Dia muito louco o de hoje, genial!
Acordamos com a estonteante paisagem da sacada com bouganvilles do Hotel Pasitea. Pena o dia estar nublado, o que não permite ver a beleza da cor da água. Tomamos um supercafé da manhã (cereal, suco, pães, frios, doces, nutella, entre outros) e, para a nossa agradabilíssima surpresa, na hora do check out ganhamos um desconto-extra de 25%, e o hotel que sairia L$ 200.000 saiu por L$ 150.000 (cerca de US$ 70,00). Saímos “felizes da vida” pela costiera amalfitana, mesmo caminho da noite passada. Cada curva (extremamente perigosa) que se faz, dá vontade de parar o carro para fotografar o mar, as cidadezinhas nas pedras, etc. Ainda no caminho, passa-se por mini-cidades que são colocadas em grutas nas pedras, com bonecos, bichinhos de cerâmica, presépios, laguinhos, etc. Um trabalho muito bonito, e o mais incrível é que são iluminadas por pequenas luzes à noite, como uma cidade de verdade.
Paramos em Amalfi para visitar o simpático balneário. Caminhamos pela orla, onde há uma pequena marina de onde se pode observar a beleza da água verde-azulada e supertransparente. O Marcelo, no afã de chegar perto da água, desceu uma escadinha de pedra (completamente coberta de limo) e tomou um (novo) tremendo tombão, caindo de bunda nas pedras e quase mergulhando de roupa, óculos e mochila no verde mar Tirreno. Quase morri de susto, depois foi uma risada só. Caminhamos também pelas ruelas da cidade, repletas de lojinhas que vendem lemoncello, uma espécie de licor de limão siciliano que é típica da região. Aliás, as plantações de cítricos (limão siciliano, laranja e cidras imensas) estão por toda a costa. É superbonito, também, entrar nos pequenos mercadinhos que vendem pimenta vermelha (“peperoncino – il viagra naturalle”), tomates secos, fungui, melanzanas, macarrões de todos os tipos e as pasticerias que vendem torrones, figos com chocolate, frutas cristalizadas e panettones. Tentação!
Visitamos a chiesa di San Andrea com bela escadaria, compramos uns postais e seguimos viagem. Passamos por Vietri Sulmare, conhecida por suas fábricas de porcelana, e chegamos em Salerno, cidade grande, portuária, e aparentemente sem maiores atrativos. Desviamos, então, nossa rota em direção à auto-estrada para irmos em direção ao Parque Nacional d’Abruzzo. Pela auto-estrada, seguimos até Cápua (perto de Nápoles) e após desviamos para rotas cênicas, menores e muito mais bonitas. Um pouco adiante, parei para uma foto na beira da estrada junto a algumas oliveiras.
Paramos em uma pequena cidade de beira de estrada (cujo nome não sabemos) numa cafeteria superbonitinha (Gran Café Cocco), onde tomei um “caffe latte” e o Cello um capuccino. Seguimos em direção à Venafro, Iserna e Alfadena, cidades nos Apeninos, cercadas por montanhas. Em Alfadena, entramos em uma estrada ainda menor, que cruza o parque Nacional d’Abruzzo. A estrada pe completamente deserta, cheia de curvas, subindo montanhas e com muitas árvores com folhas vermelhas, cinza e mesmo sem folhas, dando ao local uma atmosfera de sonho. A temperatura, que estava 18°C em Amalfi, a esta altura já estava em 6°C. Paramos na pequenina cidade de Barea, que tem um enorme lago cercado de montanhas com alguns picos nevados, e de lá telefonei para a mãe e o pai para contar onde estávamos. Liguei, falei, e voltamos correndo para o carro pois estava muito frio. Nossa próxima parada, ainda dentro da área do parque, foi a cidade de Pescaceroli, onde deixamos o carro em frente a uma pista de patinação no gelo e tomamos uma água gasata com um panini caldo de proschiutto crudo, claro que apenas para poder usar o banheiro local...
Já entardecendo (16h45), atingimos o ponto alto (literalmente) do dia. Subimos a 1400m de altitude, com temperatura de 2°C para atravessar os apeninos pelo Passo del Diavolo. Lá de cima, uma vista estonteante de todo o vale, as luzes das pequenas cidades já acesas. Pena que a essa hora já não havia luminosidade suficiente para fotos. Descemos por estradinhas (sempre) sinuosas até a planície, pois nosso objetivo era terminar o dia na cidade de L’Áquila, a capital da região de Abruzzo. Chegamos lá já completamente noite (antes das 19h). Trânsito intenso, ruas antigas, estreitas, e poucos lugares párea estacionar. No centro histórico, onde estão os pontos mais interessantes e o hotel que o nosso guia indicava, o movimento era intenso nas ruas (compras de Natal?) e tudo estava enfeitado com luzinhas. Tentamos estacionar em diversos locais, sempre sem sucesso. Chegamos a colocar o carro em um parccheggio meio suspeito e fomos até o hotel que tinha vaga, porém o local do estacionamento era longe, caro, e meio inseguro, e o Marcelo achou melhor seguir adiante. Acabamos por desistir de l’Áquila, pois não conseguimos parar o carro (lamentável, a cidade parecia ser superbonitinha).
Voltamos para a estrada (com dificuldades, pois as indicações era esparsas) e seguimos em direção à Rieti, que fica um pouco mais próxima de Assis, nosso destino de amanhã. A estrada até aqui era absolutamente escura e cruzava apenas por algumas pequenas cidades periféricas (as chamamos de Pantano Grande – RS) . Quando chegamos em Rieti, já passavam das 21h, e também circulamos diversas vezes perto do centro histórico (área de pedestres) e não conseguíamos encontrar nenhum hotel. Esta cidade, ao contrário de l’Áquila, está quase vazia. Paramos no McDonald’s para jantar e depois saímos atrás de indicações de hotel. Quando o Marcelo estava quase desistindo, perguntou a um cidadão local onde ficava o Hotel Cavour, e o mesmo gentilmente pegou o seu carro e nos levou até lá. Graças a ele, estamos acomodados em um hotelzinho simpático a L$ 110.000 e que o gerente não fala um ovo de inglês, mas é torcedor do Roma e ficou falando do Falcão e do Émerson para nós.
Estou morta, muito boa noite.
Monday, May 23, 2005
Sunday, May 22, 2005
Friday, May 20, 2005
Thursday, May 19, 2005
13/12/00 – Positano, Costa Amalfi
17:30
Parece coisa de cinema. Estou sentada na varanda do Hotel Pasitea (em Positano), olhando a encosta de montanha, que se estende até o mar, onde estão “dependuradas”, no sentido literal da palavra, as casas de Positano. Um sonho!
Acordamos às 7h15 em Roma, café da manhã de despedida no Hotel Margutta (“piu latte”). Fizemos o check out às 8:30h, e o Cello e eu fomos de táxi, pois nossas malas são ruins de carregar, enquanto os outros foram de metrô. Chegamos na estação Termini (o taxista nos cobrou honestos L$20.000) e fomos carregando as malas por longos corredores para o encontrar o trem que nos levaria ao aeroporto Fiumucino, local marcado para a retirada dos carros que havíamos “comprado” (leasing da Renault por 17 dias). O Marcelo foi ao encontro do funcionário e, para nossa surpresa, descobriu que havíamos ganho um upgrade no carro contratado. No lugar do Renault Mégane contratado em Porto Alegre, recebemos dois Renault Laguna 1.9 Turbo Diesel pelo mesmo valor. Grande lance.
Já nos nossos carros, saímos do aeroporto através das indicações do funcionário da Renault e nossa primeira parada foi num posto para abastecer, ainda no ring de Roma. Enquanto abastecíamos, discutimos roteiros dali para frente e decidimos seguir caminhos ligeiramente diferentes. O Magno resolveu seguir nesta primeira parte da viagem com o Caio e a Aline. Eles iriam a Pompéia hoje e à Nápoles amanhã. Nós (eu e o Cello) optamos pela Costa Amalfitana. Na estrada, fomos brincando com os comunicadores “Talk About”, falando bobagens com o Magno. No meio da brincadeira, eles perderam a entrada que ia para Nápoles e para o sul da Itália, onde eu e o Marcelo entramos e eles deveriam ter entrado, e perdemos o contato. Após uns trinta minutos, recebemos uma nova chamada avisando que eles estavam próximos. Nos despedimos em definitivo na entrada de Pompéia, onde paramos para um lanche, e combinamos de nos encontrar em Assis, dentro de dois dias, às 15h, em frente à Basílica de Santa Chiara.
Saindo da estrada principal (a A1), pegamos a transvesuviana, que circunda a costa. A estrada é estreita e vai sempre ladeando o mar e a montanha com suas imensas escarpas. A vista é impressionante, pena haver um pouco de neblina e à tarde o sol estar contra o mar Tirreno, o que prejudica as fotos. Passamos por Castellamare di Stabia e entramos em Sorrento.
Passeando de carro por esta simpática cidade litorânea, fomos – seguindo pelo trânsito normal das ruas – nos metendo em ruas cada vez mais estreitas até que paramos numa “esquina” onde era virtualmente impossível o carro entrar. Estávamos parados sem ter como voltar nem seguir adiante. Após alguns minutos de tensão, um rapaz sorrentino se ofereceu para manobrar o carro e nos tirar dali. Thanks God! Seguimos costeando por estradas cada vez mais sinuosas até chegarmos na charmosa Positano, onde ficamos no primeiro hotel que tinha estacionamento. Excelente, e com uma vista linda. Agora vou tomar um banho e me preparar para sairmos a pé pelas escadarias e rampas que existem por todos os lugares daqui. É demais!
Saímos do hotel para uma caminhada, e é incrível, para se ir a qualquer lugar, deve-se subir ou descer escadas e ladeiras superíngremes (tipo Ouro Preto – MG) pois tudo é cavado na montanha. A cidade está praticamente deserta, por ser fora de temporada. Mesmo assim, os lugares são charmosos e aconchegantes. Como não conseguimos nenhum lugar para jantar, retornamos ao hotel e pegamos “La machina” para irmos até Amalfi. A estradinha é uma loucura total, superestreita e na beira de um penhasco, mas o mais lindo era ver as cidadezinhas iluminadas pela lua quase cheia refletindo no mar (“algumas coisas não têm preço, para todas as outras existe o Mastercard...”). Passamos pela pequena Praiano e seguimos até a charmosa Amalfi, onde estacionamos (aqui todos os parccheggio são pagos) e fomos jantar em um restaurante supersimpático logo abaixo da escadaria da Catedral de San Andrea. O restaurante, de mesmo nome que a catedral, está aberto desde 1934. Comemos um espetacular espaguete a San Andrea (prato típico), com frutos do mar (incluindo moules (mariscos)). Delicioso e com preço excelente (L$ 16.000 cada prato).
Retornamos lentamente pela costa até o nosso simpático hotel.
Buonna notte.
Parece coisa de cinema. Estou sentada na varanda do Hotel Pasitea (em Positano), olhando a encosta de montanha, que se estende até o mar, onde estão “dependuradas”, no sentido literal da palavra, as casas de Positano. Um sonho!
Acordamos às 7h15 em Roma, café da manhã de despedida no Hotel Margutta (“piu latte”). Fizemos o check out às 8:30h, e o Cello e eu fomos de táxi, pois nossas malas são ruins de carregar, enquanto os outros foram de metrô. Chegamos na estação Termini (o taxista nos cobrou honestos L$20.000) e fomos carregando as malas por longos corredores para o encontrar o trem que nos levaria ao aeroporto Fiumucino, local marcado para a retirada dos carros que havíamos “comprado” (leasing da Renault por 17 dias). O Marcelo foi ao encontro do funcionário e, para nossa surpresa, descobriu que havíamos ganho um upgrade no carro contratado. No lugar do Renault Mégane contratado em Porto Alegre, recebemos dois Renault Laguna 1.9 Turbo Diesel pelo mesmo valor. Grande lance.
Já nos nossos carros, saímos do aeroporto através das indicações do funcionário da Renault e nossa primeira parada foi num posto para abastecer, ainda no ring de Roma. Enquanto abastecíamos, discutimos roteiros dali para frente e decidimos seguir caminhos ligeiramente diferentes. O Magno resolveu seguir nesta primeira parte da viagem com o Caio e a Aline. Eles iriam a Pompéia hoje e à Nápoles amanhã. Nós (eu e o Cello) optamos pela Costa Amalfitana. Na estrada, fomos brincando com os comunicadores “Talk About”, falando bobagens com o Magno. No meio da brincadeira, eles perderam a entrada que ia para Nápoles e para o sul da Itália, onde eu e o Marcelo entramos e eles deveriam ter entrado, e perdemos o contato. Após uns trinta minutos, recebemos uma nova chamada avisando que eles estavam próximos. Nos despedimos em definitivo na entrada de Pompéia, onde paramos para um lanche, e combinamos de nos encontrar em Assis, dentro de dois dias, às 15h, em frente à Basílica de Santa Chiara.
Saindo da estrada principal (a A1), pegamos a transvesuviana, que circunda a costa. A estrada é estreita e vai sempre ladeando o mar e a montanha com suas imensas escarpas. A vista é impressionante, pena haver um pouco de neblina e à tarde o sol estar contra o mar Tirreno, o que prejudica as fotos. Passamos por Castellamare di Stabia e entramos em Sorrento.
Passeando de carro por esta simpática cidade litorânea, fomos – seguindo pelo trânsito normal das ruas – nos metendo em ruas cada vez mais estreitas até que paramos numa “esquina” onde era virtualmente impossível o carro entrar. Estávamos parados sem ter como voltar nem seguir adiante. Após alguns minutos de tensão, um rapaz sorrentino se ofereceu para manobrar o carro e nos tirar dali. Thanks God! Seguimos costeando por estradas cada vez mais sinuosas até chegarmos na charmosa Positano, onde ficamos no primeiro hotel que tinha estacionamento. Excelente, e com uma vista linda. Agora vou tomar um banho e me preparar para sairmos a pé pelas escadarias e rampas que existem por todos os lugares daqui. É demais!
Saímos do hotel para uma caminhada, e é incrível, para se ir a qualquer lugar, deve-se subir ou descer escadas e ladeiras superíngremes (tipo Ouro Preto – MG) pois tudo é cavado na montanha. A cidade está praticamente deserta, por ser fora de temporada. Mesmo assim, os lugares são charmosos e aconchegantes. Como não conseguimos nenhum lugar para jantar, retornamos ao hotel e pegamos “La machina” para irmos até Amalfi. A estradinha é uma loucura total, superestreita e na beira de um penhasco, mas o mais lindo era ver as cidadezinhas iluminadas pela lua quase cheia refletindo no mar (“algumas coisas não têm preço, para todas as outras existe o Mastercard...”). Passamos pela pequena Praiano e seguimos até a charmosa Amalfi, onde estacionamos (aqui todos os parccheggio são pagos) e fomos jantar em um restaurante supersimpático logo abaixo da escadaria da Catedral de San Andrea. O restaurante, de mesmo nome que a catedral, está aberto desde 1934. Comemos um espetacular espaguete a San Andrea (prato típico), com frutos do mar (incluindo moules (mariscos)). Delicioso e com preço excelente (L$ 16.000 cada prato).
Retornamos lentamente pela costa até o nosso simpático hotel.
Buonna notte.
Wednesday, May 18, 2005
Monday, May 16, 2005
12/12/00 – Roma
Acordamos às 7h15 e tomamos café todos juntos.
Após, cada um seguiu um rumo diferente. O Magno, com dores e bolhas nos pés, optou por fazer trajetos de metrô. O Cello e eu fizemos um grande trajeto a pé, o que foi ótimo, pois o dia estava maravilhoso. Saímos – como sempre – pela Piazza di Spagna, seguimos pela Tritone e outras até cruzar a XX de Setembre (onde fiquei hospedada em 1994). Entramos na via Nazionale e fomos até a chiesa Santa Maria Maggiore, a segunda porta santa. Visitamos toda a basílica e seguimos. A seguir, pequena e tradicional parada na Upim, loja de departamentos, onde vimos preços e aproveitei para comprar um pó compacto e um rímel da marca Deborah que eu já havia comprado em paris há um ano e meio e que gosto muito.
Pela via Merulana, fomos até a Basílica de San Giovanne in Laterano, que é a catedral de Roma (lembre que o Vaticano é um estado independente dentro da Itália) e terceira porta santa (ao todo são quatro em Roma, que só são abertas a cada vinte e cinco anos, nos anos jubilares). É linda, muito ampla, e com gigantescas estátuas de mármore de todos os apóstolos. A fachada também é algo de fenomenal, realmente belíssima. Sempre andando, seguimos em direção ao Coliseu, pela via San Giovanne in Laterano, passando por dentro da Domus Aurea, que é onde ficavam os jardins do palácio de Nero. Por ruas estreitas, seguimos até a chiesa de San Pietro in Vincole, onde está o absurdamente perfeito Moisés de Michelangelo (parla!), que na verdade faz parte de uma das paredes do mausoléu do papa Júlio III, que nunca foi terminado. Além disso, é nesta igreja que estão as correntes com as quais – provavelmente – São Pedro estava preso, até o anjo vir libertá-lo.
