmbio (ótimo valor) e procuramos em vão o tal Internet point que falei antes. De volta à praça, novamente, almoçamos no Burger King e após fizemos um passeio de compras (encontrei uma jaqueta de preta de nylon com ótimo preço (L$ 89.000) na Upim).
Encontramos outra livraria Rizzoli onde era possível conectar Internet de graça, mas, após longa espera, não conseguimos nos conectar. Enquanto o Marcelo esperava para tentar se conectar, eu fui num orelhão e liguei para a casa da mãe (hora do almoço) para cantar parabéns para a Betinha. Falei com todos e matei as saudades.
Saímos de Milão na hora do rush, trânsito engarrafado, nos perdemos nas placas, confusões, levamos quase uma hora (já escuro) para chegar na estrada. Seguimos até Como onde também chegamos com muito engarrafamento, porém compensado com a visão dos pinheiros iluminados para o Natal, as árvores cor-de-rosa, o lago com o chafariz de águas dançantes e o charme do local. Após algumas tentativas e a informação certeira de um transeunte, achamos o Hotel Continental (***) a L$ 170.000 da nossa lista de Best Western. Quarto confortável, hotel bonitinho, pena ficar em uma avenida movimentada, tipo “farrapos”.
Após o banho, descemos para dar uma caminhada e tentar encontrar um Internet Café que o rapaz da recepção nos havia indicado. Óbvio que procuramos, procuramos e não encontramos. Fomos até a beira do lago que é algo de linda, marina com barquinhos, umas fontes com água dançante no meio do lago e nas margens hotéis, árvores de natal, árvores iluminadas com luz rosa...muito bonito. Caminhamos pelas ruas de comércio já com tudo fechado e muito pouco movimento na rua. Devia estar uns 5 ou 6°C. Voltamos ao hotel e a recepcionista nos deu a informação indispensável: o bar se chamava Black Panther (cool...) e os computadores ficam no subsolo, por isso era IMPOSSÍVEL ver da rua! Acessamos a Internet, conseguimos ver e-mails, “fomos ao banco” e mandamos um cartão de aniversário para a Betinha, nossa afilhada.
Na volta para o hotel, passamos em um telefone e ligamos para a Karina, para o Marcelo tentar falar com a Betinha, mas ela tinha ido ver as luzinhas de Natal com a Vovó. Chegando ao hotel, fizemos nosso picnic noturno e fomos dormir. Amanhã visitaremos o lago.
Buonna notte!
Aniversário da Betinha! Auguri!
Acordamos de frente para o mar da Ligúria em um local tranqüilo e lindo, pena o tempo estar totalmente cinzento não permitindo ver a cor verde do mar. Tomamos um “lauto” café da manhã com iogurte, cereais, frios, croissants e pão, uma delícia!
Saímos de Santa Margherita, passamos por Gênova, e pegamos a auto-estrada rumo a Milão. No caminho, temperaturas de até 1°C! Dia cinzento. Cruzamos sobre o rio Pó, saímos da Ligúria, passamos um pequeno trecho de Piemonte e entramos na Lombardia. Chegamos em Milão por volta das 11hs já com dia claro e ensolarado (5°C). Levamos mais ou menos 40 minutos até conseguirmos chegar a um parcheggio próximo da Duomo! Quando, após largar o carro e passarmos por ruas de comércio cheias de vitrines tentadoras, chegamos na praça da Duomo, o Cello me “abandonou” por cerca de 30 minutos para “visitar” o banheiro do McDonald’s.
A praça da Duomo está toda enfeitada para o Natal com um grande pinheiro enfeitado e outros menores. Há uma pista de patinação no gelo na própria praça! Após nos encontrarmos fomos até o informacione turistique para sabermos de algum Internet point. O funcionário nos deu algumas orientações vagas que nos fizeram procurar longamente por uma rua imensa, sem sucesso! De volta à praça, fomos visitar a Duomo.
Como não havia nenhuma área em restauração, foi possível ver todos os incríveis e multicoloridos vitrais que decoram quase todas as paredes, e – além disso – a nave central estava decorada com imensos painéis de pinturas bíblicas, muito lindas, inexplicável com palavras, só vendo...
Saímos em direção à Galeria Vittorio Emanuelle também toda decorada para o Natal. No centro da galeria, um quiosque da UNICEF com apresentações musicais. Entramos na “livraria da família” (Rizzoli) onde procuramos um guia da França e um da Alemanha, pois – infelizmente – perdemos os nossos em Firenze (esquecemos no hotel). Saindo de lá, fizemos câmbio (ótimo valor) e procuramos em vão o tal Internet point que falei antes. De volta à praça, novamente, almoçamos no Burger King e após fizemos um passeio de compras (encontrei uma jaqueta de preta de nylon com ótimo preço (L$ 89.000) na Upim).
Encontramos outra livraria Rizzoli onde era possível conectar Internet de graça, mas, após longa espera, não conseguimos nos conectar. Enquanto o Marcelo esperava para tentar se conectar, eu fui num orelhão e liguei para a casa da mãe (hora do almoço) para cantar parabéns para a Betinha. Falei com todos e matei as saudades.
Saímos de Milão na hora do rush, trânsito engarrafado, nos perdemos nas placas, confusões, levamos quase uma hora (já escuro) para chegar na estrada. Seguimos até Como onde também chegamos com muito engarrafamento, porém compensado com a visão dos pinheiros iluminados para o Natal, as árvores cor-de-rosa, o lago com o chafariz de águas dançantes e o charme do local. Após algumas tentativas e a informação certeira de um transeunte, achamos o Hotel Continental (***) a L$ 170.000 da nossa lista de Best Western. Quarto confortável, hotel bonitinho, pena ficar em uma avenida movimentada, tipo “farrapos”.