Agora de metrô (linha B), seguimos até a estação San Paolo, para visitar a basílica de San Paolo Fuori di Muri, que é onde está a quarta e última porta santa de Roma. Como todas as outras, maravilhosa, imensa, e – àquela hora – praticamente vazio, por ser hora do almoço e da sesta. Após visitá-la, retornamos de metrô até a estação Cavour. De lá, saímos tranqüilamente caminhando por inúmeras ruelas tipicamente romanas e, numa dessas, o Marcelo se “encantou” com um casaco realmente bonito e quente, de preço bom (L$139.000,00 = R$ 140,00). Compramos, e logo em seguida eu já estava usando, apesar de ser enorme para mim.
Paramos para almoçar no McDonald’s da via Nazionale, nos “atrolhamos” de comida, com uma salada mediterrânea muito gostosa. Após o almoço, liguei para a casa da mãe e falei com ela, com o pai, com a Kaká e com a Betinha. Depois de telefonar, continuamos nossa longa caminhada pela via Veneto até a encosta da Villa Borghese. Seguimos pelas ruas altas até, novamente, a Trinitá del Monti e de lá pela zona alta até os Jardins do Pincio, que ficam na parte mais alta da Piazza del Popolo e acima da porta Pinciana (entrada da Villa Borghese). Neste jardim há inúmeros bustos de diversos personagens históricos italianos e também uma enorme árvore de Natal com bolas douradas, toda iluminada (que é vista da Piazza del Popolo). Voltamos lentamente e exaustos até o hotel, compramos uma garrafa de vinho e uma pringles e fizemos um happy hour com o Magno.
22:30 – O Cello e eu acabamos de voltar da janta. Saímos caminhando do hotel e paramos em uma pizzaria supersimpática, bem com “jeitão italiano”. Comi uma pizza de alcachofras que estava sublime! Preço acessível, valeu a noite. Agora é hora de preparar para dormir que amanhã daremos adeus a Roma e poremos o pé na estrada.
Buonna notte!
Após, cada um seguiu um rumo diferente. O Magno, com dores e bolhas nos pés, optou por fazer trajetos de metrô. O Cello e eu fizemos um grande trajeto a pé, o que foi ótimo, pois o dia estava maravilhoso. Saímos – como sempre – pela Piazza di Spagna, seguimos pela Tritone e outras até cruzar a XX de Setembre (onde fiquei hospedada em 1994). Entramos na via Nazionale e fomos até a chiesa Santa Maria Maggiore, a segunda porta santa. Visitamos toda a basílica e seguimos. A seguir, pequena e tradicional parada na Upim, loja de departamentos, onde vimos preços e aproveitei para comprar um pó compacto e um rímel da marca Deborah que eu já havia comprado em paris há um ano e meio e que gosto muito.
Pela via Merulana, fomos até a Basílica de San Giovanne in Laterano, que é a catedral de Roma (lembre que o Vaticano é um estado independente dentro da Itália) e terceira porta santa (ao todo são quatro em Roma, que só são abertas a cada vinte e cinco anos, nos anos jubilares). É linda, muito ampla, e com gigantescas estátuas de mármore de todos os apóstolos. A fachada também é algo de fenomenal, realmente belíssima. Sempre andando, seguimos em direção ao Coliseu, pela via San Giovanne in Laterano, passando por dentro da Domus Aurea, que é onde ficavam os jardins do palácio de Nero. Por ruas estreitas, seguimos até a chiesa de San Pietro in Vincole, onde está o absurdamente perfeito Moisés de Michelangelo (parla!), que na verdade faz parte de uma das paredes do mausoléu do papa Júlio III, que nunca foi terminado. Além disso, é nesta igreja que estão as correntes com as quais – provavelmente – São Pedro estava preso, até o anjo vir libertá-lo.
Agora de metrô (linha B), seguimos até a estação San Paolo, para visitar a basílica de San Paolo Fuori di Muri, que é onde está a quarta e última porta santa de Roma. Como todas as outras, maravilhosa, imensa, e – àquela hora – praticamente vazio, por ser hora do almoço e da sesta. Após visitá-la, retornamos de metrô até a estação Cavour. De lá, saímos tranqüilamente caminhando por inúmeras ruelas tipicamente romanas e, numa dessas, o Marcelo se “encantou” com um casaco realmente bonito e quente, de preço bom (L$139.000,00 = R$ 140,00). Compramos, e logo em seguida eu já estava usando, apesar de ser enorme para mim.
Paramos para almoçar no McDonald’s da via Nazionale, nos “atrolhamos” de comida, com uma salada mediterrânea muito gostosa. Após o almoço, liguei para a casa da mãe e falei com ela, com o pai, com a Kaká e com a Betinha. Depois de telefonar, continuamos nossa longa caminhada pela via Veneto até a encosta da Villa Borghese. Seguimos pelas ruas altas até, novamente, a Trinitá del Monti e de lá pela zona alta até os Jardins do Pincio, que ficam na parte mais alta da Piazza del Popolo e acima da porta Pinciana (entrada da Villa Borghese). Neste jardim há inúmeros bustos de diversos personagens históricos italianos e também uma enorme árvore de Natal com bolas douradas, toda iluminada (que é vista da Piazza del Popolo). Voltamos lentamente e exaustos até o hotel, compramos uma garrafa de vinho e uma pringles e fizemos um happy hour com o Magno.
22:30 – O Cello e eu acabamos de voltar da janta. Saímos caminhando do hotel e paramos em uma pizzaria supersimpática, bem com “jeitão italiano”. Comi uma pizza de alcachofras que estava sublime! Preço acessível, valeu a noite. Agora é hora de preparar para dormir que amanhã daremos adeus a Roma e poremos o pé na estrada.
Buonna notte!
Sunday, May 15, 2005
Saturday, May 14, 2005
11/12/00 – Roma
Dia dedicado ao Vaticano.
Café da manhã, caminhada até a Piazza di Spagna para câmbio (fechado), caminhada até a Piazza del Popolo com câmbio US$ 1,00 = L$ 2.126,00 e taxa de 4,9%. Após o câmbio, pegamos o metrô em direção ao Vaticano. Lá, rumamos ao Museu do Vaticano, onde entramos às 10h, cheio de gente mas sempre impressionante. Visitamos a área do Egito e Assíria (com direito às múmias), a área Ítalo-Etrusca, a área de esculturas antigas gregas e romanas (galerias longas e muito belas com muitas esculturas e a impressionante sala rottonda, onde “caí de amores” por Osíris). Seguimos pelos arcos de tapeçaria e a galeria dos mapas, que é maravilhosa. A partir daí, entra-se na área do apartamento de Raphael, onde se encontra grande parte de suas pinturas e afrescos, incluindo a fantástica “Escola de Atenas”.
É quando se chega no ápice da visita: a Capela Sistina, onde ficamos tontos e com dores no pescoço de ficar admirando a estupenda coleção de pinturas de Michelangelo Buonarotti, com a criação do homem no teto, o juízo final no altar, além de pinturas de Boticelli simplesmente fantásticas nas laterais. É algo impressionante, perfeito, a vontade que se tem é de deitar no chão e ficar horas apreciando tudo em detalhes (pena que eu seria pisoteada pela multidão...). Seguimos pelas últimas galerias até a saída onde nos encontramos com o Caio e a Aline e ficamos aguardando o Magno. Aí decidimos nos separar. Eu resolvi ir sozinha em direção à Basílica e o Marcelo ficou batendo papo com o Magno.
Visitei boa parte da praça e da Basílica de São Pedro sozinha, o que foi ótimo. Pude admirar cada detalhe com seus pormenores, a Pietá, a Glória de Bernini, o altar mor, São Pedro (e passar a mão em seu pé, que é preto e está gasto), as gigantes esculturas de mármore. É tudo tão exuberante e perfeito que é impossível não ficar encantada. A cada visita parece ser mais mágico este lugar. Passei pela porta santa, pedi perdão e rezei por todos. Após reencontrar o Marcelo, demos um novo giro e descemos para ver o túmulo de São Pedro e dos demais papas.
Saímos a pé em direção ao Castel de Sant’Angelo, com uma parada para comer um “panino caldo” antes. Fotos e seguimos em frente, pela linda margem do Tevere, caminhando entre os plátanos onde paramos para comer um sorvete delicioso. Voltamos em direção ao fórum e o Coliseu (novamente) e daí – lentamente – até o hotel. No caminho de volta, para em uma casa de câmbio que também tinha acesso à Internet para enviarmos um pequeno e-mail a todos.
Novamente no hotel, tomei um banho e me ajeitei. O Marcelo foi tomar banho de banheira e caiu um enorme tombo, batendo as costas e ficando todo dolorido, tadinho... Com isso, ele decidiu dar uma descansada antes da janta, e eu sai para caminhar um pouco. Segui pela via del Corso e, quando cheguei na via del Condoti, passei a admirar as lojas maravilhosas. Cruzei por uma ruela e entrei na via Borgognona, que é “algo de chique”. Toda enfeitada com luzes natalinas, na mesma quadra tinha lojas da Dolce&Gabana, Givenchy, Alfa Romeu, Louis Vitton, Armani, e outras...
Segui para a Piazza di Spagna e subi a escada até a Trinitá del Monti. Chegando lá, assisti o final da missa rezada em francês, muito lindo! Desci as escadas e estou em frente da Fontana de la Barcaccia escrevendo neste diário. Sinto-me um pouco parte daqui. Aguardando até às 20h30 quando vou encontrar o Marcelo no saguão do hotel para jantarmos.
22:40h – Saímos para jantar (o Cello e eu). Fomos a pé até a Piazza del Tritone, e comemos no Planet Hollywood, boa comida, pouca fome, preço acessível.
Café da manhã, caminhada até a Piazza di Spagna para câmbio (fechado), caminhada até a Piazza del Popolo com câmbio US$ 1,00 = L$ 2.126,00 e taxa de 4,9%. Após o câmbio, pegamos o metrô em direção ao Vaticano. Lá, rumamos ao Museu do Vaticano, onde entramos às 10h, cheio de gente mas sempre impressionante. Visitamos a área do Egito e Assíria (com direito às múmias), a área Ítalo-Etrusca, a área de esculturas antigas gregas e romanas (galerias longas e muito belas com muitas esculturas e a impressionante sala rottonda, onde “caí de amores” por Osíris). Seguimos pelos arcos de tapeçaria e a galeria dos mapas, que é maravilhosa. A partir daí, entra-se na área do apartamento de Raphael, onde se encontra grande parte de suas pinturas e afrescos, incluindo a fantástica “Escola de Atenas”.
É quando se chega no ápice da visita: a Capela Sistina, onde ficamos tontos e com dores no pescoço de ficar admirando a estupenda coleção de pinturas de Michelangelo Buonarotti, com a criação do homem no teto, o juízo final no altar, além de pinturas de Boticelli simplesmente fantásticas nas laterais. É algo impressionante, perfeito, a vontade que se tem é de deitar no chão e ficar horas apreciando tudo em detalhes (pena que eu seria pisoteada pela multidão...). Seguimos pelas últimas galerias até a saída onde nos encontramos com o Caio e a Aline e ficamos aguardando o Magno. Aí decidimos nos separar. Eu resolvi ir sozinha em direção à Basílica e o Marcelo ficou batendo papo com o Magno.
Visitei boa parte da praça e da Basílica de São Pedro sozinha, o que foi ótimo. Pude admirar cada detalhe com seus pormenores, a Pietá, a Glória de Bernini, o altar mor, São Pedro (e passar a mão em seu pé, que é preto e está gasto), as gigantes esculturas de mármore. É tudo tão exuberante e perfeito que é impossível não ficar encantada. A cada visita parece ser mais mágico este lugar. Passei pela porta santa, pedi perdão e rezei por todos. Após reencontrar o Marcelo, demos um novo giro e descemos para ver o túmulo de São Pedro e dos demais papas.
Saímos a pé em direção ao Castel de Sant’Angelo, com uma parada para comer um “panino caldo” antes. Fotos e seguimos em frente, pela linda margem do Tevere, caminhando entre os plátanos onde paramos para comer um sorvete delicioso. Voltamos em direção ao fórum e o Coliseu (novamente) e daí – lentamente – até o hotel. No caminho de volta, para em uma casa de câmbio que também tinha acesso à Internet para enviarmos um pequeno e-mail a todos.
Novamente no hotel, tomei um banho e me ajeitei. O Marcelo foi tomar banho de banheira e caiu um enorme tombo, batendo as costas e ficando todo dolorido, tadinho... Com isso, ele decidiu dar uma descansada antes da janta, e eu sai para caminhar um pouco. Segui pela via del Corso e, quando cheguei na via del Condoti, passei a admirar as lojas maravilhosas. Cruzei por uma ruela e entrei na via Borgognona, que é “algo de chique”. Toda enfeitada com luzes natalinas, na mesma quadra tinha lojas da Dolce&Gabana, Givenchy, Alfa Romeu, Louis Vitton, Armani, e outras...
Segui para a Piazza di Spagna e subi a escada até a Trinitá del Monti. Chegando lá, assisti o final da missa rezada em francês, muito lindo! Desci as escadas e estou em frente da Fontana de la Barcaccia escrevendo neste diário. Sinto-me um pouco parte daqui. Aguardando até às 20h30 quando vou encontrar o Marcelo no saguão do hotel para jantarmos.
22:40h – Saímos para jantar (o Cello e eu). Fomos a pé até a Piazza del Tritone, e comemos no Planet Hollywood, boa comida, pouca fome, preço acessível.
Friday, May 13, 2005
Wednesday, May 11, 2005
10/12/00 – Roma
Estava enganada, ainda bem! Não havia greve dos lixeiros, e Roma amanheceu limpa e linda hoje. O pessoal é que suja pra caramba durante o dia. Hoje foi um dia longo e superprodutivo. Começamos às 8h tomando café com croissants (e “piu latte”) no Margutta. Saímos com um belíssimo dia de sol e fomos até a Piazza dei Popolo, que fica mais ou menos a uma quadra do hotel e é uma das mais amplas de Roma. Tem um obelisco egípcio no centro, e em uma das entradas tem a Porta dei Popolo, ao lado da Chiesa Santa Maria Del Popolo, que é uma das primeiras igrejas renascentistas de Roma.
Chegamos na hora da missa, ficamos alguns momentos, com rápida visita. Uma de suas capelas (a “Chigi”) foi toda projetada por Rafael, e é uma mistura de arte da renascença com pirâmides e símbolos do zodíaco. Seguimos pela viale Trinitá Dei Monti até a Piazza di Spagna. Fotos na Fontana della Barcaccia (que é obra de Pietro Bernini, pai do Bernini da Basílica de São Pedro).Subimos a escadaria (“Spanish Steps”) e fomos aproveitar a vista de Roma em frente à Chiesa Trinitá Del Monti,que data do século XVI e é obra francesa. A escadaria foi construída também por franceses para ligar a praça à igreja.
Seguimos pela região alta da cidade até o Quirinale (sede do governo italiano). Visitamos os jardins e a bela chiesa Sant’Andrea al Quirinale, pequena e de forma oval, muito linda, projetada por Bernini, o filho. Ah, quase esqueço: antes havíamos passado pela via del Tritone (com as respectivas praça e fonte) e pela via Quattro Fontane (com as 4 fontes, é claro!). Do Quirinale, descemos até a Fontana di Trevi, sempre impressionante e sempre lotada de turistas. Esta mítica fonte foi criada por Nicola Salvi e concluída em 1762. Como manda a tradição, tiramos fotos e jogamos moedas.
De lá, seguimos até o Pantheon romano, que é a construção antiga mais bem preservada de Roma. Sua estrutura atual é de 118 d.c. A frente é impressionante, cheia de colunas , antiguíssima. Por dentro, é ainda mais impressionante, a cúpula central é totalmente redonda e bem no centro é aberta, permitindo ver o céu, nuvens (e chuva, se houver...). Ali estão os restos mortais de Rafael e de alguns reis italianos. Do Pantheon, fomos até a Piazza Navona, que estava totalmente abarrotada de turistas, pois está havendo uma feira de Natal (brinquedos, meias para pendurar na lareira, bruxinhas – a befana – doces e peças de presépio) tudo muito colorido. As fontes da praça acabam ficando um pouco escondidas no meio da feira... uma pena... pois são muito lindas. Fotos em frente à embaixada brasileira, etc.
Fomos seguindo até a area sacra di largo argentino, que são ruínas de quatro templos que datam do terceiro século antes de Cristo e que só foram encontradas em 1920. Era o local do senado romano, onde o imperador Júlio César foi assassinado. Nossa próxima parada foi na chiesa Gesú, uma igreja barroca muito linda, que foi a primeira igreja jesuíta de Roma e é de 1568. O teto tem afrescos impressionantes com aspecto de terceira dimensão pintados por Il Baciccia no século XVII. Paramos para um lanche em um café e descobrimos que comer sentado custa muito mais caro (lembrem-se: EM ROMA, PREFIRAM COMER DE PÉ!). Além disso, o banheiro era um daqueles sem vaso sanitário (só um “buraco no chão”) e eu e a Aline preferimos seguir viagem sem ir ao banheiro. Do café, poucos passos nos fizeram chegar ao monumento a Vittorio Emanuelle II (conhecido como “máquina de escrever”). Subimos a imensa escadaria para admirar a ampla vista de Roma, do fórum e do Coliseu. Algumas fotos para todas as direções.
O passeio “conheça Roma em um dia” seguiu do monumento a Vittorio Emanuelle até o Campidoglio, que era a cidadela da Roma antiga e foi reformulado por Michelangelo no século XVI, que fez sua escadaria, o calçamento geométrico e as fachadas dos edifícios.
De lá, rumamos até a via dei Fori Imperiale e aí ao Fórum Romano. Neste momento, íamos sob a orientação do Magno, que nos fornecia todas as informações históricas sobre o lugar, o que foi bem interessante. Aliás, é interessante saber que são vários fóruns – de Trajano (onde está a coluna de Trajano, que tem nela esculpidos fatos históricos em espiral, que eram vistos em detalhes dos prédios das duas bibliotecas que ficavam ao seu lado e acabaram destruídas), de César (contíguo ao Fórum Romano), de Augusto (do qual só restauram as quatro colunas e a escadaria do templo de Marte) e o fórum de Nerva. Entramos no fórum Romano já com pouca iluminação solar (não eram nem 16 horas). É realmente fascinante imaginar como tudo aquilo devia funcionar, provavelmente eram estruturas imensas e belíssimas, como dizem, “o umbigo” da Roma antiga. Após visitar o Fórum, fomos até o Coliseu, que já estava fechado. A Aline e eu finalmente conseguimos usar um banheiro público (iluminação azul, meio psicodélico). Seguimos caminhando pelo Circo Mássimo (onde não fomos atropelados por nenhuma biga...).
Após percorrer o Circo Mássimo, nos “arrastamos” até a chiesa Santa Maria in Cosmedin, para ver, em sua fachada, a Bocca della Veritá, onde – segundo a lenda – terá sua mão arrancada o mentiroso que nela a colocar. Com nossa anatomia intacta (com mãos) seguimos até o rio Tibre (Tevere), de onde se avista de cima da ponte Palatina as ruínas da Ponte Rotto (construída no século 2 antes de Cristo) e a ilha Tiberina. Nesta ilha, situava-se um templo a Esculápio, e eram para lá que eram levados os doentes. Depois, o templo foi substituído por um hospital que permanece até hoje.A beira do rio Tibre (de águas bem verdes e correntes) é toda ladeada por plátanos que, a esta época do ano, estão com as folhas secas, dando uma aparência de sonho, muito linda. Pena que a luminosidade já era escassa e não permitia boas fotos. Pegamos o caminho de volta ao hotel através do antigo gueto judeu, passando novamente pela Piazza Navona (ainda “atrolhada” de gente) onde paramos para tomar um capuccino (L$1.600 no balcão e L$6.000 na mesa!) claro que de pé.
Retornamos calmamente por ruelas estreitas até chegar ao hotel, por voltas das 18h. Descanso, banho, leituras, escrever no diário de viagem. Saímos novamente às 20h para jantar perto do hotel, num restaurante chamado ”il Brillo Parlante”, indicação do Frommer’s descoberta pelo Caio e pela Aline. O lugar é num subterrâneo, realmente uma graça. Comida deliciosa, vinho chianti maravilhoso, preço bom. Pequeno porém: a porção era muito pequena (só pedimos o primo piatto). Saímos felizes porém com fome, e como é domingo, quando para a rua já estava tudo deserto e fechado. O Caio e a Aline complementaram o lanche no McDonald’s.
Acabamos indo até a Piazza di Spagna pois queríamos comprar um cartão telefônico para conseguir linha para ligar a cobrar para o Brasil. Compramos numa banca de revistas de um indiano, mas o cartão não funcionava. O Marcelo voltou até ele – indignado – e disse que “This telephone card is used”!! O cara olhou o cartão, retirou o selo de segurança e devolveu ao Marcelo, que ficou com a cara no chão. Voltamos ao telefone e finalmente conseguimos ligar. Falei só com o pai, que ficou supersatisfeito em ter falado com a gente. Lamento muito eles não estarem aqui. Eles iriam estar adorando tudo, é certo!
Agora é hora de descansar, pois amanhã promete!
Chegamos na hora da missa, ficamos alguns momentos, com rápida visita. Uma de suas capelas (a “Chigi”) foi toda projetada por Rafael, e é uma mistura de arte da renascença com pirâmides e símbolos do zodíaco. Seguimos pela viale Trinitá Dei Monti até a Piazza di Spagna. Fotos na Fontana della Barcaccia (que é obra de Pietro Bernini, pai do Bernini da Basílica de São Pedro).Subimos a escadaria (“Spanish Steps”) e fomos aproveitar a vista de Roma em frente à Chiesa Trinitá Del Monti,que data do século XVI e é obra francesa. A escadaria foi construída também por franceses para ligar a praça à igreja.
Seguimos pela região alta da cidade até o Quirinale (sede do governo italiano). Visitamos os jardins e a bela chiesa Sant’Andrea al Quirinale, pequena e de forma oval, muito linda, projetada por Bernini, o filho. Ah, quase esqueço: antes havíamos passado pela via del Tritone (com as respectivas praça e fonte) e pela via Quattro Fontane (com as 4 fontes, é claro!). Do Quirinale, descemos até a Fontana di Trevi, sempre impressionante e sempre lotada de turistas. Esta mítica fonte foi criada por Nicola Salvi e concluída em 1762. Como manda a tradição, tiramos fotos e jogamos moedas.
De lá, seguimos até o Pantheon romano, que é a construção antiga mais bem preservada de Roma. Sua estrutura atual é de 118 d.c. A frente é impressionante, cheia de colunas , antiguíssima. Por dentro, é ainda mais impressionante, a cúpula central é totalmente redonda e bem no centro é aberta, permitindo ver o céu, nuvens (e chuva, se houver...). Ali estão os restos mortais de Rafael e de alguns reis italianos. Do Pantheon, fomos até a Piazza Navona, que estava totalmente abarrotada de turistas, pois está havendo uma feira de Natal (brinquedos, meias para pendurar na lareira, bruxinhas – a befana – doces e peças de presépio) tudo muito colorido. As fontes da praça acabam ficando um pouco escondidas no meio da feira... uma pena... pois são muito lindas. Fotos em frente à embaixada brasileira, etc.
Fomos seguindo até a area sacra di largo argentino, que são ruínas de quatro templos que datam do terceiro século antes de Cristo e que só foram encontradas em 1920. Era o local do senado romano, onde o imperador Júlio César foi assassinado. Nossa próxima parada foi na chiesa Gesú, uma igreja barroca muito linda, que foi a primeira igreja jesuíta de Roma e é de 1568. O teto tem afrescos impressionantes com aspecto de terceira dimensão pintados por Il Baciccia no século XVII. Paramos para um lanche em um café e descobrimos que comer sentado custa muito mais caro (lembrem-se: EM ROMA, PREFIRAM COMER DE PÉ!). Além disso, o banheiro era um daqueles sem vaso sanitário (só um “buraco no chão”) e eu e a Aline preferimos seguir viagem sem ir ao banheiro. Do café, poucos passos nos fizeram chegar ao monumento a Vittorio Emanuelle II (conhecido como “máquina de escrever”). Subimos a imensa escadaria para admirar a ampla vista de Roma, do fórum e do Coliseu. Algumas fotos para todas as direções.
O passeio “conheça Roma em um dia” seguiu do monumento a Vittorio Emanuelle até o Campidoglio, que era a cidadela da Roma antiga e foi reformulado por Michelangelo no século XVI, que fez sua escadaria, o calçamento geométrico e as fachadas dos edifícios.
De lá, rumamos até a via dei Fori Imperiale e aí ao Fórum Romano. Neste momento, íamos sob a orientação do Magno, que nos fornecia todas as informações históricas sobre o lugar, o que foi bem interessante. Aliás, é interessante saber que são vários fóruns – de Trajano (onde está a coluna de Trajano, que tem nela esculpidos fatos históricos em espiral, que eram vistos em detalhes dos prédios das duas bibliotecas que ficavam ao seu lado e acabaram destruídas), de César (contíguo ao Fórum Romano), de Augusto (do qual só restauram as quatro colunas e a escadaria do templo de Marte) e o fórum de Nerva. Entramos no fórum Romano já com pouca iluminação solar (não eram nem 16 horas). É realmente fascinante imaginar como tudo aquilo devia funcionar, provavelmente eram estruturas imensas e belíssimas, como dizem, “o umbigo” da Roma antiga. Após visitar o Fórum, fomos até o Coliseu, que já estava fechado. A Aline e eu finalmente conseguimos usar um banheiro público (iluminação azul, meio psicodélico). Seguimos caminhando pelo Circo Mássimo (onde não fomos atropelados por nenhuma biga...).
Após percorrer o Circo Mássimo, nos “arrastamos” até a chiesa Santa Maria in Cosmedin, para ver, em sua fachada, a Bocca della Veritá, onde – segundo a lenda – terá sua mão arrancada o mentiroso que nela a colocar. Com nossa anatomia intacta (com mãos) seguimos até o rio Tibre (Tevere), de onde se avista de cima da ponte Palatina as ruínas da Ponte Rotto (construída no século 2 antes de Cristo) e a ilha Tiberina. Nesta ilha, situava-se um templo a Esculápio, e eram para lá que eram levados os doentes. Depois, o templo foi substituído por um hospital que permanece até hoje.A beira do rio Tibre (de águas bem verdes e correntes) é toda ladeada por plátanos que, a esta época do ano, estão com as folhas secas, dando uma aparência de sonho, muito linda. Pena que a luminosidade já era escassa e não permitia boas fotos. Pegamos o caminho de volta ao hotel através do antigo gueto judeu, passando novamente pela Piazza Navona (ainda “atrolhada” de gente) onde paramos para tomar um capuccino (L$1.600 no balcão e L$6.000 na mesa!) claro que de pé.
Retornamos calmamente por ruelas estreitas até chegar ao hotel, por voltas das 18h. Descanso, banho, leituras, escrever no diário de viagem. Saímos novamente às 20h para jantar perto do hotel, num restaurante chamado ”il Brillo Parlante”, indicação do Frommer’s descoberta pelo Caio e pela Aline. O lugar é num subterrâneo, realmente uma graça. Comida deliciosa, vinho chianti maravilhoso, preço bom. Pequeno porém: a porção era muito pequena (só pedimos o primo piatto). Saímos felizes porém com fome, e como é domingo, quando para a rua já estava tudo deserto e fechado. O Caio e a Aline complementaram o lanche no McDonald’s.
Acabamos indo até a Piazza di Spagna pois queríamos comprar um cartão telefônico para conseguir linha para ligar a cobrar para o Brasil. Compramos numa banca de revistas de um indiano, mas o cartão não funcionava. O Marcelo voltou até ele – indignado – e disse que “This telephone card is used”!! O cara olhou o cartão, retirou o selo de segurança e devolveu ao Marcelo, que ficou com a cara no chão. Voltamos ao telefone e finalmente conseguimos ligar. Falei só com o pai, que ficou supersatisfeito em ter falado com a gente. Lamento muito eles não estarem aqui. Eles iriam estar adorando tudo, é certo!
Agora é hora de descansar, pois amanhã promete!
Tuesday, May 10, 2005
09/12/00 – Roma
11:10h (hora local, voando sobre território Europeu)
Noite longa, mas o Dormonid do Petterson caiu como uma luva e foi possível dormir bastante tempo. Pernas inquietas. Faltam cerca de 3 horas para chegarmos em Milão e só depois rumar a Roma. O período maior já passou...
19:50
Roma “fervilha” no sábado à noite. Antes de Roma, escala em Milão com chuva, com o avião esvaziando quase totalmente, e chegada na cidade eterna às 16h30. Temperatura amena (cerca de 17°C), já anoitecendo. Livres das burocracias aduaneiras, pegamos o trem que vai direto até a Stazione Termini. O trem é trés chic, e leva trinta minutos até esta estação central da cidade.
Chegamos já noite, e pegamos dois táxis que nos levaram até a Porta del Popolo, de onde seguimos a pé (já que o trânsito nesta região fica fechado aos sábados e domingos) através da Piazza del Popolo até o hotel. Movimento intenso nas ruas, e bagagens pesadas. O nosso hotel é superbem localizado, antigo e sem muitos confortos, mas os nossos quartos ficam em um sótão com uma varandinha com plantas, mangueira, mesa e cadeiras de jardim. No mínimo, excêntrico.
Agora vamos caminhar e achar um lugar para jantar. É legal estar em Roma!
21:20h
Em frente ao Pantheon, esperando pizzas... Saímos do hotel caminhando pela via dei Corso, via dei Condotti, piazza di Spagna. Entramos em uma Basílica linda, San Ambrosio e Carlo, durante uma missa noturna. Lindo. Havia jovens cantando, a igreja toda cheia de afrescos. Várias ruas de lojas “super fashion”, luzes natalinas, etc.
Difícil foi encontrar lugar para comer. Acabamos em um “caça-níqueis” para turistas, para comer pizza. Amanhã é que começa tudo. Roma é realmente linda, mas está toda cheia de lixo nas ruas, parece que há greve dos lixeiros...
Noite longa, mas o Dormonid do Petterson caiu como uma luva e foi possível dormir bastante tempo. Pernas inquietas. Faltam cerca de 3 horas para chegarmos em Milão e só depois rumar a Roma. O período maior já passou...
19:50
Roma “fervilha” no sábado à noite. Antes de Roma, escala em Milão com chuva, com o avião esvaziando quase totalmente, e chegada na cidade eterna às 16h30. Temperatura amena (cerca de 17°C), já anoitecendo. Livres das burocracias aduaneiras, pegamos o trem que vai direto até a Stazione Termini. O trem é trés chic, e leva trinta minutos até esta estação central da cidade.
Chegamos já noite, e pegamos dois táxis que nos levaram até a Porta del Popolo, de onde seguimos a pé (já que o trânsito nesta região fica fechado aos sábados e domingos) através da Piazza del Popolo até o hotel. Movimento intenso nas ruas, e bagagens pesadas. O nosso hotel é superbem localizado, antigo e sem muitos confortos, mas os nossos quartos ficam em um sótão com uma varandinha com plantas, mangueira, mesa e cadeiras de jardim. No mínimo, excêntrico.
Agora vamos caminhar e achar um lugar para jantar. É legal estar em Roma!
21:20h
Em frente ao Pantheon, esperando pizzas... Saímos do hotel caminhando pela via dei Corso, via dei Condotti, piazza di Spagna. Entramos em uma Basílica linda, San Ambrosio e Carlo, durante uma missa noturna. Lindo. Havia jovens cantando, a igreja toda cheia de afrescos. Várias ruas de lojas “super fashion”, luzes natalinas, etc.
Difícil foi encontrar lugar para comer. Acabamos em um “caça-níqueis” para turistas, para comer pizza. Amanhã é que começa tudo. Roma é realmente linda, mas está toda cheia de lixo nas ruas, parece que há greve dos lixeiros...
Monday, May 09, 2005
08/12/2000 - Porto Alegre
18:00h
Tudo pronto para partir. A temperatura é muito alta, cerca de 33°C. Só de olhar para o meu casacão de lã que eu terei que carregar no braço já fico cheia de brotoejas...
É maravilhoso poder estar de férias e “sumir do mapa”. O grande prazer de hoje foi desligar o celular e saber que por 30 dias não vou precisar atendê-lo e ouvir queixas e problemas. O Magno ainda não chegou, falta pouco para irmos para o aeroporto. O vôo sai às 20hs.
23:20h
É claro que o Magno atrasou, o pai nos pegou em casa e fomos buscá-lo com o trânsito louco de sexta-feira à tardinha. Chegamos no aeroporto em cima do horário, por sorte tivemos check in agilizado pelo “seu” Gilberto (pai do Marcelo) que é amigo do piloto que nos levou até São Paulo.
Despedidas emocionadas, estavam presentes o pai, a mãe, a Kaká, a Beta, o Xú, o Biel, Tânia, Neni, Ane, seu Gilberto, além da Alinizinha do Magno e da mãe e a irmã do Petterson. A Karina ficou aos prantos, pois queria muito ir com a gente. Fiquei com o coração partido; a viagem não vai ser a mesma sem a Kaká e o Xú (os outros Perdidos). Lamento, também, a ausência do pai e da mãe, que são superparceiros.
Vôo tranqüilo até São Paulo, com o Marcelo viajando na cabine do piloto na decolagem (com o Magno) e na aterrisagem (com o Petterson). Disse que é legal, sei não, morro de medo... Agora estamos dentro do aviãozinho que vai nos levar até Roma. É pequeno, apertadinho e está bem cheio. Vai ser uma longa noite, e ainda parece que vai fazer escala em Milão (saco!).
Rezo que corra tudo bem. Amanhã: Itália!
Boa noite.