Após o banho, descemos para dar uma caminhada e tentar encontrar um Internet Café que o rapaz da recepção nos havia indicado. Óbvio que procuramos, procuramos e não encontramos. Fomos até a beira do lago que é algo de linda, marina com barquinhos, umas fontes com água dançante no meio do lago e nas margens hotéis, árvores de natal, árvores iluminadas com luz rosa...muito bonito. Caminhamos pelas ruas de comércio já com tudo fechado e muito pouco movimento na rua. Devia estar uns 5 ou 6°C. Voltamos ao hotel e a recepcionista nos deu a informação indispensável: o bar se chamava Black Panther (cool...) e os computadores ficam no subsolo, por isso era IMPOSSÍVEL ver da rua! Acessamos a Internet, conseguimos ver e-mails, “fomos ao banco” e mandamos um cartão de aniversário para a Betinha, nossa afilhada.
Na volta para o hotel, passamos em um telefone e ligamos para a Karina, para o Marcelo tentar falar com a Betinha, mas ela tinha ido ver as luzinhas de Natal com a Vovó. Chegando ao hotel, fizemos nosso picnic noturno e fomos dormir. Amanhã visitaremos o lago.
Buonna notte!
Tuesday, June 14, 2005
Monday, June 13, 2005
Sunday, June 12, 2005
Saturday, June 11, 2005
Friday, June 10, 2005
Firenze - Piazzale Michelangelo
Saindo de Firenze, paramos na Piazzale Michelangelo para apreciar a vista da cidade, com a cúpula da Duomo se destacando na paisagem.
Thursday, June 09, 2005
18/12/00 – Santa Margherita Ligure, Ligúria
(Hotel Regina Elena)
Bom, estamos novamente “esbanjando” em um hotel lindo da rede Best Western de na costa do Mediterrâneo. Um quarto com sacada de frente para o mar, com diária de L$ 232.000 (cerca de US$ 110,00). Um pequeno luxo, mas hoje fizemos nossa contabilidade e estamos gastando nosso dinheiro praticamente só em hotéis. Os gastos com comida estão muito menores de que no último ano...
Ontem à noite acabamos jantando (salada de atum com rúcula e spaghetti à carbonara) em um café ao lado do hotel pois estava chovendo. O dia amanheceu lindo, o que confirma nossa sorte com a meteorologia, pois só choveu duas vezes e sempre à noite.
Tomamos café, fizemos check out e fomos até a Piazza Michelangelo, onde fica o belvedere de onde se tem a vista mais ampla da cidade, com o Arno, a Ponte Vecchio, a Santa Crocce e a Duomo de Bruneleschi (Santa Maria dei Fiori). O dia claro permitiu ótimas fotos! Saímos de Firenze (5°C) já com saudades... Seguimos pela auto-estrada até Pisa, aonde chegamos às 10h30. Fomos direto até o Campo dei Miracoli, onde estão a Duomo, o Batistério, e a tão famosa torre inclinada.
O dia muito claro e com o céu superazul faz com que as construções fiquem ainda mais brancos e bonitos. O amplo gramado verde, no qual é expressamente proibido pisar, é quase um tapete. Fotos e mais fotos. A torre está fixada por cabos de aço e na base estão sendo feitas obras. Entramos na Duomo que data do século XI e foi a primeira catedral toscana erguida com mármore branco e verde (que depois foi usado na Santa Crocce, Santa Maria dei Fiori, Duomo de Siena...). Dentro está um belíssimo púlpito do século XIV todo esculpido por Giovanni Pisano. Também há um lustre em forma de pêndulo que dizem ter inspirado Galileu Galilei na teoria dos pêndulos. Apresenta mosaico no domo e vários afrescos. Optamos por não entrar no Batistério (pago!).
Saímos da praça e fomos procurar um Carrefour, pois tínhamos visto uma placa na entrada da cidade. Após algumas “perdidas”, chegamos no supermercado. Lá dentro, como sempre, fiquei encantada com os brinquedos, querendo levar tudo para a Beta e para o Biel. Comprei um livrinho de história para a Beta e compramos uma caixa com 8 CDs de sucessos da década de 80! Além disso, pão e guloseimas (provolone, creme de queijo com azeitona, copa e biscoitos).
Na saída da cidade, paramos no McDonald’s para “Mac Mix” (ir ao banheiro) e acabamos comprando duas saladas (que são ótimas). Decidimos “ir comendo no caminho”, só que no primeiro quebra-molas eu “mergulhei” dentro do prato de salada cheio de molho vinagrete: tinha salada no braço, na minha calça, no blusão, no banco e no mapa! Tivemos que parar para limpar a imundície! Depois seguimos comendo saladas e pão com queijo cremoso...
Nos despedimos da Toscana e seguimos em direção à La Spezia, cidade portuária situada na Riviera Italiana, como é conhecido o litoral da Ligúria. Chegando lá, pegamos uma estradinha superestreita e sinuosa na tentativa de visitarmos Cinque Terre, que são cinco pequenas cidadezinhas de difícil acesso por terra, que ficam entre rochedos e o mar. São elas: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare. O acesso de carro é apenas até determinado trecho (assustador, pois a estrada é superestreita, com mão dupla e muito alta, acho que mais de 1000 metros de altitude, beirando imensos penhascos, sem guard rail e com uma vista de tirar o fôlego!).
Resolvemos visitar a piccolina Vernazza. Seguimos por uma estradinha ainda menor que serpenteava a montanha (com uma linda vista do mar, pena o sol estar no mar e não permitir ver o reflexo azul...). A partir de um ponto fomos obrigados a deixar o carro e descemos por cerca de 1,5km a pé (6°C) até a pequena vila de pescadores com casas coloridas e vários barquinhos no meio das pedras.