Tudo pronto para partir. A temperatura é muito alta, cerca de 33°C. Só de olhar para o meu casacão de lã que eu terei que carregar no braço já fico cheia de brotoejas...
É maravilhoso poder estar de férias e “sumir do mapa”. O grande prazer de hoje foi desligar o celular e saber que por 30 dias não vou precisar atendê-lo e ouvir queixas e problemas. O Magno ainda não chegou, falta pouco para irmos para o aeroporto. O vôo sai às 20hs.
23:20h
É claro que o Magno atrasou, o pai nos pegou em casa e fomos buscá-lo com o trânsito louco de sexta-feira à tardinha. Chegamos no aeroporto em cima do horário, por sorte tivemos check in agilizado pelo “seu” Gilberto (pai do Marcelo) que é amigo do piloto que nos levou até São Paulo.
Despedidas emocionadas, estavam presentes o pai, a mãe, a Kaká, a Beta, o Xú, o Biel, Tânia, Neni, Ane, seu Gilberto, além da Alinizinha do Magno e da mãe e a irmã do Petterson. A Karina ficou aos prantos, pois queria muito ir com a gente. Fiquei com o coração partido; a viagem não vai ser a mesma sem a Kaká e o Xú (os outros Perdidos). Lamento, também, a ausência do pai e da mãe, que são superparceiros.
Vôo tranqüilo até São Paulo, com o Marcelo viajando na cabine do piloto na decolagem (com o Magno) e na aterrisagem (com o Petterson). Disse que é legal, sei não, morro de medo... Agora estamos dentro do aviãozinho que vai nos levar até Roma. É pequeno, apertadinho e está bem cheio. Vai ser uma longa noite, e ainda parece que vai fazer escala em Milão (saco!).
Rezo que corra tudo bem. Amanhã: Itália!
Boa noite.
Saturday, March 26, 2005
Prefácio
by Marcelo Tadday Rodrigues
Só quem viaja, sabe: o melhor momento de planejar uma viagem é justamente quando se termina a anterior. Ou seja, entra-se sempre num círculo vicioso. Viajou, quer viajar de novo. E de novo. E sempre. Pode virar uma loucura. Apesar do que parece, não é o nosso caso. De qualquer maneira, em junho de 1999, quando terminou a viagem dos Perdidos na Espace, estávamos – todos – contaminados pelo vírus do viajante. Apesar disso, a vida tem que continuar, e outros planos sempre podem surgir.
Planos de viagem, claro, e planos que não envolvam viagem. Destes últimos, o que “atingiu” o nosso grupo foi o do casal X (Paulo e Karina) de terem outro filho, o hoje com 4 ano e 6 meses, simpático e inteligente (”fofo” segundo a maioria) Gabriel. Com isso, eles tiveram que adiar o plano de viajar novamente. Com esse desfalque, os Perdidos restantes decidiram passar o Natal de 2000 na neve, antigo sonho de todos.
A primeira opção de viagem foi passar o Natal numa estação de esqui no Canadá. Seria apenas uma semana? Que tal passar o Natal e o reveillon? Natal na estação de esqui e reveillon em Nova Iorque? Bom, muito bom... Melhor ainda seria passar o Natal no norte da Itália, nos Alpes, que tal? E o reveillon em Paris? Perfeito, mas havia algumas dúvidas: passar apenas o Natal e não visitar a Itália? Como ir do norte da Itália à Paris?
A primeira dúvida foi facilmente resolvida, viajaríamos uns 10 dias antes do Natal e faríamos um tour pela Itália até chegar aos Alpes no Natal. A ida à Paris tinha duas possibilidades: de avião ou – a minha proposta – ir de carro. Teríamos uma semana para ir dos Alpes italianos até Paris, no inverno, com possibilidade de neve e estradas fechadas.
Consegui convencer o grupo de que era viável a travessia dos Alpes de carro, após pesquisar na Internet e nos mapas rodoviários que eu possuía. O local de travessia era pela passagem de Brenner, entre a Itália e a Áustria, praticamente junto de Innsbruck. Depois, cruzaríamos um trecho da Alemanha – próximo ao Bodensee e pela Floresta Negra – e entraríamos na França pela Alsácia-Lorena. Escolhemos, então, o ponto inicial do roteiro: Roma, a cidade eterna. O Natal, passaríamos em Brunico, próximo à passagem de Brenner, no hotel Andréas Hofer, escolhido por indicação do Guia Visual Folha de São Paulo com ajuda das fotos na Internet, e terminaríamos a viagem com uma semana em Paris, no simpático (pela fachada e pela Internet) Hotel Família.
Ao grupo, sem o casal X e a x’ (Paulo, Karina e Roberta), foi acrescido o grande amigo e parceiro de faculdade e de Banda da Sopa, Alexandre Magno. Seríamos 5 pessoas, desta vez. Decidimos, contudo, alugar dois carros, por que havia algumas discordâncias de roteiros entre nós e optamos fazer trechos independentes, e o Magno optou por, nestes trechos separados, ficar metade do tempo com cada casal.
Com relação ao tempo de viagem, finalmente, quando pesquisei os preços das passagens para Roma, descobri que, se saíssemos no dia 14/12, pagaríamos cerca de US$ 500,00 mais caro por passagem do que se saíssemos no dia 08/12. Foi o que definiu o tempo de viagem. Saímos dia 08/12/2000 e retornamos dia 07/01/2001.
Com vocês, a partir de agora, a nossa viagem vista pelos lindos olhos de Jacqueline Rizzolli. Até.
Só quem viaja, sabe: o melhor momento de planejar uma viagem é justamente quando se termina a anterior. Ou seja, entra-se sempre num círculo vicioso. Viajou, quer viajar de novo. E de novo. E sempre. Pode virar uma loucura. Apesar do que parece, não é o nosso caso. De qualquer maneira, em junho de 1999, quando terminou a viagem dos Perdidos na Espace, estávamos – todos – contaminados pelo vírus do viajante. Apesar disso, a vida tem que continuar, e outros planos sempre podem surgir.
Planos de viagem, claro, e planos que não envolvam viagem. Destes últimos, o que “atingiu” o nosso grupo foi o do casal X (Paulo e Karina) de terem outro filho, o hoje com 4 ano e 6 meses, simpático e inteligente (”fofo” segundo a maioria) Gabriel. Com isso, eles tiveram que adiar o plano de viajar novamente. Com esse desfalque, os Perdidos restantes decidiram passar o Natal de 2000 na neve, antigo sonho de todos.
A primeira opção de viagem foi passar o Natal numa estação de esqui no Canadá. Seria apenas uma semana? Que tal passar o Natal e o reveillon? Natal na estação de esqui e reveillon em Nova Iorque? Bom, muito bom... Melhor ainda seria passar o Natal no norte da Itália, nos Alpes, que tal? E o reveillon em Paris? Perfeito, mas havia algumas dúvidas: passar apenas o Natal e não visitar a Itália? Como ir do norte da Itália à Paris?
A primeira dúvida foi facilmente resolvida, viajaríamos uns 10 dias antes do Natal e faríamos um tour pela Itália até chegar aos Alpes no Natal. A ida à Paris tinha duas possibilidades: de avião ou – a minha proposta – ir de carro. Teríamos uma semana para ir dos Alpes italianos até Paris, no inverno, com possibilidade de neve e estradas fechadas.
Consegui convencer o grupo de que era viável a travessia dos Alpes de carro, após pesquisar na Internet e nos mapas rodoviários que eu possuía. O local de travessia era pela passagem de Brenner, entre a Itália e a Áustria, praticamente junto de Innsbruck. Depois, cruzaríamos um trecho da Alemanha – próximo ao Bodensee e pela Floresta Negra – e entraríamos na França pela Alsácia-Lorena. Escolhemos, então, o ponto inicial do roteiro: Roma, a cidade eterna. O Natal, passaríamos em Brunico, próximo à passagem de Brenner, no hotel Andréas Hofer, escolhido por indicação do Guia Visual Folha de São Paulo com ajuda das fotos na Internet, e terminaríamos a viagem com uma semana em Paris, no simpático (pela fachada e pela Internet) Hotel Família.
Ao grupo, sem o casal X e a x’ (Paulo, Karina e Roberta), foi acrescido o grande amigo e parceiro de faculdade e de Banda da Sopa, Alexandre Magno. Seríamos 5 pessoas, desta vez. Decidimos, contudo, alugar dois carros, por que havia algumas discordâncias de roteiros entre nós e optamos fazer trechos independentes, e o Magno optou por, nestes trechos separados, ficar metade do tempo com cada casal.
Com relação ao tempo de viagem, finalmente, quando pesquisei os preços das passagens para Roma, descobri que, se saíssemos no dia 14/12, pagaríamos cerca de US$ 500,00 mais caro por passagem do que se saíssemos no dia 08/12. Foi o que definiu o tempo de viagem. Saímos dia 08/12/2000 e retornamos dia 07/01/2001.
Com vocês, a partir de agora, a nossa viagem vista pelos lindos olhos de Jacqueline Rizzolli. Até.
Friday, March 25, 2005
Natal na Neve
Vai começar a próxima viagem dos Perdidos.
Dezembro de 2000, Natal na Neve.
Autora: Jacqueline Rizzolli
Prefácio: Marcelo Tadday Rodrigues
Sunday, March 20, 2005
Mais Fotos dos Perdidos (3)
Paulo, Caio, Beta e Jacque.
Ao fundo, Chateau de Chambord.
Vale do Loire, França.
Ao fundo, Chateau de Chambord.
Vale do Loire, França.
Bibligrafia (mais ou menos comentada)
1. Guia de conversação:
- ALEMÃO - Guia de conversação para viagens
Guia Visual Folha de São Paulo
2. Mapas:
- Atlas Routier et Touristique EUROPE
Michelin
3. Guias propriamente ditos:
- Brussels - Berlitz Pocket Guides
- Amsterdan - Globetrotter Travel Guide
- France - Frommer's 99
- Paris - Guia Visual Folha de São Paulo
- Germany - The Complete Guide with the Best of the Cities, the Medieval Villages and the Bavarian Alps - Fodor's 99
4. Fundamental:
- Meu Diário de Viagem - Relato manuscrito feito dia-a-dia durante toda a viagem - Marcelo Tadday Rodrigues
- Memórias - Marcelo Tadday Rodrigues
- Caixa de entrada & Itens enviados - Outlook Express
- ALEMÃO - Guia de conversação para viagens
Guia Visual Folha de São Paulo
2. Mapas:
- Atlas Routier et Touristique EUROPE
Michelin
3. Guias propriamente ditos:
- Brussels - Berlitz Pocket Guides
- Amsterdan - Globetrotter Travel Guide
- France - Frommer's 99
- Paris - Guia Visual Folha de São Paulo
- Germany - The Complete Guide with the Best of the Cities, the Medieval Villages and the Bavarian Alps - Fodor's 99
4. Fundamental:
- Meu Diário de Viagem - Relato manuscrito feito dia-a-dia durante toda a viagem - Marcelo Tadday Rodrigues
- Memórias - Marcelo Tadday Rodrigues
- Caixa de entrada & Itens enviados - Outlook Express
Saturday, March 19, 2005
Os Hotéis dos Perdidos
Bruges
Hotel Fevery
Collaert Mansionstraat 3 - 8000 BRUGGE
Tel: (050) 33 12 69 - Fax (050) 33 17 91
E-mail: hotelfevery.brugge@unicall.be
Monschau
Café Hotel Altstadt-Post
Laufenstraße 40 - 52156 MONSCHAU
Tel. 0 24 72 / 35 90 Fax 0 24 72 / 940 668
Volendan
Hotel Spaander
Haven 15 - VOLENDAN
Tel: 0299-363595
Veenendaal
Hotel Ibis Veenendaal
Vendelier 8 - 3905 PA VEENENDAAL
Tel: (0318) 52 22 22 - Fax (0318) 52 20 38
Koblenz
Hotel Ibis Koblenz
Rizzastraße 42 - D - 56068 KOBLENZ
Tel: (49) 0261 / 3 02 40 Fax (49) 02 61 / 3 02 42 40
Wiesbaden
Hotel de France
Taunusstraße 49 - 65186 WIESBADEN
Tel: 0611 / 95 97 30 Fax 0611 / 95 97 374
Rothenburg Ob der Tauber
Hotel Meistertrunk - Inh. Anne Gackstatter
Herrngasse 26 - 91541 ROTHENBURG O.T
Tel: 0 98 61 / 60 77 Fax 0 98 61 / 12 53
Munique
Hotel Dietl
Schwanthalerstraße 38, Ecke Goethestraße 11
80336 MUNCHEN
Tel: 089 / 59 28 47 -48 -49 Fax 089 / 59 63 13
Schongau
Hotel Alte Post
Marienplatz 19 - 86956 SCHONGAU
Tel: 0 88 61 / 23 20 - 0 Fax 0 88 61 / 23 20 - 80
Inssbruck
Engl Innsteg - Gasthof Hotel Restaurant
Innstraße 22 - 6020 INSSBRUCK
Tel: 0512 / 28 31 12 od. 29 42 58
Fax: 0512 / 28 19 69
Interlaken
Hotel-Restaurant Aarburg
Hz. Von Allmen
3800 Unterseen
Tel: 033 / 822 26 15 Fax: 033 / 822 63 97
Les Diablerets
Hotel Les Sources
CH - 1865 LES DIABLERETS
Tel: (024) 492 21 26 Fax: (024) 492 23 35
http://www.alpes.ch/diablerets/sources
Prangins
Motel-Restaurant L'Aerodrome
CH 1197 PRANGINS
Tel: 022 / 361 00 55 Fax: 022 / 361 05 33
Dijon
Hotel Ibis Central
3, place Granjier - 21000 DIJON
Tel: 33 (0) 3 80 30 44 00 Fax: 33(0) 3 80 30 77 12
e-mail: central@axnet.fr
Sully Sur Loire
Hostellerie du Grand Sully
10, Bd du Champ de Foire
45600 SULLY SUR LOIRE
Tel: 02 38 36 27 56 Fax: 02 38 36 44 54
Amboise
Hotel La Pergola
33 bis, avenue de Tours - 37400 AMBOISE
Tel: 02 47 57 24 79 + Fax: 02 47 57 38 04
Melun
Hotel Ibis Melun
81 avenue de Meaux
77000 MELUN France
Tel: 33 (0) 1 60 68 42 45 Fax: 33 (0) 1 64 09 62 00
Paris
Hotel de France
108, rue Monge - 75005 PARIS
Tel: 01 47 07 19 04 Fax: 01 43 36 62 34
Metro: Censier-Daubenton ou Gobelins
Auto Bus: 47 - 27 - 83 - 91
Hotel Fevery
Collaert Mansionstraat 3 - 8000 BRUGGE
Tel: (050) 33 12 69 - Fax (050) 33 17 91
E-mail: hotelfevery.brugge@unicall.be
Monschau
Café Hotel Altstadt-Post
Laufenstraße 40 - 52156 MONSCHAU
Tel. 0 24 72 / 35 90 Fax 0 24 72 / 940 668
Volendan
Hotel Spaander
Haven 15 - VOLENDAN
Tel: 0299-363595
Veenendaal
Hotel Ibis Veenendaal
Vendelier 8 - 3905 PA VEENENDAAL
Tel: (0318) 52 22 22 - Fax (0318) 52 20 38
Koblenz
Hotel Ibis Koblenz
Rizzastraße 42 - D - 56068 KOBLENZ
Tel: (49) 0261 / 3 02 40 Fax (49) 02 61 / 3 02 42 40
Wiesbaden
Hotel de France
Taunusstraße 49 - 65186 WIESBADEN
Tel: 0611 / 95 97 30 Fax 0611 / 95 97 374
Rothenburg Ob der Tauber
Hotel Meistertrunk - Inh. Anne Gackstatter
Herrngasse 26 - 91541 ROTHENBURG O.T
Tel: 0 98 61 / 60 77 Fax 0 98 61 / 12 53
Munique
Hotel Dietl
Schwanthalerstraße 38, Ecke Goethestraße 11
80336 MUNCHEN
Tel: 089 / 59 28 47 -48 -49 Fax 089 / 59 63 13
Schongau
Hotel Alte Post
Marienplatz 19 - 86956 SCHONGAU
Tel: 0 88 61 / 23 20 - 0 Fax 0 88 61 / 23 20 - 80
Inssbruck
Engl Innsteg - Gasthof Hotel Restaurant
Innstraße 22 - 6020 INSSBRUCK
Tel: 0512 / 28 31 12 od. 29 42 58
Fax: 0512 / 28 19 69
Interlaken
Hotel-Restaurant Aarburg
Hz. Von Allmen
3800 Unterseen
Tel: 033 / 822 26 15 Fax: 033 / 822 63 97
Les Diablerets
Hotel Les Sources
CH - 1865 LES DIABLERETS
Tel: (024) 492 21 26 Fax: (024) 492 23 35
http://www.alpes.ch/diablerets/sources
Prangins
Motel-Restaurant L'Aerodrome
CH 1197 PRANGINS
Tel: 022 / 361 00 55 Fax: 022 / 361 05 33
Dijon
Hotel Ibis Central
3, place Granjier - 21000 DIJON
Tel: 33 (0) 3 80 30 44 00 Fax: 33(0) 3 80 30 77 12
e-mail: central@axnet.fr
Sully Sur Loire
Hostellerie du Grand Sully
10, Bd du Champ de Foire
45600 SULLY SUR LOIRE
Tel: 02 38 36 27 56 Fax: 02 38 36 44 54
Amboise
Hotel La Pergola
33 bis, avenue de Tours - 37400 AMBOISE
Tel: 02 47 57 24 79 + Fax: 02 47 57 38 04
Melun
Hotel Ibis Melun
81 avenue de Meaux
77000 MELUN France
Tel: 33 (0) 1 60 68 42 45 Fax: 33 (0) 1 64 09 62 00
Paris
Hotel de France
108, rue Monge - 75005 PARIS
Tel: 01 47 07 19 04 Fax: 01 43 36 62 34
Metro: Censier-Daubenton ou Gobelins
Auto Bus: 47 - 27 - 83 - 91
Friday, March 18, 2005
Epílogo 2
Também foi enviado a todos os casais um questionário e cédula de voto para a escolha do "Prêmio Especial Perdidos na Espace":
Prêmio Especial "Perdidos na Espace"
Regulamento:
- Este prêmio foi instituído para homenagear aquela pessoa que mais contribuiu para o sucesso da viagem, para o bem estar coletivo e saúde mental de toda equipe. Aquela pessoa com um inabalável senso de humor, boa vontade, desprendimento e simpatia. Quem mais aproveitou a viagem e nos fez felizes turistas, nos conduziu com segurança e parcimônia pelas maravilhosas autobahns e autoroutes européias.
- O vencedor receberá um troféu exclusivo esculpido especialmente para a ocasião em sessão solene em que obrigatoriamente devem estar presentes os casais X, Y, Z e a pequena x'.
- A escolha será feita da seguinte forma:
1. cada casal terá direito a um voto
2. será indicado um candidato por casal
3. o casal não poderá votar em si próprio
4. Os indicados são:
Casal X - Paulo
Casal Y - Jacque
Casal Z - Aline
5. Os votos deverão ser enviados à comissão apuradora até 24horas antes da entrega do prêmio.
6. Vale a pena salientar que aqueles outros três (não vamos citar nomes) sejam, assim... insuportáveis, pelo contrário. Com as suas (deles) variações de humor e pequenas crises histéricas tornaram a viagem muito mais divertida. Uma salva de palmas para eles, por favor.
Estava claro que esse não seria um concurso livre: eu estava induzindo que a escolha deveria recair sobre o Paulo (já explico o por quê disso). O troféu, uma embalagem do Pato Purific - este era o nome do troféu - era uma referência às vezes em que, ao encontrarmos uma estrangeira atraente aos olhos mas de higiene duvidosa ele - nós - dizia(mos) "esta eu levava pra casa, dava um banho de creolina e lavava a boca com pato purific". Se não era bem isso que ele dizia, era mais ou menos este o sentido...
Os escolhidos foram:
Melhor companhia aérea: SABENA
Melhor aeroporto: Salgado Filho, sãos e salvos
Melhor hotel: Hotel De France, Wiesbaden/Alemanha
Hotel Mais Pitoresco: Hotel Spaander, Volendan/Holanda
Pior Hotel: Hotel Dietl, Munique/Alemanha
Maior roubada: O maldito hotel em Munique/Alemanha
Melhor refeição: Hotel Alt Post, Schongau/Alemanha
Melhor hotel de rede: Íbis Hotel
Melhor sobremesa: Appfelstrüdel, Innsbruck/Áustria
Melhor atendente português: Suzana, Interlaken/Suiça
Eu voltaria para: Amsterdan
Eu moraria em: Paris
Momento mais romântico: Caio e Aline esquentando o nariz
Momento mais gay: foto do chafariz em Eindhoven/Holanda
Mais facilmente perdia o humor: Karina (2º lugar: Marcelo)
Maior stress pelo leite: Karina
O recepcionista mais estranho: a que só ria em Sully-Sur-Loire/França
A maior perdida na espace: Koblenz/ALE, que mudou de lugar
A melhor coisa na Disney: Montanha russa da mina
A melhor música de roda: Dia de São Rebolau & O Alecrim Degolado
Melhor lugar para se estar com chuva: Na cama
Melhor vista da viagem: Mont Blanc
Lugar que você daria como dica: Rothenburg Ob der Tauber
Maior mico da viagem: a neve suja tão festejada
Você faria esta viagem de novo: Sim, eu amo vocês!!!!!!!
O Troféu Pato Purific foi para.... o Paulo, óbvio (já que esse era o plano). É importante deixar claro que as escolhas feitas acima são completamente pessoais (do nosso grupo, no caso) e que valem especificamente para esta viagem, pelo que passamos.
#
Assistimos o vídeo e vimos as fotos inúmeras vezes, juntos todos, apenas os casais ou mesmo cada um individualmente, e aquela sensação boa de dever cumprido, de desafio alcançado ficará para sempre ou, como eu disse lá no começo desta história, há quase um ano atrás, até surgir um novo desafio, uma nova idéia que desencadeie todo o processo de novo.
Também eu disse no começo deste relato que o melhor momento de planejarmos a próxima viagem é quando acaba-se a atual. Para sermos fiéis ao meu conceito, logo decidimos que a nossa próxima viagem seria para passar um Natal na neve. Começamos a prepará-la em janeiro de 2000 e ainda estamos nos estágios iniciais deste processo agora, quando termino de narrar-lhes a primeira viagem dos Perdidos na Espace. Já sabemos de antemão que o grupo original não estará completo na próxima vez porque o casal X vai ter, além da x', um(a) x" na época planejada para irmos. Isso é uma razão fantástica para não poderem ir (terá 2 meses em dezembro de 2000).
Bom, mas isso é assunto para outra história.
Valeu.
Prêmio Especial "Perdidos na Espace"
Regulamento:
- Este prêmio foi instituído para homenagear aquela pessoa que mais contribuiu para o sucesso da viagem, para o bem estar coletivo e saúde mental de toda equipe. Aquela pessoa com um inabalável senso de humor, boa vontade, desprendimento e simpatia. Quem mais aproveitou a viagem e nos fez felizes turistas, nos conduziu com segurança e parcimônia pelas maravilhosas autobahns e autoroutes européias.
- O vencedor receberá um troféu exclusivo esculpido especialmente para a ocasião em sessão solene em que obrigatoriamente devem estar presentes os casais X, Y, Z e a pequena x'.
- A escolha será feita da seguinte forma:
1. cada casal terá direito a um voto
2. será indicado um candidato por casal
3. o casal não poderá votar em si próprio
4. Os indicados são:
Casal X - Paulo
Casal Y - Jacque
Casal Z - Aline
5. Os votos deverão ser enviados à comissão apuradora até 24horas antes da entrega do prêmio.
6. Vale a pena salientar que aqueles outros três (não vamos citar nomes) sejam, assim... insuportáveis, pelo contrário. Com as suas (deles) variações de humor e pequenas crises histéricas tornaram a viagem muito mais divertida. Uma salva de palmas para eles, por favor.
Estava claro que esse não seria um concurso livre: eu estava induzindo que a escolha deveria recair sobre o Paulo (já explico o por quê disso). O troféu, uma embalagem do Pato Purific - este era o nome do troféu - era uma referência às vezes em que, ao encontrarmos uma estrangeira atraente aos olhos mas de higiene duvidosa ele - nós - dizia(mos) "esta eu levava pra casa, dava um banho de creolina e lavava a boca com pato purific". Se não era bem isso que ele dizia, era mais ou menos este o sentido...
Os escolhidos foram:
Melhor companhia aérea: SABENA
Melhor aeroporto: Salgado Filho, sãos e salvos
Melhor hotel: Hotel De France, Wiesbaden/Alemanha
Hotel Mais Pitoresco: Hotel Spaander, Volendan/Holanda
Pior Hotel: Hotel Dietl, Munique/Alemanha
Maior roubada: O maldito hotel em Munique/Alemanha
Melhor refeição: Hotel Alt Post, Schongau/Alemanha
Melhor hotel de rede: Íbis Hotel
Melhor sobremesa: Appfelstrüdel, Innsbruck/Áustria
Melhor atendente português: Suzana, Interlaken/Suiça
Eu voltaria para: Amsterdan
Eu moraria em: Paris
Momento mais romântico: Caio e Aline esquentando o nariz
Momento mais gay: foto do chafariz em Eindhoven/Holanda
Mais facilmente perdia o humor: Karina (2º lugar: Marcelo)
Maior stress pelo leite: Karina
O recepcionista mais estranho: a que só ria em Sully-Sur-Loire/França
A maior perdida na espace: Koblenz/ALE, que mudou de lugar
A melhor coisa na Disney: Montanha russa da mina
A melhor música de roda: Dia de São Rebolau & O Alecrim Degolado
Melhor lugar para se estar com chuva: Na cama
Melhor vista da viagem: Mont Blanc
Lugar que você daria como dica: Rothenburg Ob der Tauber
Maior mico da viagem: a neve suja tão festejada
Você faria esta viagem de novo: Sim, eu amo vocês!!!!!!!
O Troféu Pato Purific foi para.... o Paulo, óbvio (já que esse era o plano). É importante deixar claro que as escolhas feitas acima são completamente pessoais (do nosso grupo, no caso) e que valem especificamente para esta viagem, pelo que passamos.
#
Assistimos o vídeo e vimos as fotos inúmeras vezes, juntos todos, apenas os casais ou mesmo cada um individualmente, e aquela sensação boa de dever cumprido, de desafio alcançado ficará para sempre ou, como eu disse lá no começo desta história, há quase um ano atrás, até surgir um novo desafio, uma nova idéia que desencadeie todo o processo de novo.
Também eu disse no começo deste relato que o melhor momento de planejarmos a próxima viagem é quando acaba-se a atual. Para sermos fiéis ao meu conceito, logo decidimos que a nossa próxima viagem seria para passar um Natal na neve. Começamos a prepará-la em janeiro de 2000 e ainda estamos nos estágios iniciais deste processo agora, quando termino de narrar-lhes a primeira viagem dos Perdidos na Espace. Já sabemos de antemão que o grupo original não estará completo na próxima vez porque o casal X vai ter, além da x', um(a) x" na época planejada para irmos. Isso é uma razão fantástica para não poderem ir (terá 2 meses em dezembro de 2000).
Bom, mas isso é assunto para outra história.
Valeu.
Thursday, March 17, 2005
Os “Mais-mais” da Viagem – O Questionário
(Esse foi o questionário com as opções que todos os viajantes receberam para votarem antes do reencontro dos Perdidos)
Eleja os melhores "Perdidos na Espace" 1999
1. Melhorcompainha aérea
a) VASP
b) Sabena
c) Air France
d) Outra:
2. Melhor aeroporto
a) Charles de Gaulle, aguardando o vôo para Frankfurt
b) Guarulhos, na saída
c) Salgado Filho, sãos e salvos
d) Outro:
3. Melhor hotel
a) Spaander, Volledan
b) De France, Wiesbaden
c) Meistertrunk, Rothenburg O d T
d) Outro:
4. Hotel mais pitoresco
a) Spaander, Volledan
b) L'Aerodrome, Prangins
c) La Pergola, Amboise
d) Outro:
5. Pior hotel
a) La Pergola, Amboise
b) Dietl, München
c) Engl, Innsbruck
d) Outro:
6. Maior roubada
a) Maldito atomium
b) Maldita bola de Rothenburg O d T
c) Maldito hotel de München
d) Maldita outra:
7. Melhor refeição
a) Churchill, Wiesbaden
b) Alt Post, Schongau
c) Innsbruck (em cima do morro)
d) Outro:
8. Melhor hotel de rede
a) Ibis
b) Ibis
c) Ibis
d) Outro Ibis
9. Melhor sobremesa
a) Appfelstrudel, Innsbruck
b) Banana split, Azay-de-la-Rideau
c) Crème Brullé, Melun
d) Outro:
10. Melhor atendente português
a) Suzana, Interlaken
b) dono do cachorro, Luzern
c) amigo da Karina, Paris
d) Outro português engraçadinho:
11. Eu voltaria para:
a) Amsterdan
b) Köln
c) Genève
d) Bingen
e) Outro:
12. Eu moraria em:
a) Paris
b) München
c) Brugge
d) Donauworth, perto da ponte de madeira
e) Outro
13. Momento mais romântico:
a) Caio e Aline esquentando o nariz
b) foto dos casais em Berna
c) casal Y fazendo compras em Paris
d) Outro:
14. Momento mais gay:
a) foto do chafariz em Eindhoven
b) foto do chafariz em Eindhoven
c) foto do chafariz em Eindhoven
d) Outra foto do chafariz em Eindhoven
15. Mais facilmente perdia o humor
a) Marcelo
b) Karina
c) Jacque
d) Caio
e) Roberta
f) Aline
g) Paulo
16. Maior stress pelo leite
a) Paulo
b) Roberta
c) Karina
d) as vaquinhas, coitadas
e) a Parmalat
f) a Elegê
g) putz....derramou!
17. O recepcionista mais estranho
a) a que só ria em Sully
b) os traficantes de Paris
c) o desconfiado de München
d) o vô com asa de Sully
18. A maior perdida na espace
a) Van na ciclovia
b) Vale do Jeaux
c) Koblenz mudou de lugar
d) o "ring" de Bruxelas
19. A melhor coisa na Disney:
a) Montanha da mina
b) Cinema 3D
c) Espace Montain
d) Dumbo
e) Marcelo e o Juvenal no carrossel
f) Ir embora
20. A melhor música de roda:
a) Dia de São Rebolau
b) Pai Paulinho
c) O Alecrim degolado
d) Tudo amor perfeito
e) Botão de rosa (duarr mãe)
f) A Roberta dormindo
21. Melhor lugar para se estar com chuva
a) Neuschwanstein
b) Innsbruck
c) Interlaken
d) na cama
e) trabalhando em Porto Alegre :
22. Melhor vista da viagem
a) Mont Blanc
b) Visão de olhos de pássaro Winningen
c) O chão, em Frankfurt
d) Paris, da Sacre Couer
e) Outra
23. Lugar que você daria como dica:
a) Brugge
b) Monschau
c) Rothenburg O dT
d) LesDiablerets
e) Outro:
24. Maior "mico" da viagem:
a) Marcelo falando alemão
b) Caio falando francês
c) Karina comendo bife e alface em Paris e seu "amigo-fazido" português
d) a neve suja tão festejada
25. Você faria esta viagem de novo:
a) sozinho
b) com minha cara-metade somente
c) sim, mas excluiria...
d) nem com banda de música
e) nem pintado de ouro
f) nem a pau
g) nem que me pagassem
h) Sim
i) Sim, Sim
j) Sim, EU AMO VOCÊS!!!!!
k) Quem sabe...
Eleja os melhores "Perdidos na Espace" 1999
1. Melhorcompainha aérea
a) VASP
b) Sabena
c) Air France
d) Outra:
2. Melhor aeroporto
a) Charles de Gaulle, aguardando o vôo para Frankfurt
b) Guarulhos, na saída
c) Salgado Filho, sãos e salvos
d) Outro:
3. Melhor hotel
a) Spaander, Volledan
b) De France, Wiesbaden
c) Meistertrunk, Rothenburg O d T
d) Outro:
4. Hotel mais pitoresco
a) Spaander, Volledan
b) L'Aerodrome, Prangins
c) La Pergola, Amboise
d) Outro:
5. Pior hotel
a) La Pergola, Amboise
b) Dietl, München
c) Engl, Innsbruck
d) Outro:
6. Maior roubada
a) Maldito atomium
b) Maldita bola de Rothenburg O d T
c) Maldito hotel de München
d) Maldita outra:
7. Melhor refeição
a) Churchill, Wiesbaden
b) Alt Post, Schongau
c) Innsbruck (em cima do morro)
d) Outro:
8. Melhor hotel de rede
a) Ibis
b) Ibis
c) Ibis
d) Outro Ibis
9. Melhor sobremesa
a) Appfelstrudel, Innsbruck
b) Banana split, Azay-de-la-Rideau
c) Crème Brullé, Melun
d) Outro:
10. Melhor atendente português
a) Suzana, Interlaken
b) dono do cachorro, Luzern
c) amigo da Karina, Paris
d) Outro português engraçadinho:
11. Eu voltaria para:
a) Amsterdan
b) Köln
c) Genève
d) Bingen
e) Outro:
12. Eu moraria em:
a) Paris
b) München
c) Brugge
d) Donauworth, perto da ponte de madeira
e) Outro
13. Momento mais romântico:
a) Caio e Aline esquentando o nariz
b) foto dos casais em Berna
c) casal Y fazendo compras em Paris
d) Outro:
14. Momento mais gay:
a) foto do chafariz em Eindhoven
b) foto do chafariz em Eindhoven
c) foto do chafariz em Eindhoven
d) Outra foto do chafariz em Eindhoven
15. Mais facilmente perdia o humor
a) Marcelo
b) Karina
c) Jacque
d) Caio
e) Roberta
f) Aline
g) Paulo
16. Maior stress pelo leite
a) Paulo
b) Roberta
c) Karina
d) as vaquinhas, coitadas
e) a Parmalat
f) a Elegê
g) putz....derramou!