Após visita e fotos, voltamos o longo trajeto (subida!) a pé e pegamos o carro para irmos à Santa Margherita. Até chegar a estrada principal, percorremos um longo e sinuoso trecho nas montanhas, e pudemos apreciar o pôr-do-sol sob o mar da Ligúria (“não tem preço”). Seguimos lentamente num engarrafamento entre as cidades de Sestri, Levante e Chiavari até chegarmos à Santa Margherita Ligure, um balneário superbonitinho que está todo iluminado para o Natal. Ficamos no Hotel Regina Elena (****), um luxo. Preço normal: L$ 318.000. Preço de hoje: L$ 238.000. Chiquérrimo, com praia particular e tudo.
Após um banho e descanso, saímos para um passeio. Fomos de carro até porto Fino, um balneário ainda menor que fica aqui ao lado e acabamos retornando para Santa Margherita. Procuramos um restaurante e acabamos chegando a um beco sem saída. Tudo escuro e deserto, nenhum carro andando na rua. Na hora de sairmos, o Marcelinho deu ré e bateu em um outro carro que simplesmente “apareceu” atrás. Baita susto, baita estresse. O Marcelo e o italiano desceram para ver os estragos nos carros e, como não houve nenhum prejuízo (Graças a Deus!), seguimos impunes (Que sufoco!!).
Jantamos na Trattoria Alfredo, uma delícia: salada mista, spaghetti al pesto (eu) e à bolonhesa (Cello), jarra de vinho e muitas risadas...
Boa noite.
Bom, estamos novamente “esbanjando” em um hotel lindo da rede Best Western de na costa do Mediterrâneo. Um quarto com sacada de frente para o mar, com diária de L$ 232.000 (cerca de US$ 110,00). Um pequeno luxo, mas hoje fizemos nossa contabilidade e estamos gastando nosso dinheiro praticamente só em hotéis. Os gastos com comida estão muito menores de que no último ano...
Ontem à noite acabamos jantando (salada de atum com rúcula e spaghetti à carbonara) em um café ao lado do hotel pois estava chovendo. O dia amanheceu lindo, o que confirma nossa sorte com a meteorologia, pois só choveu duas vezes e sempre à noite.
Tomamos café, fizemos check out e fomos até a Piazza Michelangelo, onde fica o belvedere de onde se tem a vista mais ampla da cidade, com o Arno, a Ponte Vecchio, a Santa Crocce e a Duomo de Bruneleschi (Santa Maria dei Fiori). O dia claro permitiu ótimas fotos! Saímos de Firenze (5°C) já com saudades... Seguimos pela auto-estrada até Pisa, aonde chegamos às 10h30. Fomos direto até o Campo dei Miracoli, onde estão a Duomo, o Batistério, e a tão famosa torre inclinada.
O dia muito claro e com o céu superazul faz com que as construções fiquem ainda mais brancos e bonitos. O amplo gramado verde, no qual é expressamente proibido pisar, é quase um tapete. Fotos e mais fotos. A torre está fixada por cabos de aço e na base estão sendo feitas obras. Entramos na Duomo que data do século XI e foi a primeira catedral toscana erguida com mármore branco e verde (que depois foi usado na Santa Crocce, Santa Maria dei Fiori, Duomo de Siena...). Dentro está um belíssimo púlpito do século XIV todo esculpido por Giovanni Pisano. Também há um lustre em forma de pêndulo que dizem ter inspirado Galileu Galilei na teoria dos pêndulos. Apresenta mosaico no domo e vários afrescos. Optamos por não entrar no Batistério (pago!).
Saímos da praça e fomos procurar um Carrefour, pois tínhamos visto uma placa na entrada da cidade. Após algumas “perdidas”, chegamos no supermercado. Lá dentro, como sempre, fiquei encantada com os brinquedos, querendo levar tudo para a Beta e para o Biel. Comprei um livrinho de história para a Beta e compramos uma caixa com 8 CDs de sucessos da década de 80! Além disso, pão e guloseimas (provolone, creme de queijo com azeitona, copa e biscoitos).
Na saída da cidade, paramos no McDonald’s para “Mac Mix” (ir ao banheiro) e acabamos comprando duas saladas (que são ótimas). Decidimos “ir comendo no caminho”, só que no primeiro quebra-molas eu “mergulhei” dentro do prato de salada cheio de molho vinagrete: tinha salada no braço, na minha calça, no blusão, no banco e no mapa! Tivemos que parar para limpar a imundície! Depois seguimos comendo saladas e pão com queijo cremoso...
Nos despedimos da Toscana e seguimos em direção à La Spezia, cidade portuária situada na Riviera Italiana, como é conhecido o litoral da Ligúria. Chegando lá, pegamos uma estradinha superestreita e sinuosa na tentativa de visitarmos Cinque Terre, que são cinco pequenas cidadezinhas de difícil acesso por terra, que ficam entre rochedos e o mar. São elas: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare. O acesso de carro é apenas até determinado trecho (assustador, pois a estrada é superestreita, com mão dupla e muito alta, acho que mais de 1000 metros de altitude, beirando imensos penhascos, sem guard rail e com uma vista de tirar o fôlego!).
Resolvemos visitar a piccolina Vernazza. Seguimos por uma estradinha ainda menor que serpenteava a montanha (com uma linda vista do mar, pena o sol estar no mar e não permitir ver o reflexo azul...). A partir de um ponto fomos obrigados a deixar o carro e descemos por cerca de 1,5km a pé (6°C) até a pequena vila de pescadores com casas coloridas e vários barquinhos no meio das pedras.
Após visita e fotos, voltamos o longo trajeto (subida!) a pé e pegamos o carro para irmos à Santa Margherita. Até chegar a estrada principal, percorremos um longo e sinuoso trecho nas montanhas, e pudemos apreciar o pôr-do-sol sob o mar da Ligúria (“não tem preço”). Seguimos lentamente num engarrafamento entre as cidades de Sestri, Levante e Chiavari até chegarmos à Santa Margherita Ligure, um balneário superbonitinho que está todo iluminado para o Natal. Ficamos no Hotel Regina Elena (****), um luxo. Preço normal: L$ 318.000. Preço de hoje: L$ 238.000. Chiquérrimo, com praia particular e tudo.