17. O recepcionista mais estranho
a) a que só ria em Sully
b) os traficantes de Paris
c) o desconfiado de München
d) o vô com asa de Sully
18. A maior perdida na espace
a) Van na ciclovia
b) Vale do Jeaux
c) Koblenz mudou de lugar
d) o "ring" de Bruxelas
19. A melhor coisa na Disney:
a) Montanha da mina
b) Cinema 3D
c) Espace Montain
d) Dumbo
e) Marcelo e o Juvenal no carrossel
f) Ir embora
20. A melhor música de roda:
a) Dia de São Rebolau
b) Pai Paulinho
c) O Alecrim degolado
d) Tudo amor perfeito
e) Botão de rosa (duarr mãe)
f) A Roberta dormindo
21. Melhor lugar para se estar com chuva
a) Neuschwanstein
b) Innsbruck
c) Interlaken
d) na cama
e) trabalhando em Porto Alegre :
22. Melhor vista da viagem
a) Mont Blanc
b) Visão de olhos de pássaro Winningen
c) O chão, em Frankfurt
d) Paris, da Sacre Couer
e) Outra
23. Lugar que você daria como dica:
a) Brugge
b) Monschau
c) Rothenburg O dT
d) LesDiablerets
e) Outro:
24. Maior "mico" da viagem:
a) Marcelo falando alemão
b) Caio falando francês
c) Karina comendo bife e alface em Paris e seu "amigo-fazido" português
d) a neve suja tão festejada
25. Você faria esta viagem de novo:
a) sozinho
b) com minha cara-metade somente
c) sim, mas excluiria...
d) nem com banda de música
e) nem pintado de ouro
f) nem a pau
g) nem que me pagassem
h) Sim
i) Sim, Sim
j) Sim, EU AMO VOCÊS!!!!!
k) Quem sabe...
Wednesday, March 16, 2005
Epílogo
O Paulo só retornou de Paris dia 09/06, uma semana após termos saído de Paris, tendo assistido todos os jogos desde as quartas de finais de Roland Garros. As fotos já haviam sido reveladas no dia seguinte à nossa chegada. Fizemos duas cópias de todas para entregar para o Caio e a Aline, que estavam com a outra máquina e fizeram o mesmo com as suas. Ao todo, foram cerca de quinhentas e poucas fotos.
Conseguimos nos reunir novamente em 18/06 para a primeira exibição oficial (em que estivessem todos os integrantes juntos) do filme da viagem (na verdade o vídeo da viagem). Mas antes ainda desse dia, em 11/06 o Paulo nos mandou o seguinte e-mail, lembrando a época dos preparativos, intitulado "Algumas pérolas do planejamento":
" Que saudades do Dudu, O Alarmista.
Lendo estas coisas agora, o que te parece Dudu???
--------------------------
O roteiro é bem legal; tenho grande interesse em visitar todas estas
cidades! Mas 200 Km por dia deixam a viagem desgastante; que tal 100Km por
dia como média?
200 Km por dia totalizam cerca de 12% do tempo na Europa dentro do carro na
estrada.
-------------------
Cada vez me parece mais imprescindível que saiamos de POA com todos os
hotéis reservados, para evitar perdas de tempo diárias à procura de hotéis.
Neste caso, precisamos de um roteiro pré-estabelecido.
Está ficando em cima da hora.
--------------------
Na primeira previsão, há alguns meses, definimos que seria conveniente U$
235,00 por casal por dia, para evitar de privarmo-nos de opções de lazer.
Então, ou gastamos U$ 6845 por casal (R$ 14716,75) ou a viagem dura somente
14 dias ou viajamos fazendo economia, o que, convenhamos, é a nossa última
opção, porque teremos durante esta viagem muitas oportunidades únicas, que
devem ser aproveitadas, e custarão caro.
E AGORA?
Obs: Marcelo: não me venha com a história de Paris a U$ 50,00 por dia."
Também como preparação ao reencontro dos Perdidos, e como forma de "fechar com chave de ouro" todo o ano passado em função da viagem, planejando, estudando, "sofrendo", enviei a todos os casais um questionário para elegermos "Os Mais-Mais dos Perdidos na Espace".
Conseguimos nos reunir novamente em 18/06 para a primeira exibição oficial (em que estivessem todos os integrantes juntos) do filme da viagem (na verdade o vídeo da viagem). Mas antes ainda desse dia, em 11/06 o Paulo nos mandou o seguinte e-mail, lembrando a época dos preparativos, intitulado "Algumas pérolas do planejamento":
" Que saudades do Dudu, O Alarmista.
Lendo estas coisas agora, o que te parece Dudu???
--------------------------
O roteiro é bem legal; tenho grande interesse em visitar todas estas
cidades! Mas 200 Km por dia deixam a viagem desgastante; que tal 100Km por
dia como média?
200 Km por dia totalizam cerca de 12% do tempo na Europa dentro do carro na
estrada.
-------------------
Cada vez me parece mais imprescindível que saiamos de POA com todos os
hotéis reservados, para evitar perdas de tempo diárias à procura de hotéis.
Neste caso, precisamos de um roteiro pré-estabelecido.
Está ficando em cima da hora.
--------------------
Na primeira previsão, há alguns meses, definimos que seria conveniente U$
235,00 por casal por dia, para evitar de privarmo-nos de opções de lazer.
Então, ou gastamos U$ 6845 por casal (R$ 14716,75) ou a viagem dura somente
14 dias ou viajamos fazendo economia, o que, convenhamos, é a nossa última
opção, porque teremos durante esta viagem muitas oportunidades únicas, que
devem ser aproveitadas, e custarão caro.
E AGORA?
Obs: Marcelo: não me venha com a história de Paris a U$ 50,00 por dia."
Também como preparação ao reencontro dos Perdidos, e como forma de "fechar com chave de ouro" todo o ano passado em função da viagem, planejando, estudando, "sofrendo", enviei a todos os casais um questionário para elegermos "Os Mais-Mais dos Perdidos na Espace".
Tuesday, March 15, 2005
03/06/99 - São Paulo
Chegamos em São Paulo por volta das 7h30 depois de quase doze horas de noite, por causa da diferença de fuso. Free-shop, últimas compras com os poucos dólares restantes, alfândega livre, novamente no balcão da companhia aérea para o último vôo das férias. São Paulo - Porto Alegre com escala em Curitiba. Todos ansiosos para chegar em casa, rever as família.Em cada parada do avioo, desde Paris, a Roberta perguntava: "É agora que vou ver a vovó?".
Chegamos são e salvos em Porto Alegre por volta de 11h30, feriado de Corpus Christ. Apesar do combinado de que não iríamos comentar nada do vôo de Paris para não preocupá-los, a primeira coisa dita - ainda por telefone em São Paulo - pelas gurias foi: "Mãe, o avião quase caiu!" E não há nada neste mundo que as faça mudar de opinião sobre isso...
O Caio e a Aline seguiram viagem, de carro, até Santa Cruz do Sul com seus familiares que também estavam no aeroporto. Assim, o grupo se separou para apenas se reencontrar algum tempo depois, para ver as fotos, o vídeo e eleger os "mais-mais da viagem".
Chegamos são e salvos em Porto Alegre por volta de 11h30, feriado de Corpus Christ. Apesar do combinado de que não iríamos comentar nada do vôo de Paris para não preocupá-los, a primeira coisa dita - ainda por telefone em São Paulo - pelas gurias foi: "Mãe, o avião quase caiu!" E não há nada neste mundo que as faça mudar de opinião sobre isso...
O Caio e a Aline seguiram viagem, de carro, até Santa Cruz do Sul com seus familiares que também estavam no aeroporto. Assim, o grupo se separou para apenas se reencontrar algum tempo depois, para ver as fotos, o vídeo e eleger os "mais-mais da viagem".
Monday, March 14, 2005
02/06/99 - Paris
Para quem imaginava que a quarta-feira seria apenas um dia de despedida, quase melancólico e sem adrenalina, o dia começou parecendo confirmar esta idéia. Nos reunimos no saguão do hotel e fomos até a famosa patisserie da esquina comprar nosso café (croissants, bombas de chocolate e suco) para tomarmos no jardim da igreja de St.Medard quase ao lado do hotel.
Lá, a primeira despedida do dia: o Paulo ia separar-se de nós logo cedo (por volta de 9h30min) para ir em direção ao estádio do Roland Garros, onde assistiria os jogos das quartas de finais do Guga e do Meligeni. Fotos, últimos momentos registrados em vídeo, choro e começava-se a se separar o grupo de uma das melhores viagens de nossas vidas. Enquanto o Paulo seguia para o metrô, o grupo se separou: o Caio e a Aline foram fazer as últimas compras antes de irmos para o aeroporto, e a Jacque, a Karina, a Roberta e eu fomos caminhar um pouco pelas redondezas, o Jardin des Plantes.
O vôo de volta, saindo do aeroporto Charles de Gaulle, sairia às 18h30min e faria uma escala em Frankfurt, de onde sairíamos às 22 horas para São Paulo. Tínhamos, portanto, muito tempo livre até às três e meia da tarde, horário que planejáramos pegar um táxi - devido às bagagens - para o aeroporto.
Sem nenhum tipo de pressa e completamente relaxados, fomos passear nas nossas últimas horas de turista brasileiros na Europa. Saindo atrás da igreja de St.Medard, seguimos pela Rue Moffetard até a Rue Clovis, já no Quartier Latin, indo visitar a igreja de St.-Etienne-du-Mont, com seus vitrais admiráveis, que é a igreja que abriga os restos mortais de Sainte Geneviève, a padroeira de Paris. De lá, a poucos passos de distância, está a Sorbonne, que dispensa maiores comentários.
Passamos em frente à Faculte de Droit da Université de Paris, a faculdade de direito onde a Aline já havia tirado uma foto, por razões óbvias (ver início da história). De lá fomos até o Jardin du Luxembourg, um verde oásis de 25 hectares que é o parque mais popular de Paris. Lá, sentamos ao sol, brincamos com a Roberta, demos comida para as pombinhas e os patinhos. Era uma bela manhã de sol de final de primavera em Paris. Alguns casais de namorados circulavam de mãos dadas pelas ruas, alegres, sem compromissos. Felizes, enfim. Nós compartilhávamos essa alegria apenas por estarmos ali, na cidade luz.
Enquanto, inocentes, nós passeávamos pelas ruas e praças de Paris, o horror começava a se abater sobre os Perdidos, não muito longe dali. Logo após ter se despedido de nós e partido rumo ao estádio de Roland Garros para assistir os jogos de tênis, o Paulo foi para a estação de mêtro próxima ao Hotel de France, a Censier Daubenton. Lá chegando, a notícia que desencadearia uma quase operação de guerra em todos nós: o mêtro de Paris estava em greve porque, na noite anterior, um funcionário havia sido espancado até a morte por marginais quando os abordou numa inspeção de rotina dentro de um dos trens. A paralisação era por mais segurança. O Caio e a Aline, que iam fazer compras e pretendiam usar o mêtro, também logo descobriram isso.
Devido a cidade estar sem o metrô, o principal transporte coletivo da cidade, os ônibus (que nem havíamos cogitado utilizar) eram agora a única forma popular de locomoção, com exceção de bicicletas e nossas próprias pernas. Por isso, os três entraram no primeiro que viram. Levando-se em conta que as pessoas que tinham carro e não o usavam em detrimento do metrô tiraram seus carros da garagem, o caos estava armado. Ficaram quase quarenta minutos sem o ônibus sair do lugar, quando o Paulo desistiu, desceu e iniciou uma jornada que incluiu carona, táxi e caminhada até chegar ao estádio. O casal Z desistiu das compras e foi nos procurar para dar a notícia.
Fomos encontrados ainda sob a proteção bucólica do Jardin du Luxembourg numa manhã de primavera. Trazidos de volta à realidade do nosso delírio paz e amor, tomamos alguma decisões práticas para evitar problemas na nossa ida para o aeroporto: voltamos ao hotel, solicitamos por telefone táxis que nos pegariam às 13h15min, cedo o suficiente para que os engarrafamentos que certamente pegaríamos não nos atrasassem. De volta ao hotel, arrumação final das malas. Às 12hs nos encontramos e fomos almoçar no restaurante em frente ao hotel onde eu e o Paulo havíamos comido no nosso primeiro dia de Paris. Almoçamos acompanhando o Guga perder o jogo para o ucraniano Andrei Medvedev. Voltamos ao hotel, arrumação final, verificação de que não havíamos esquecido nada, e estávamos prontos para a longa viagem até o Charles de Gaulle pelo engarrafado trânsito parisiense em dia de greve do metrô.
Exatamente na hora marcada, as duas reluzentes Mercedes C280 que nos levariam ao aeroporto estavam nos esperando. Colocamos as nossas bagagens e por volta das 13h20 saímos. Surpresa: eram aproximadamente 13h45 quando chegamos. O paralisação havia sido suspensa e a cidade havia voltado ao seu ritmo normal. Devido ao nosso excesso de precaução, teríamos quase cinco horas de espera. E esperaríamos com as malas, pois o check-in só seria feito a partir das 17h. Paciência, era melhor esperar um pouco a mais do que correr o risco de perder o avião. Fomos a um dos cafés do terminal e ficamos (na verdade foi basicamente eu) assistindo a outro jogo de tênis na televisão, desta vez assistindo ao Fernando Meligeni vencer o espanhol Alex Corretja com uma facilidade surpreendente, reduzindo o meu passatempo de aeroporto a um tempo pequeno.
Visitamos várias lojas, free-shops, fizemos o check-in às 17h, tudo corria bem. A chamada do vôo foi às 17h45 e entramos na sala de embarque neste horário. Sentados tranqüilos, líamos jornais e revistas enquanto aguardávamos.
18h15... 18h30... 18h45... A adrenalina aumentando no grupo. Fui convocado a ver o que estava acontecendo. Descobri que atrasaríamos um pouco, a óbvia informação.
19h... Vou novamente conversar com o pessoal da Air France. O tempo em Frankfurt estava ruim, teríamos que esperar melhorar.
19h15... Ansiedade aumentando. "Vamos perder a conexão", diz alguém. Tento tranqüilizá-los dizendo que, mesmo se perdermos, ficaremos instalados em um hotel até nos conseguirem um novo vôo. Inútil tentativa. Converso novamente com o pessoal da companhia. Dizem que os vôos em Frankfurt também estão atrasados e que não há risco de perdermos a conexão.
19h30... Avisam que vamos embarcar em breve. Nuvens negras encobrem Paris.
20h... Vamos embarcar.
20h30... Pegamos o ônibus que vai nos levar até o avião.
20h40... Já no avião, nossos lugares são bem no fundo, praticamente os últimos. Sentam (de quem olha da frente para o fundo, da esquerda para direita): Karina, Roberta e Jacque, eu, o Caio e a Aline. Eu e a Jacque separados pelo corredor.
20h50... Levantamos vôo.
Quando achávamos que nossas tensões se resumiriam à dúvida sobre se chegaríamos a tempo para pegarmos o vôo VASP da conexão, quando terminávamos o lanche que nos fora servido, a adrenalina voltou a aumentar muito no grupo (já incompleto, sem o Paulo). Devido à passagem pelas densas e escuras nuvens que cobriam Paris, o avião passou por turbulências. Até aí, nada demais. Acontece que não foram simples turbulências. O avião sacudiu bastante, principalmente para nós que estávamos na parte traseira da aeronave. Com isso, a Jacque - que não gosta de aviões - ficou assustada, melhor, apavorada. O tempo total de duração da turbulência mais intensa não deve ter passado de 10 minutos, mas nesse tempo os restos dos lanches dos passageiros que não haviam sido recolhidos, principalmente as latas de refrigerante, caíram no chão. Uma comissária que guardou o carrinho do lanche na seu compartimento - na parte de trás do avião, perto de nós - não o fixou adequadamente e notou isso quando estava no meio do corredor, viu ele se soltando e ameaçando correr solto pelo avião. Com isso, correu meio avião para tentar evitar que isso acontecesse (passando em velocidade por nós).
Neste momento, a Jacque - apavorada e olhando para mim dizendo que estava com muito medo - ganhou a companhia da Karina e da Roberta no pavor e nas lágrimas. O Caio não falava nada ao meu lado, e a Aline também assustada, balbuciava coisas que eu não conseguia ouvir para o Caio. Eu - estranhamente e talvez porque alguém tinha que estar - estava calmo. Tentava tranqüilizar a Jacque de todas as formas, lembrava que turbulências eram comuns e que avião era o segundo meio de transporte mais seguro do mundo, só perdendo para o elevador...