Após um banho e descanso, saímos para um passeio. Fomos de carro até porto Fino, um balneário ainda menor que fica aqui ao lado e acabamos retornando para Santa Margherita. Procuramos um restaurante e acabamos chegando a um beco sem saída. Tudo escuro e deserto, nenhum carro andando na rua. Na hora de sairmos, o Marcelinho deu ré e bateu em um outro carro que simplesmente “apareceu” atrás. Baita susto, baita estresse. O Marcelo e o italiano desceram para ver os estragos nos carros e, como não houve nenhum prejuízo (Graças a Deus!), seguimos impunes (Que sufoco!!).
Jantamos na Trattoria Alfredo, uma delícia: salada mista, spaghetti al pesto (eu) e à bolonhesa (Cello), jarra de vinho e muitas risadas...
Boa noite.
Wednesday, June 08, 2005
Tuesday, June 07, 2005
Monday, June 06, 2005
Sunday, June 05, 2005
17/12/00 – Firenze, Toscana
(Hotel Mediterrâneo)
Não adianta, a paixão que eu sinto por Firenze aumenta cada vez mais. Esta é uma cidade charmosa, cultural, com boa comida, moda, música, arte. Tudo!
Acordamos às 7h40, tomamos café e saímos para invadir Firenze pelos “flancos”. Frio intenso mas céu claro. Fomos a pé até a Santa Crocce, pela borda do Arno, onde descobrimos que a basílica só abre para visitação à tarde. Rumamos, então, por ruas ainda pouco movimentadas, para a Galeria del Ufizzi e sua coleção de arte renascentista de tirar o fôlego de qualquer ser humano.
As salas da Galeria são divididas mais ou menos por época e por autores. Inicia-se por obras de pintura Clássica - Gótica com destaque para as madonnas ainda com estilo bizantino de Duccio e Giotto, e segue com obras de Fra Felippo Lippi (com a belíssima ‘Madonna, Jesus e o Anjo’) e de seu filho Felippino Lippi. Atinge-se a loucura total quando se entra na ala de Boticelli, começando pela Fortezza, a Madonna de Roma, a madona do véu transparente (não lembro o nome) e as maravilhosas ‘Nascimento de Vênus’ e ‘Primavera’. Sentamos nas cadeiras no centro da sala para admirar com detalhes...impressionante...
Na sala seguinte, Leonardo da Vinci com ‘A Adoração dos Magos’, obra incompleta e depois segue com mais um banho de cultura: Vasari, Tintoretto, Caravaggio (‘Baco’), autores alemães, etc, terminando com o belíssimo ‘Tondo Doni’ ‘A Sagrada Família’ de Michelangelo. Sai-se de lá se sentindo um pouco menos ignorante e invejando o talento e a sensibilidade destes gênios!
Saímos pela Piazza della Signoria para mais fotos, seguimos em direção à Capela Médici e à biblioteca Laurenziana. No caminho, a tentação das lojas é quase insuportável, e acabamos entrando na loja Coin, onde o Marcelo comprou um par de luvas forradas por ótimo preço e eu “me encantei” com um chapeuzinho de lã meio caro, mas não resisti. A Capela Médici é obra de Michelangelo, mas – lamentavelmente – boa parte está em obras de conservação, o que tira parte do impacto da obra. A sacristia velha, toda em granito verde, vermelho e marrom, superimponente, é obra de Brunelleschi (o mesmo arquiteto da cúpula da Santa Maria dei Fiori), enquanto a sacristia nova, obra de Michelangelo, é onde está o túmulo de Lorenzo de Médici (o magnífico). Ali, além de seu busto, estão duas esculturas representando o amanhecer (a mulher) e o entardecer (o homem) e a tumba de Giuliano de Médici (sobrinho do Lorenzo), com o mausoléu com o busto e duas esculturas: a noite (muito bela) e o dia (rude). De lá fomos à biblioteca Laurenziana, que fica junto à igreja de San Lorenzo e que também é obra arquitetônica de Michelangelo (atenção para a escadaria com degraus tipo “lava vulcânica” e as colunas “enterradas” na parede).
Novamente com um frio “de rachar”, e o céu totalmente encoberto, cruzamos a Ponte Vecchio, onde está havendo um campeonato de golfe. Isso mesmo, as criaturas arremessam a bolinha de cima da ponte e tem três pequenas plataformas com buracos no meio do Arno, uma loucura (Ponte Vecchio Challenge 2000). Do outro lado do Arno paramos para comer um pannini caldi (mozzarela, tomate, manjericão em pão ciabatta). Supergostoso. Seguimos até o Palácio Pitti e retornamos já com um leve chuvisco e muito frio. Parei no Mercado Nuovo (do javali) para comprar uma manta. Depois, fomos até a Santa Maria dei Fiori, onde visitamos no seu interior gótico e de lá partimos para a Galeria della Academia.
Na Academia estão várias obras de pintura e escultura de autores menores, mas só pelo Davi já vale o ingresso. Esta escultura é de impressionantes beleza, perfeição e realismo. Foi executada por Michelangelo quando ele tinha 27 anos e foi feita a partir de um bloco único de mármore que estava junto ao mármore trazido para construir a basílica de Santa Maria dei Fiori. Admiramos cada detalhe, sentamos próximos ao Davi e ficamos algum tempo extasiados frente a tanta beleza. Saímos de lá supersatisfeitos!
Fomos, então, atrás de um “doce”. Encontramos uma pasticeria onde comemos duas bombas de nata com um copo de caffe latte (delicioso), e compramos ainda um saco de panforte (biscoitos de amêndoa típicos da região). Praticamente comemos todos nas poucas quadras seguintes. Paramos num Internet point para conferir nossos e-mails e fomos para a visita final do dia, a Basílica de Santa Crocce com seus túmulos famosos: Michelangelo, Machiavel, Galileu Galilei, Rossini, e homenagens a Dante Allighieri e a Leonardo da Vinci. Também obras de Giotto, porém bastantes desgastadas nas capelas laterais.
Voltamos exaustos para o hotel. Descanso, banho, arrumar unhas, escrever no livrinho... Agora vamos descer para jantar perto do hotel. Arivederci!
Não adianta, a paixão que eu sinto por Firenze aumenta cada vez mais. Esta é uma cidade charmosa, cultural, com boa comida, moda, música, arte. Tudo!
Acordamos às 7h40, tomamos café e saímos para invadir Firenze pelos “flancos”. Frio intenso mas céu claro. Fomos a pé até a Santa Crocce, pela borda do Arno, onde descobrimos que a basílica só abre para visitação à tarde. Rumamos, então, por ruas ainda pouco movimentadas, para a Galeria del Ufizzi e sua coleção de arte renascentista de tirar o fôlego de qualquer ser humano.
As salas da Galeria são divididas mais ou menos por época e por autores. Inicia-se por obras de pintura Clássica - Gótica com destaque para as madonnas ainda com estilo bizantino de Duccio e Giotto, e segue com obras de Fra Felippo Lippi (com a belíssima ‘Madonna, Jesus e o Anjo’) e de seu filho Felippino Lippi. Atinge-se a loucura total quando se entra na ala de Boticelli, começando pela Fortezza, a Madonna de Roma, a madona do véu transparente (não lembro o nome) e as maravilhosas ‘Nascimento de Vênus’ e ‘Primavera’. Sentamos nas cadeiras no centro da sala para admirar com detalhes...impressionante...
Na sala seguinte, Leonardo da Vinci com ‘A Adoração dos Magos’, obra incompleta e depois segue com mais um banho de cultura: Vasari, Tintoretto, Caravaggio (‘Baco’), autores alemães, etc, terminando com o belíssimo ‘Tondo Doni’ ‘A Sagrada Família’ de Michelangelo. Sai-se de lá se sentindo um pouco menos ignorante e invejando o talento e a sensibilidade destes gênios!
Saímos pela Piazza della Signoria para mais fotos, seguimos em direção à Capela Médici e à biblioteca Laurenziana. No caminho, a tentação das lojas é quase insuportável, e acabamos entrando na loja Coin, onde o Marcelo comprou um par de luvas forradas por ótimo preço e eu “me encantei” com um chapeuzinho de lã meio caro, mas não resisti. A Capela Médici é obra de Michelangelo, mas – lamentavelmente – boa parte está em obras de conservação, o que tira parte do impacto da obra. A sacristia velha, toda em granito verde, vermelho e marrom, superimponente, é obra de Brunelleschi (o mesmo arquiteto da cúpula da Santa Maria dei Fiori), enquanto a sacristia nova, obra de Michelangelo, é onde está o túmulo de Lorenzo de Médici (o magnífico). Ali, além de seu busto, estão duas esculturas representando o amanhecer (a mulher) e o entardecer (o homem) e a tumba de Giuliano de Médici (sobrinho do Lorenzo), com o mausoléu com o busto e duas esculturas: a noite (muito bela) e o dia (rude). De lá fomos à biblioteca Laurenziana, que fica junto à igreja de San Lorenzo e que também é obra arquitetônica de Michelangelo (atenção para a escadaria com degraus tipo “lava vulcânica” e as colunas “enterradas” na parede).
Novamente com um frio “de rachar”, e o céu totalmente encoberto, cruzamos a Ponte Vecchio, onde está havendo um campeonato de golfe. Isso mesmo, as criaturas arremessam a bolinha de cima da ponte e tem três pequenas plataformas com buracos no meio do Arno, uma loucura (Ponte Vecchio Challenge 2000). Do outro lado do Arno paramos para comer um pannini caldi (mozzarela, tomate, manjericão em pão ciabatta). Supergostoso. Seguimos até o Palácio Pitti e retornamos já com um leve chuvisco e muito frio. Parei no Mercado Nuovo (do javali) para comprar uma manta. Depois, fomos até a Santa Maria dei Fiori, onde visitamos no seu interior gótico e de lá partimos para a Galeria della Academia.
Na Academia estão várias obras de pintura e escultura de autores menores, mas só pelo Davi já vale o ingresso. Esta escultura é de impressionantes beleza, perfeição e realismo. Foi executada por Michelangelo quando ele tinha 27 anos e foi feita a partir de um bloco único de mármore que estava junto ao mármore trazido para construir a basílica de Santa Maria dei Fiori. Admiramos cada detalhe, sentamos próximos ao Davi e ficamos algum tempo extasiados frente a tanta beleza. Saímos de lá supersatisfeitos!
Fomos, então, atrás de um “doce”. Encontramos uma pasticeria onde comemos duas bombas de nata com um copo de caffe latte (delicioso), e compramos ainda um saco de panforte (biscoitos de amêndoa típicos da região). Praticamente comemos todos nas poucas quadras seguintes. Paramos num Internet point para conferir nossos e-mails e fomos para a visita final do dia, a Basílica de Santa Crocce com seus túmulos famosos: Michelangelo, Machiavel, Galileu Galilei, Rossini, e homenagens a Dante Allighieri e a Leonardo da Vinci. Também obras de Giotto, porém bastantes desgastadas nas capelas laterais.
Voltamos exaustos para o hotel. Descanso, banho, arrumar unhas, escrever no livrinho... Agora vamos descer para jantar perto do hotel. Arivederci!
Saturday, June 04, 2005
Friday, June 03, 2005
Thursday, June 02, 2005
Wednesday, June 01, 2005
16/12/00 – Firenze, Toscana
(Hotel Mediterrâneo)
Parece incrível, esta é a terceira vez que venho a Firenze e a terceira vez no Hotel Mediterrâneo... O dia começou claro e gelado, após a chuva de ontem. Acordamos às 6h45, mas como era ainda noite, ficamos na cama até às 7h15. Arrumamos as coisas e descemos para o café (tipo buffet, muito gostoso). Após o café, check out e fomos conhecer um pouco de Perugia.