Quando passou a turbulência, apenas o pessoal ali do fundinho do avião comemorou o fato de estarmos vivos e não termos caído, o que me fez pensar que só nós tínhamos sentido o chacoalhar. Com o grupo menos tenso - pero no mucho - decidi me preocupar com a segunda parte da viagem de volta. Chamei uma comissária e expliquei a ela a nossa situação: chegaríamos em Frankfurt às 22h, mesmo horário que o avião para São Paulo estaria partindo. Ela disse que ia tentar resolver o problema. Quando aterrissamos em solo alemão, o avião parou e todos os passageiros levantaram-se para pegar suas bagagens de mão, apareceu uma funcionária perguntando quem é que iria para São Paulo. Nos identificamos e desembarcamos antes dos outros passageiros.
Seguimos por um corredor - com o pessoal de terra nos apressando - até entrar num elevador, que desceu e se abriu na porta de um ônibus, onde uma funcionária da Air France nos esperava. De ônibus, atravessamos a pista do aeroporto de Frankfurt com ela conferindo as nossas passagens e não encontrando a da Jacque - que se queixava de que "tudo comigo, tudo comigo" - até chegar na plataforma onde nos esperavam com os cartões de embarque (já resolvido o problema dela). Saímos do ônibus, andamos por uma pequena rampa, e, finalmente e sãos e salvos, embarcamos no vôo que nos levaria de volta ao Brasil. Foi o check-in mais ágil de nossas vidas. De todos, fui o último a embarcar, e tive tempo de conversar com a tripulação, que contou que estavam atrasados e que ainda levaríamos cerca de uma hora até alçar vôo.
Foi um vôo muito tranqüilo, sem intercorrências. Logo após a janta, todos foram dormir. Desta vez não tomei nada para dormir porque estava preocupado com a Jacque e com as meninas as quais eu me sentia responsável, porque o Paulo não estava junto. Fui dormir bem tarde, porque fiquei algum tempo ainda velando o sono da minha esposa, da minha cunhada e da minha linda afilhadinha.
Lá, a primeira despedida do dia: o Paulo ia separar-se de nós logo cedo (por volta de 9h30min) para ir em direção ao estádio do Roland Garros, onde assistiria os jogos das quartas de finais do Guga e do Meligeni. Fotos, últimos momentos registrados em vídeo, choro e começava-se a se separar o grupo de uma das melhores viagens de nossas vidas. Enquanto o Paulo seguia para o metrô, o grupo se separou: o Caio e a Aline foram fazer as últimas compras antes de irmos para o aeroporto, e a Jacque, a Karina, a Roberta e eu fomos caminhar um pouco pelas redondezas, o Jardin des Plantes.
O vôo de volta, saindo do aeroporto Charles de Gaulle, sairia às 18h30min e faria uma escala em Frankfurt, de onde sairíamos às 22 horas para São Paulo. Tínhamos, portanto, muito tempo livre até às três e meia da tarde, horário que planejáramos pegar um táxi - devido às bagagens - para o aeroporto.
Sem nenhum tipo de pressa e completamente relaxados, fomos passear nas nossas últimas horas de turista brasileiros na Europa. Saindo atrás da igreja de St.Medard, seguimos pela Rue Moffetard até a Rue Clovis, já no Quartier Latin, indo visitar a igreja de St.-Etienne-du-Mont, com seus vitrais admiráveis, que é a igreja que abriga os restos mortais de Sainte Geneviève, a padroeira de Paris. De lá, a poucos passos de distância, está a Sorbonne, que dispensa maiores comentários.
Passamos em frente à Faculte de Droit da Université de Paris, a faculdade de direito onde a Aline já havia tirado uma foto, por razões óbvias (ver início da história). De lá fomos até o Jardin du Luxembourg, um verde oásis de 25 hectares que é o parque mais popular de Paris. Lá, sentamos ao sol, brincamos com a Roberta, demos comida para as pombinhas e os patinhos. Era uma bela manhã de sol de final de primavera em Paris. Alguns casais de namorados circulavam de mãos dadas pelas ruas, alegres, sem compromissos. Felizes, enfim. Nós compartilhávamos essa alegria apenas por estarmos ali, na cidade luz.
Enquanto, inocentes, nós passeávamos pelas ruas e praças de Paris, o horror começava a se abater sobre os Perdidos, não muito longe dali. Logo após ter se despedido de nós e partido rumo ao estádio de Roland Garros para assistir os jogos de tênis, o Paulo foi para a estação de mêtro próxima ao Hotel de France, a Censier Daubenton. Lá chegando, a notícia que desencadearia uma quase operação de guerra em todos nós: o mêtro de Paris estava em greve porque, na noite anterior, um funcionário havia sido espancado até a morte por marginais quando os abordou numa inspeção de rotina dentro de um dos trens. A paralisação era por mais segurança. O Caio e a Aline, que iam fazer compras e pretendiam usar o mêtro, também logo descobriram isso.
Devido a cidade estar sem o metrô, o principal transporte coletivo da cidade, os ônibus (que nem havíamos cogitado utilizar) eram agora a única forma popular de locomoção, com exceção de bicicletas e nossas próprias pernas. Por isso, os três entraram no primeiro que viram. Levando-se em conta que as pessoas que tinham carro e não o usavam em detrimento do metrô tiraram seus carros da garagem, o caos estava armado. Ficaram quase quarenta minutos sem o ônibus sair do lugar, quando o Paulo desistiu, desceu e iniciou uma jornada que incluiu carona, táxi e caminhada até chegar ao estádio. O casal Z desistiu das compras e foi nos procurar para dar a notícia.
Fomos encontrados ainda sob a proteção bucólica do Jardin du Luxembourg numa manhã de primavera. Trazidos de volta à realidade do nosso delírio paz e amor, tomamos alguma decisões práticas para evitar problemas na nossa ida para o aeroporto: voltamos ao hotel, solicitamos por telefone táxis que nos pegariam às 13h15min, cedo o suficiente para que os engarrafamentos que certamente pegaríamos não nos atrasassem. De volta ao hotel, arrumação final das malas. Às 12hs nos encontramos e fomos almoçar no restaurante em frente ao hotel onde eu e o Paulo havíamos comido no nosso primeiro dia de Paris. Almoçamos acompanhando o Guga perder o jogo para o ucraniano Andrei Medvedev. Voltamos ao hotel, arrumação final, verificação de que não havíamos esquecido nada, e estávamos prontos para a longa viagem até o Charles de Gaulle pelo engarrafado trânsito parisiense em dia de greve do metrô.
Exatamente na hora marcada, as duas reluzentes Mercedes C280 que nos levariam ao aeroporto estavam nos esperando. Colocamos as nossas bagagens e por volta das 13h20 saímos. Surpresa: eram aproximadamente 13h45 quando chegamos. O paralisação havia sido suspensa e a cidade havia voltado ao seu ritmo normal. Devido ao nosso excesso de precaução, teríamos quase cinco horas de espera. E esperaríamos com as malas, pois o check-in só seria feito a partir das 17h. Paciência, era melhor esperar um pouco a mais do que correr o risco de perder o avião. Fomos a um dos cafés do terminal e ficamos (na verdade foi basicamente eu) assistindo a outro jogo de tênis na televisão, desta vez assistindo ao Fernando Meligeni vencer o espanhol Alex Corretja com uma facilidade surpreendente, reduzindo o meu passatempo de aeroporto a um tempo pequeno.
Visitamos várias lojas, free-shops, fizemos o check-in às 17h, tudo corria bem. A chamada do vôo foi às 17h45 e entramos na sala de embarque neste horário. Sentados tranqüilos, líamos jornais e revistas enquanto aguardávamos.
18h15... 18h30... 18h45... A adrenalina aumentando no grupo. Fui convocado a ver o que estava acontecendo. Descobri que atrasaríamos um pouco, a óbvia informação.
19h... Vou novamente conversar com o pessoal da Air France. O tempo em Frankfurt estava ruim, teríamos que esperar melhorar.
19h15... Ansiedade aumentando. "Vamos perder a conexão", diz alguém. Tento tranqüilizá-los dizendo que, mesmo se perdermos, ficaremos instalados em um hotel até nos conseguirem um novo vôo. Inútil tentativa. Converso novamente com o pessoal da companhia. Dizem que os vôos em Frankfurt também estão atrasados e que não há risco de perdermos a conexão.
19h30... Avisam que vamos embarcar em breve. Nuvens negras encobrem Paris.
20h... Vamos embarcar.
20h30... Pegamos o ônibus que vai nos levar até o avião.
20h40... Já no avião, nossos lugares são bem no fundo, praticamente os últimos. Sentam (de quem olha da frente para o fundo, da esquerda para direita): Karina, Roberta e Jacque, eu, o Caio e a Aline. Eu e a Jacque separados pelo corredor.
20h50... Levantamos vôo.
Quando achávamos que nossas tensões se resumiriam à dúvida sobre se chegaríamos a tempo para pegarmos o vôo VASP da conexão, quando terminávamos o lanche que nos fora servido, a adrenalina voltou a aumentar muito no grupo (já incompleto, sem o Paulo). Devido à passagem pelas densas e escuras nuvens que cobriam Paris, o avião passou por turbulências. Até aí, nada demais. Acontece que não foram simples turbulências. O avião sacudiu bastante, principalmente para nós que estávamos na parte traseira da aeronave. Com isso, a Jacque - que não gosta de aviões - ficou assustada, melhor, apavorada. O tempo total de duração da turbulência mais intensa não deve ter passado de 10 minutos, mas nesse tempo os restos dos lanches dos passageiros que não haviam sido recolhidos, principalmente as latas de refrigerante, caíram no chão. Uma comissária que guardou o carrinho do lanche na seu compartimento - na parte de trás do avião, perto de nós - não o fixou adequadamente e notou isso quando estava no meio do corredor, viu ele se soltando e ameaçando correr solto pelo avião. Com isso, correu meio avião para tentar evitar que isso acontecesse (passando em velocidade por nós).
Neste momento, a Jacque - apavorada e olhando para mim dizendo que estava com muito medo - ganhou a companhia da Karina e da Roberta no pavor e nas lágrimas. O Caio não falava nada ao meu lado, e a Aline também assustada, balbuciava coisas que eu não conseguia ouvir para o Caio. Eu - estranhamente e talvez porque alguém tinha que estar - estava calmo. Tentava tranqüilizar a Jacque de todas as formas, lembrava que turbulências eram comuns e que avião era o segundo meio de transporte mais seguro do mundo, só perdendo para o elevador...
Quando passou a turbulência, apenas o pessoal ali do fundinho do avião comemorou o fato de estarmos vivos e não termos caído, o que me fez pensar que só nós tínhamos sentido o chacoalhar. Com o grupo menos tenso - pero no mucho - decidi me preocupar com a segunda parte da viagem de volta. Chamei uma comissária e expliquei a ela a nossa situação: chegaríamos em Frankfurt às 22h, mesmo horário que o avião para São Paulo estaria partindo. Ela disse que ia tentar resolver o problema. Quando aterrissamos em solo alemão, o avião parou e todos os passageiros levantaram-se para pegar suas bagagens de mão, apareceu uma funcionária perguntando quem é que iria para São Paulo. Nos identificamos e desembarcamos antes dos outros passageiros.
Seguimos por um corredor - com o pessoal de terra nos apressando - até entrar num elevador, que desceu e se abriu na porta de um ônibus, onde uma funcionária da Air France nos esperava. De ônibus, atravessamos a pista do aeroporto de Frankfurt com ela conferindo as nossas passagens e não encontrando a da Jacque - que se queixava de que "tudo comigo, tudo comigo" - até chegar na plataforma onde nos esperavam com os cartões de embarque (já resolvido o problema dela). Saímos do ônibus, andamos por uma pequena rampa, e, finalmente e sãos e salvos, embarcamos no vôo que nos levaria de volta ao Brasil. Foi o check-in mais ágil de nossas vidas. De todos, fui o último a embarcar, e tive tempo de conversar com a tripulação, que contou que estavam atrasados e que ainda levaríamos cerca de uma hora até alçar vôo.
Foi um vôo muito tranqüilo, sem intercorrências. Logo após a janta, todos foram dormir. Desta vez não tomei nada para dormir porque estava preocupado com a Jacque e com as meninas as quais eu me sentia responsável, porque o Paulo não estava junto. Fui dormir bem tarde, porque fiquei algum tempo ainda velando o sono da minha esposa, da minha cunhada e da minha linda afilhadinha.
Sunday, March 13, 2005
01/06/99 - Paris
Acordamos relativamente cedo e fomos direto ao metrô. Café da manhã no McDonalds da Champs Elysées. Assuntos burocráticos: câmbio a FF$6,20 por dólar, o melhor que encontramos na França. Nosso objetivo da manhã, escolhido por votação unânime, era o Bois de Bologne, um parque na zona oeste de Paris de cerca de 865 hectares de áea verde e propício para longas caminhadas, passeios de bicicletas e piqueniques.
Basicamente foi o que fizemos: caminhar. Passeamos por ele aleatoriamente sem nenhuma indicação das atrações do local, ou seja, perdidos. Não vimos nem o Jardim de Shakespeare, nem os Jardins de Bagatelle, nem o Jardim de Rosas e, finalmente, não vimos o Jardin d'Acclimatation. Ao contrário do que possa parecer. O passeio não foi totalmente perdido, por duas razões: primeiro, foi lá que encontramos uma balança e todos nos pesamos (lembrem bem: depois de 21 dias comendo muito bem). A maioria um pouco mais pesada do que antes da viagem e a assustadora constatação de que eu havia engordado cerca de 10kg nos últimos 4 anos, o que motivou uma dieta rigorosa na volta das férias. Segundo, descobrimos aquilo que chamamos de "trailers do amor". São pequenos motor-homes que servem de local de trabalho para as prostitutas e travestis locais. Nos demos conta depois de passarmos por inúmeros deste trailers estacionados numa das avenidas que cruzam o parque.
Com os novos conhecimentos adquiridos, voltamos ao metrô e através de baldeação fomos até a estação Bastille, na Place de la Bastille. O nosso guia informa que nada restou da prisão que dá nome à praça e que foi tomada pela população em revolta em 14 de julho de 1789, que por sinal é data nacional francesa. No centro da praça, está o Colonne de Juillet, uma coluna oca de bronze de 51,5 metros de altura e tem no seu topo a estátua do "gênio da liberdade". É um memorial aos mortos nos choques de ruas de julho de 1830 que levaram à deposição do monarca. Tem uma cripta onde estão os restos de 504 vítimas daquela batalha. Chegando lá, fomos até o McDonalds e almoçamos. Não dá para esquecer que foi na viagem de trem até a Bastille que a Jacque, por estar sendo vítima de brincadeiras ("injustas", segundo a própria), saiu do trem em que nos encontrávamos numa estação do meio do caminho, para pegar o trem seguinte. Para não deixar a sua esposa sozinha no metrô, o seu marido (eu), saiu do trem logo após para encontrá-la, o que gerou protestos furiosos de sua parte.
Logo após almoçarmos (lancharmos, na verdade) seguimos pelas ruas do Marais até encontrarmos a Place des Vosges. Esta praça é considerada uma das mais belas do mundo. É perfeitamente simétrica, com 36 casas, nove de cada lado, de tijolo e pedra com telhados de ardósia e janelas estreitas e altas sobre galerias cobertas. Isto inalterado há 400 anos. O cardeal Richelieu morou lá, por exemplo.
Já chegando o verão, quente, os escolares já entrando em férias, a praça estava cheia de colegiais fazendo sua despedida antes das férias de verão. Neste clima leve, sentamos embaixo de árvores e demos uma relaxada neste que era o último dia da viagem. No dia seguinte, seria o da viagem de volta. Relaxamos tanto que a Roberta, com as mãos dentro da água de um chafariz, não se fez de rogada e "fez xixi" ali mesmo, nas calças. Foi ali também, num brechó, que a Jacque comprou seus novos óculos escuros, pois os originais havia sido perdidos ainda em Chamonix. Voltando à Place de la Bastille, foi possível notar que esta região é cheia de lojas de instrumentos musicais, o que sem dúvida é uma atração especial para os aficcionados.
Transporte público, novamente. O metrô nos levou até a estação Tulleires, mais especificamente, fomos até a Place Vêndome. Talvez este seja o ponto mais caro de Paris. É onde está o Ritz, hotel famoso pelo seu luxo e por suas diárias de custo astronômico. Também na praça estão bancos e joalherias, e - em seu centro - uma estátua de Napoleão.
Saindo da Place Vendôme, seguimos pela Rue Saint Honoré até a esquina com a Rue Royale onde entramos à direita e caminhamos uma quadra até chegar na Place de La Madeleine, onde está a Catedral de St Madeleine, uma das igrejas mais conhecidas de Paris. Ela é o contra-ponto arquitetônico do Palais-Bourbon, sede do parlamento francês, do outro lado do rio. Sua construção foi iniciada em 1764, mas até ser consagrada - em 1845 - pensou-se em convertê-la em parlamente, banco e Templo de Glória para o exército de Napoleão. O seu interior é todo decorado com mármore e dourado, com belas esculturas.