Fomos até o centro histórico (temperatura de 3°C) com um lindo dia de sol. Estacionamos e caminhamos até a praça principal, onde visitamos a Duomo da idade média. Em frente a Duomo, há uma fonte muito antiga e também o Palazzo dei Priori, que está com a fachada coberta com tapumes, em restauração. É neste palácio está a Galeria Nacional da Úmbria, com pinturas de famosos artistas locais (Pinturicchio, Duccio, Gentile da Fabiano...). Não chegamos a visitá-la. Seguimos dali até a muralha que delimita a área histórica de Perugia, e onde se tem uma ampla vista da região; No caminho, tiramos fotos em um jardim enfeitado por repolhos e couves (brancos, roxos, verdes, etc).
Selamos (com a língua) os dez postais que havíamos escrito ontem e partimos dando adeus à Úmbria, após passar pelas margens do Lago Trasimeno e entrando na região da Toscana, onde nos dirigimos para Siena. Chegamos lá por volta das 11hs e deixamos o carro num parcchegio, pois é impossível entrar de carro no centro histórico.
Iniciamos a caminhada em direção a Duomo, mas o Marcelo teve uma de suas “crises de insegurança”, e achou que havia deixado o carro aberto. Voltou tudo até o carro, que – obviamente – estava fechado. As ruas de pedra, apesar do sol, estavam supergeladas. Caminhamos, finalmente, até a Duomo, que é considerada uma das igrejas góticas mais bonitas da Itália.
Construída em mármore verde e branco, e com desenhos esculpidos no mármore do piso do interior, é realmente muito bonita. Sua construção terminou no século XIV. Para nossa surpresa, havíamos esquecido a máquina fotográfica no carro e, por isso, decidimos retornar até o carro. Saímos com o carro e trocamos de estacionamento, parando num mais próximo à Piazza do Campo, a grande praça de pedra onde são realizadas as lutas medievais com cavalos, espadas e bandeiras nos dias do Palio (2 de julho e 16 de agosto). A cidade é dividida em 17 bairros ou times, cada um representado por um animal e uma bandeira, que fazem os duelos nos dias do Palio. Na mesma praça ficam também o Palazzo Público e a torre del Mangia (a torre do relógio) que também estão com a fachada parcialmente coberta para restauração. Seguimos novamente a pé até a Duomo para podermos enfim fotografá-la e após retornamos ao estacionamento a partimos de Siena.
Fizemos o belíssimo trajeto da região dos vinhedos do Chianti, onde a estrada é pequena e supertranqüila, e passa por parreirais (no momento secos, é claro), oliveiras, muitas árvores com aspecto outonal e pequenas cidades de pedra onde se produz vinho e óleo de oliva extravergine (Castellina in Chianti, Greve in Chianti). Foi aí que paramos para o nosso pic-nic delicioso com o que restou das nossa provisões de pão, queijos e panetonne. Só posso dizer que foi um banquete, tanto que após uns vinte minutos o Marcelo teve que parar o carro para ‘cochilar’ um pouco pois estava literalmente caindo de sono.
Chegamos em Firenze por volta das dezesseis horas, pegamos a via Lungarno e logo estávamos em frente ao Hotel Mediterrâneo, que já virou uma tradição de hospedagem em Florença (é a minha 3ª vez aqui!). O Marcelo desceu e informou o preço (L$ 240.000), “bem carinho”, mas com parcchegio fácil e superbem localizado. Andamos mais um pouco para tentar outros lugares, mas acabamos optando por voltar ao Mediterrâneo e garantir hospedagem logo para podermos aproveitar o final do dia. Largamos as coisas no quarto e seguimos a pé até a Piazza dela Signoria.
Cada vez mais magnífica e sem esculturas em restauração, foi possível admirar com detalhes a beleza e a volúpia do “Raptos das Sabinas” de Giambologna e “Hércules e o Centauro” do mesmo escultor (século XVI). Além disso, é possível admirar a belíssima escultura em bronze de Cellini – “Perseu e Medusa”. A ‘Fonte de Netuno’ pe outra grande obra que pode ser vista na praça, imponente, erguida por Bartolomeu Ammannati (século XVI). Finalmente, estão na praça reproduções de Davi e Hércules.
Seguimos, já anoitecendo, pelas ruas de comércio lotadas de gente (o natal é daqui a uma semana). Passamos por fora da Duomo – Santa Maria dei Fiori -, Batistério e seguimos até a Piazza della Republica, onde estava sendo transmitido o Teleton (auxílio a deficientes físicos). De lá, fomos até a Ponte Vecchio, cheia de gente aguardando um desfile de moda. Acompanhamos o desfile e após fomos até um Internet point, onde ficamos mais de uma hora vendo e respondendo e-mails. Saímos, com um frio de rachar, e jantamos em uma pizzaria supercharmosa (Café des Artists) com birra a spina e pizza de proschiutto, funghi e artichoke. De-li-ci-o-so! No caminho de volta ao hotel, fomos abordados pelo caminhãozinho que faz propaganda do Red Bull, ganhamos 2 latinhas e saímos tomando lépidos e faceiros (Red Bull que te dá AASAAAS..).
Chegamos ao hotel (com calefação nota dez), lavamos roupa, banho e o Marcelo CAIU OUTRO TOMBO NA BANHEIRA!!!! E eu consegui “lascar” a restauração do meu incisivo superior, e agora estou com medo que quebre. Espero que não.
Bom, vou descansar que amanhã será um longo dia...
Parece incrível, esta é a terceira vez que venho a Firenze e a terceira vez no Hotel Mediterrâneo... O dia começou claro e gelado, após a chuva de ontem. Acordamos às 6h45, mas como era ainda noite, ficamos na cama até às 7h15. Arrumamos as coisas e descemos para o café (tipo buffet, muito gostoso). Após o café, check out e fomos conhecer um pouco de Perugia.
Fomos até o centro histórico (temperatura de 3°C) com um lindo dia de sol. Estacionamos e caminhamos até a praça principal, onde visitamos a Duomo da idade média. Em frente a Duomo, há uma fonte muito antiga e também o Palazzo dei Priori, que está com a fachada coberta com tapumes, em restauração. É neste palácio está a Galeria Nacional da Úmbria, com pinturas de famosos artistas locais (Pinturicchio, Duccio, Gentile da Fabiano...). Não chegamos a visitá-la. Seguimos dali até a muralha que delimita a área histórica de Perugia, e onde se tem uma ampla vista da região; No caminho, tiramos fotos em um jardim enfeitado por repolhos e couves (brancos, roxos, verdes, etc).
Selamos (com a língua) os dez postais que havíamos escrito ontem e partimos dando adeus à Úmbria, após passar pelas margens do Lago Trasimeno e entrando na região da Toscana, onde nos dirigimos para Siena. Chegamos lá por volta das 11hs e deixamos o carro num parcchegio, pois é impossível entrar de carro no centro histórico.
Iniciamos a caminhada em direção a Duomo, mas o Marcelo teve uma de suas “crises de insegurança”, e achou que havia deixado o carro aberto. Voltou tudo até o carro, que – obviamente – estava fechado. As ruas de pedra, apesar do sol, estavam supergeladas. Caminhamos, finalmente, até a Duomo, que é considerada uma das igrejas góticas mais bonitas da Itália.
Construída em mármore verde e branco, e com desenhos esculpidos no mármore do piso do interior, é realmente muito bonita. Sua construção terminou no século XIV. Para nossa surpresa, havíamos esquecido a máquina fotográfica no carro e, por isso, decidimos retornar até o carro. Saímos com o carro e trocamos de estacionamento, parando num mais próximo à Piazza do Campo, a grande praça de pedra onde são realizadas as lutas medievais com cavalos, espadas e bandeiras nos dias do Palio (2 de julho e 16 de agosto). A cidade é dividida em 17 bairros ou times, cada um representado por um animal e uma bandeira, que fazem os duelos nos dias do Palio. Na mesma praça ficam também o Palazzo Público e a torre del Mangia (a torre do relógio) que também estão com a fachada parcialmente coberta para restauração. Seguimos novamente a pé até a Duomo para podermos enfim fotografá-la e após retornamos ao estacionamento a partimos de Siena.
Fizemos o belíssimo trajeto da região dos vinhedos do Chianti, onde a estrada é pequena e supertranqüila, e passa por parreirais (no momento secos, é claro), oliveiras, muitas árvores com aspecto outonal e pequenas cidades de pedra onde se produz vinho e óleo de oliva extravergine (Castellina in Chianti, Greve in Chianti). Foi aí que paramos para o nosso pic-nic delicioso com o que restou das nossa provisões de pão, queijos e panetonne. Só posso dizer que foi um banquete, tanto que após uns vinte minutos o Marcelo teve que parar o carro para ‘cochilar’ um pouco pois estava literalmente caindo de sono.
Chegamos em Firenze por volta das dezesseis horas, pegamos a via Lungarno e logo estávamos em frente ao Hotel Mediterrâneo, que já virou uma tradição de hospedagem em Florença (é a minha 3ª vez aqui!). O Marcelo desceu e informou o preço (L$ 240.000), “bem carinho”, mas com parcchegio fácil e superbem localizado. Andamos mais um pouco para tentar outros lugares, mas acabamos optando por voltar ao Mediterrâneo e garantir hospedagem logo para podermos aproveitar o final do dia. Largamos as coisas no quarto e seguimos a pé até a Piazza dela Signoria.
Cada vez mais magnífica e sem esculturas em restauração, foi possível admirar com detalhes a beleza e a volúpia do “Raptos das Sabinas” de Giambologna e “Hércules e o Centauro” do mesmo escultor (século XVI). Além disso, é possível admirar a belíssima escultura em bronze de Cellini – “Perseu e Medusa”. A ‘Fonte de Netuno’ pe outra grande obra que pode ser vista na praça, imponente, erguida por Bartolomeu Ammannati (século XVI). Finalmente, estão na praça reproduções de Davi e Hércules.
Seguimos, já anoitecendo, pelas ruas de comércio lotadas de gente (o natal é daqui a uma semana). Passamos por fora da Duomo – Santa Maria dei Fiori -, Batistério e seguimos até a Piazza della Republica, onde estava sendo transmitido o Teleton (auxílio a deficientes físicos). De lá, fomos até a Ponte Vecchio, cheia de gente aguardando um desfile de moda. Acompanhamos o desfile e após fomos até um Internet point, onde ficamos mais de uma hora vendo e respondendo e-mails. Saímos, com um frio de rachar, e jantamos em uma pizzaria supercharmosa (Café des Artists) com birra a spina e pizza de proschiutto, funghi e artichoke. De-li-ci-o-so! No caminho de volta ao hotel, fomos abordados pelo caminhãozinho que faz propaganda do Red Bull, ganhamos 2 latinhas e saímos tomando lépidos e faceiros (Red Bull que te dá AASAAAS..).
Chegamos ao hotel (com calefação nota dez), lavamos roupa, banho e o Marcelo CAIU OUTRO TOMBO NA BANHEIRA!!!! E eu consegui “lascar” a restauração do meu incisivo superior, e agora estou com medo que quebre. Espero que não.
Bom, vou descansar que amanhã será um longo dia...
Monday, May 30, 2005
Sunday, May 29, 2005
Saturday, May 28, 2005
15/12/00 – Perugia, Úmbria
(Hotel Griffone)
Acordamos em Rieti e tomamos um delicioso café da manhã (com croissants recheados com creme de baunilha...), demos um pequeno passeio por Rieti – onde aproveitamos para fazer câmbio – e deixamos a cidade por mais uma “scenic route” para a região da Úmbria. Paramos rapidamente em Terni para o Marcelo telefonar e seguimos até Spoleto, uma cidadezinha medieval cercada por muralhas, toda de pedra, um charme. O dia está supernublado, com temperatura de cerca entre 8 e 10°C mas com um vento que dá uma sensação térmica de – sem dúvida – menos de 5°C!
Percorremos as ruelas tranqüilas da cidade, visitamos a Duomo romanesca do séc. XII, onde estão as belíssimas pinturas de Fra Filippo Lippi no altar (Anunciação de Maria, Coroação de Maria, Natividade e Morte de Maria), marcantes do final do período gótico e início do renascimento. Caminhamos, com uma chuvinha fina e gelada, até a ponte da torre, que liga a cidade ao Forte da Rocca, de onde se tem uma ampla vista da cidade e arredores, mas o frio não nos permitiu ficar muito tempo...
Saímos de Spoleto em direção a Assis, aonde chegamos no início da tarde. Estava muito nublado e com um vento frio de “cortar a alma”. A cidade estava bem vazia. Caminhamos pela cidade, que tem por todos os lados andaimes e guindastes dos trabalhos de recuperação dos extensos estragos provocados pelo terremoto de 1997. A Catedral de São Francisco está praticamente pronta, é maravilhoso ficar naquela estrutura tão grande e ao mesmo tempo tão simples e tranqüila. Um momento de meditação que não tem preço. Também se pode admirar os afrescos de Giotto e de seus discípulos em quase todas as capelas da basílica.
Almoçamos uns panini caldi em um pequeno café, e fomos até a basílica de Santa Chiara, que está totalmente em restauração, para esperar o resto do grupo conforme combinado previamente. Visitamos a basílica, compramos souvenirs, caminhamos, e esperamos. Após uma hora de espera no frio, desistimos e seguimos adiante. Fomos até Perugia, mas antes de entrar propriamente na cidade, paramos em um shopping center com um enorme supermercado, e compramos panettone Bacci, vinho, pão, queijo (mussarella e emental), salame tipo italiano, torradinhas. Ou seja, tudo para um jantar grandioso. Saímos do shopping já escuro e abaixo de muita chuva.
Aliás, entramos em Perugia com o maior “pau d’água”, sendo difícil até de ver as indicações da estrada. Tentamos um hotel do guia Fodor’s, mas estava lotado. Após algumas voltas, optamos por ficar em um hotel retirado do centro, o Hotel Griffone, aonde fizemos nosso lauto picnic e amanhã sairemos cedo rumo a Siena e Firenze.
Conseguimos escrever os postais e pretendemos enviá-los amanhã.
Boa noite.
Acordamos em Rieti e tomamos um delicioso café da manhã (com croissants recheados com creme de baunilha...), demos um pequeno passeio por Rieti – onde aproveitamos para fazer câmbio – e deixamos a cidade por mais uma “scenic route” para a região da Úmbria. Paramos rapidamente em Terni para o Marcelo telefonar e seguimos até Spoleto, uma cidadezinha medieval cercada por muralhas, toda de pedra, um charme. O dia está supernublado, com temperatura de cerca entre 8 e 10°C mas com um vento que dá uma sensação térmica de – sem dúvida – menos de 5°C!
Percorremos as ruelas tranqüilas da cidade, visitamos a Duomo romanesca do séc. XII, onde estão as belíssimas pinturas de Fra Filippo Lippi no altar (Anunciação de Maria, Coroação de Maria, Natividade e Morte de Maria), marcantes do final do período gótico e início do renascimento. Caminhamos, com uma chuvinha fina e gelada, até a ponte da torre, que liga a cidade ao Forte da Rocca, de onde se tem uma ampla vista da cidade e arredores, mas o frio não nos permitiu ficar muito tempo...
Saímos de Spoleto em direção a Assis, aonde chegamos no início da tarde. Estava muito nublado e com um vento frio de “cortar a alma”. A cidade estava bem vazia. Caminhamos pela cidade, que tem por todos os lados andaimes e guindastes dos trabalhos de recuperação dos extensos estragos provocados pelo terremoto de 1997. A Catedral de São Francisco está praticamente pronta, é maravilhoso ficar naquela estrutura tão grande e ao mesmo tempo tão simples e tranqüila. Um momento de meditação que não tem preço. Também se pode admirar os afrescos de Giotto e de seus discípulos em quase todas as capelas da basílica.
Almoçamos uns panini caldi em um pequeno café, e fomos até a basílica de Santa Chiara, que está totalmente em restauração, para esperar o resto do grupo conforme combinado previamente. Visitamos a basílica, compramos souvenirs, caminhamos, e esperamos. Após uma hora de espera no frio, desistimos e seguimos adiante. Fomos até Perugia, mas antes de entrar propriamente na cidade, paramos em um shopping center com um enorme supermercado, e compramos panettone Bacci, vinho, pão, queijo (mussarella e emental), salame tipo italiano, torradinhas. Ou seja, tudo para um jantar grandioso. Saímos do shopping já escuro e abaixo de muita chuva.
Aliás, entramos em Perugia com o maior “pau d’água”, sendo difícil até de ver as indicações da estrada. Tentamos um hotel do guia Fodor’s, mas estava lotado. Após algumas voltas, optamos por ficar em um hotel retirado do centro, o Hotel Griffone, aonde fizemos nosso lauto picnic e amanhã sairemos cedo rumo a Siena e Firenze.
Conseguimos escrever os postais e pretendemos enviá-los amanhã.
Boa noite.
Wednesday, May 25, 2005
Tuesday, May 24, 2005
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