Pela própria Rue Royale, com o Palais Bourbon ao fundo, andamos até a Place de la Concorde, atravessamos a ponte de mesmo nome, e voltamos à rive gauche. Entramos no Boulevard Saint Germain, já em St.-Germain-des-Prés, e foi só escolher em qual café pararíamos para o ritual do sorvete e cerveja de toda tarde. Satisfeitos, o casal Y (Jacque e eu), deixou o grupo voltar para o hotel sozinho e foi passear de mãos dadas pelas margens do Sena. Passamos em frente ao Musée D'Orsay, que mantinha-se fechado, e fomos atravessar para o outro lado pela Pont Neuf, saindo justamente em frente às lojas Samaritane, onde fizemos algumas comprinhas e, de metrô, voltamos ao hotel.
Nos reunimos no hotel por volta das 21 horas para a janta de despedida de Paris, da Europa e do Paulo, que ficaria mais uma semana na cidade para assistir as finais do torneio de tênis de Roland Garros. Procuramos por um restaurante na Rue Moffetard, mas nada nos agradou. Após discussão, sem chegar a um consenso (o Caio não admitia repetir o restaurante), decidimos pelo La Comédia, o mesmo onde havíamos jantado na primeira noite de Paris. Apesar da controvérsia da escolha do local, a janta foi ótima, temperada com histórias da já saudosa aventura dos Perdidos na Espace. Fomos dormir naquela noite com a certeza de que havíamos feito uma viagem maravilhosa e inesquecível.
Thursday, March 10, 2005
31/05/99 - Paris
Agora sim, já habituados à cidade, nos sentindo parisienses desde pequenos, já podíamos entrar em sua rotina. Café da manhã comprado na patisserie quase ao lado do hotel e comido na praça em frente à igreja de St.-Médard. Maravilhosos croissants e bombas de chocolate. O primeiro objetivo do dia era o Cimetière du Père Lachaise, fora do centro.
Este cemitério fica em uma colina que dá vista para a cidade e é o mais freqüentado de Paris. É onde estão enterrados o escritor Honoré de Balzac, o compositor Fréderic Chopin, o Jim Morrison, vocalista do Doors (se é que ele morreu...), entre outros. O local é imenso, para andar por lá só de mapa. Pena que o único que tínhamos era bem impreciso (o do nosso guia), estava comigo e - adivinhem - me perdi do grupo. Nenhuma surpresa nisso, o problema é que devido a isto a visita dos outros foi abreviada pela procura ao perdido. Pelo menos todos visitaram o túmulo do Jim Morrison, que - segundo a Jacque - não passa de um grande cinzeiro. O detalhe é que tem um guarda por perto que não deixa tirar fotos nem registrar em vídeo. O interessante é que se alguém faz menção de sentar numa lápide qualquer, do nada surge um guarda para dizer que não é permitido.
Após o grupo ter reencontrado o moscão que se perdera (este que vos fala), voltamos de metrô para o centro. Por ser próximo ao horário de almoço, nos separamos para almoçar e fazer algumas compras (quem resiste às Galerias Laffayette?). Cada casal foi para o seu lado e após cerca de duas horas, compras feitas e almoçados, nos reunimos e voltamos ao hotel para largar os pacotes - poucos - e descansar um alguns instantes. Recolhidos ao recesso do quarto do hotel, pudemos acompanhar o desempenho dos tenistas brasileiros - o Gustavo Kuerten e o Fernando Meligeni - em Roland Garros. Neste dia, passaram em frente no torneio.
Saímos do hotel, novamente. Seguimos pela Rue Monge, continuamos pela Écoles, entramos à direita e fomos até a beira do Sena. Visitamos a Catedral de Notre-Dame, desta vez por dentro. Enquanto o Caio, a Aline, a Jacque e eu passeávamos pela catedral, o Paulo, a Karina e a Betinha ficaram em frente, no jardim, "fazendo as pombinhas comer na mão da Roberta". O dia estava quente e ensolarado. Caminhamos até a beira do rio e seguimos pela margem. Entre as várias opções, escolhemos um dos "bâteaux mouches" e fomos passear pelo Sena. Ele passa sob várias pontes e termina ao pés da Torre Eiffel. Terminado o passeio, praticamente sob a torre, sentamos num café para tomar cerveja e comer fritas, apreciando a tarde em Paris.
Após estes agradáveis momentos de descanso e refresco (com a ajuda de uma cervejinha) aos pés da Torre Eiffel, seguimos andando pelo Champ-de-Mars, que são os jardins que se estendem da torre até a Ecole Militaire. Eles já serviram para corridas de cavalo, embarque de passeios de balões e missas para comemorar o aniversário da Queda da Bastilha. Caminhamos até quase em frente a Ecole, e nos dirigimos ao Hôtel des Invalides pela Rue de Grenelle.
O Les Invalides, fundado por Luís XIV, foi o primeiro hospital militar e alojamento para soldados veteranos e incapacitados que, em outras circunstâncias, teriam de mendigar para sobreviver. Hoje em dia, sua fachada é um dos pontos turísticos mais marcantes da cidade. Passamos pela frente, com direito à foto. Seguindo pela Rue Grenelle, passamos próximos ao Museé Rodin, que devido à greve ministério da educação francês, estava fechado. O longo trajeto pela Grenelle nos fez desembocar na Boulevard Saint Germain, já em St.-Germain-des-Prés, onde, como manda a tradição criada por nós nesses dias de Paris, decidimos jantar.
Novamente o problema de nos depararmos com milhares de opções simpáticas aos nossos olhos. Dessa vez foi um pouco mais fácil porque decidimos atender um desejo que o Caio tinha desde Bruxelas de comer moules (mariscos). Escolhemos um que tinha mesas na calçada e conseguimos uma tão na calçada que era praticamente na sarjeta, quase no meio da rua, entre os carros que passavam... O próximo desafio da janta - no mesmo nível da janta de Dijon - era sobre como comer os moules, ou, melhor, comer como os outros faziam. Claro, estávamos no meio da rua, praticamente, e não havia o estresse de Dijon. Além disso, logo a Aline descobriu e ensinou para aqueles que estavam comendo (o Caio e o Paulo), porque ela não iria comer aquela coisa nojenta... Após a janta, o grupo dividiu-se: a maioria voltou ao hotel de metrô e o Paulo e eu fomos até um cybercafé. Desta vez, longe dos nerds. Escolhemos um que não era muito longe do hotel, na Boulevard Saint Michel, em Luxembourg, chamado Le Jardin de I'Internet. Sabendo tudo sobre o Brasil, voltamos ao hotel e nos juntamos ao resto. Boa noite de sono antes do último dia completo de viagem.
Sunday, February 27, 2005
30/05/99 - Paris
Acordamos animados, reunimos o grupo e, de metrô, fomos até a estação Louvre, próximo ao museu, para tomarmos café da manhã. Para frustração daqueles que esperavam croissants e baguetes, o nosso petit dejeneur foi no McDonald's. McMorning, uma refeição composta de panquecas, bolo, suco de laranja e café preto (com ou sem creme).
Alimentados, fomos ao nosso primeiro objetivo: o Museu do Louvre, com sua pirâmide em frente. Chegando lá, muitas pessoas em frente, alguma revolta, e o choque: GREVE. A mesma greve que havia nos impedido de conhecer o Château Azay-la-Rideau, dos funcionários do ministério da cultura francês. E que nos impediria de conhecer os museus de Paris. Frustrados, tiramos fotos em frente à pirâmide, com o céu anunciando chuva em breve. Mau sinal: museu em greve e possibilidade de chuva.
Receosos, decidimos seguir para Montmartre e conhecer a Catedral de Sacré-Couer, de onde se tem uma impressionante vista da cidade e dos "Telhados de Paris" (em casa velhas, mudas...). Montmartre é o bairro que, no final do século XIX, era o ponto de encontro de artistas, escritores, poetas e seus discípulos que iam para os bordéis, cabarés e teatros de revista. Muitos turistas vão para lá e sobem a colina, principalmente até a catedral e a Place du Tertre, onde ficam os vendedores de souvenirs, os retratistas e os artistas de rua.
Saímos, então, do Louvre e pegamos o metrô em direção à Montmartre. Chegando lá, já havia parado de chover. Em outras palavras, choveu enquanto viajávamos de metrô. E choveu muito, granizo, até. Descobrimos isso observando as pessoas arrumando suas barracas de souvenirs e, nos cafés, tirando pedras de gelo das mesas da rua. Subimos a colina com muito esforço, com o calor aumentando. Lá no alto, ainda sem a melhor vista da cidade e da basílica, passeamos por entre os artistas de rua vendendo pinturas sobre a cidade, camisetas, bonés, etc.
Quando enfim chegamos em frente à Sacré Couer, o sol já brilhava e o calor começava a incomodar (não muito, pois quase nada incomoda um turista que esteja em Paris). Enquanto eu fornecia valiosas informações a respeito do local que visitávamos, ninguém prestava a mínima atenção ao que eu dizia, óbvio. Entramos para conhecê-la, e era - para nossa sorte - hora de missa. É de tirar o fôlego, imagino que até para quem não é religioso, a beleza do interior somada com a atmosfera criada por uma missa rezada em francês. O interessante é que o fluxo de visitantes continua mesmo durante a missa, pois existe delimitado um perímetro que circunda o interior e no centro desse é que é esta é celebrada. Permanecemos acompanhando a cerimônia por alguns minutos (por uma questão estética, não que estivéssemos entendendo algo...), fizemos o roteiro interior e voltamos para o lado de fora.
Grande visão da cidade, e seus telhados que sempre me lembram da música do Nei Lisboa. Fotos e fotos. Seguindo orientação de nosso guia de Paris (Guia Visual Folha de São Paulo), decidimos visitar as galerias da cripta. Para isso, compramos ingressos. Na hora da compra, tínhamos que optar entre visitar apenas a cripta ou visitar também a cúpula oval, que é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre Eiffel. Optamos pela primeira alternativa, o que o Paulo e a Karina com a Roberta não viram porque vinham mais atrás e só chegaram na bilheteria quando já havíamos descido para a cripta.
É na capela da basílica que está uma urna de pedra que contém o coração de Alexandre Legentil que, junto com Rohault de Fleury, deu início a construção da basílica, após Paris ser poupada de uma invasão e escapar de um massacre, apesar do cerco a que foi submetida durante a guerra franco-prussiana. Foi como pagamento de promessa que foi construida esta catedral dedicada ao Sagrado Coração de Jesus.
O silêncio da cripta não é tão angustiante quanto o mal estar provocado pela mistura de umidade e pequenas dimensões da cripta da Catedral de St-Benigne, em Dijon. Porém, a necessidade de permanecer em silêncio e em atitude respeitosa é praticamente uma imposição que parece vir das paredes cheias de histórias do local.
Enquanto olhávamos em detalhes cada metro quadrado da cripta, lendo as inscrições em suas paredes, o Paulo, a Karina e a Beta também entraram para conhecê-la. Provavelmente, neste momento, estávamos na capela em que está a urna com o coração de Legentil e, por isso, não nos encontraram, pensando que tínhamos resolvido subir a cúpula oval. Subiram.
Ao mesmo tempo em que eles subiam, nós (Caio, Aline, Jacque e eu) saímos e começamos a procurar o casal X e a x'. Andamos em volta da basílica, voltamos à Place du Tertre, retornamos à frente da basílica e, quando estávamos quase indo embora, imaginando que eles tinham desistido de ficar junto a nós, eles apareceram vindo da cúpula oval. O relato foi curto e grosso: horrível. A subida, pela escada em espiral que leva ao topo, foi traumatizante, segundo a Karina. Ela teve que subir grande parte com a Betinha no colo, a escada estreita, sufocante. Além disso, não dava para desistir antes de chegar até o topo. Claustrofóbica experiência. A vista lá de cima - descrita como belíssima - não vale a subida, no depoimento da sra X...
Com o grupo novamente completo, descemos as escadas que levam aos jardins abaixo da basilíca, que proporcionam a melhor vista da cúpula e torres da Sacré-Couer. Lá, almoçamos sanduiches de baguetes. Após um descanso nos jardins, à sombra e olhando as pombas (eu ainda não tinha adquirido a minha aversão atual por estas aves, depois falo disso), caminhamos em direção ao metrô para seguirmos nosso roteiro por Paris.
Fomos até a estação Anvers e pegamos a linha 2 em direção à Porte Dauphine e depois de uma baldeação, até a Place du Trocadéro para termos uma melhor visão da Torre Eiffel. É nesta praça em que fica o Palais de Chaillot, palácio que foi desenhado em estilo neoclássico para a Exposição de Paris de 1937. É composto de dois pavilhões, e entre eles tem-se um vista privilegiada da praça com as fontes do Trocadéro e a Torre Eiffel. Dali, fizemos as clássicas fotos em frente a torre, que estava com um mostrador com uma contagem regressiva para o ano dois mil (em 30 de maio, faltavam 216 dias), cada casal separadamente e uma com todos os Perdidos. Após as fotos, a separação: o Caio e a Line foram subir na Torre Eiffel e o resto do grupo foi passear pela Champs-Elysées.
A Torre Eiffel, uma dos principais símbolos de Paris, foi projetada por Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1889. Deveria ter sido uma atração temporária, mas acabou ficando e não se consegue imaginar Paris sem ela. Tem, no seu terceiro andar e ponto mais alto a ser visitado, 274 metros de altura e, em dias claros, consegue-se enxergar 72km de distância. O Caio e a Line subiram até o alto, e atestaram a validade do passeio. O Paulo, a Karina e a Jacque já tinham subido e não quiseram ir. A Jacque até disse que se eu, que estava em Paris pela primeira vez, quisesse, ela iria. Resolvi não ir. Por quê? Não tenho nem idéia, fica para a próxima.
Enquanto o casal Z tinha a sua experiência vertical em Paris, o restante do grupo, saindo do Trocadéro, seguiu pela Ave Du President Wilson até a Place Charles de Gaulle, onde fica o Arc de Triomphe, um impressionante arco com 50 metros de altura, construído por iniciativa de Napoleão. Da praça onde fica o arco partem doze avenidas, e lá é o ponto de partida para a maioria das celebrações e desfiles de vitória. Entre as avenidas que partem do arco, a mais famosa - a mais famosa de Paris - está a Champs Elysées.
É na Champs-Elysées que ocorrem os grandes desfiles cívicos e miltares e as comemorações populares, como a vitória da Copa do Mundo de 1998, perante o Brasil. Calçadas amplas, cafés, lojas caríssimas, hotéis cinco estrelas e cinemas atraem multidões de parisienses e de turistas. Como bons turistas, seguimos por ela, curtindo a tarde agradável nos seus jardins. Na altura da Ave Winson Churchill, entramos à direita em direção ao Sena, passando entre o Grand e o Petit Palais para chegar na Pont Alexandre III, com suas colunas com estátuas douradas de querubins, ninfas e cavalos alados nos dois extremos, de estilo Art Noveau, que é a ponte mais famosa de Paris. Segundo o Paulo: a ponte, o Sena com a Torre Eiffel ao fundo, são um resumo de Paris. Afirmação com a qual eu não apenas concordei como repeti exatas vinte e seis vezes nas 24 horas seguintes...
Apreciando a margem do Sena, fomos caminhando até a Place de la Concorde, já chegando nas Tuileries. Esta é uma das praças mais famosas do mundo, pois tem cerca de 8 hectares em pleno centro de Paris, e foi ali - quando se chamava Place de la Révolution - que morreram guilhotinados Luis XVI, Maria Antonieta e os líderes revolucionários Danton e Robespierre. A praça possui um obelisco de Luxor, de 3200 anos, e estátuas (oito) representando cidades francesas. Durante todo este passeio pela Champs-Elysées até a Place Concorde, vimos muitos carros enfeitados para casamentos, muitas noivas passando nos carros, e o mais legal foi que, quando estávamos próximos ao obelisco, um carro com noivos parou, estes desceram, atrás desceram amigos e ficaram todos juntos filmando em vídeo o casal e depois foram embora. Depois, caminhamos até o metrô e voltamos para o hotel para reunir o grupo, descansar, tomar banho e depois sair para jantar.
Descansados e limpos, rumamos para St.-Germain-des-Prés, região que ficou famosa por ser o local de reunião da vida intelectual parisiense depois da Segunda Guerra Mundial. Seus cafés reuniram músicos, escritores, e filósofos, como Sartre e Simone de Beauvoir. Atualmente, a área é bem mais rica do que no passado, mas ainda é freqüentada por intelectuais. A Igreja que dá nome a região é a mais velha de Paris, e no seu interior, entre outros, está o túmulo de Descartes. Circulamos por suas estreitas ruas cheias de restaurantes dos mais variados tipos, e cafés famosos como o Le Procope, o De Flore e a Brasserie Lipp. O café Le Procope foi fundado em 1686, e diz-se ser o café mais antigo do mundo, e entre os seus freqüentadores incluem-se Benjamin Franklin, o filósofo Voltaire e mesmo o jovem Napoleão. Pela quantidade e variedade de estabelecimentos para escolhermos, foi uma decisão difícil, até que escolhemos um e entramos. Como o nosso francês era precário, para não dizer ridículo, tentávamos nos comunicar em inglês.
Todos escolhemos sem problemas os mais variados tipos de menus, como - por exemplo - o porco com mel que eu e o Caio comemos, mas a Karina achava todas as opções ruins. Ela resmungava que "tudo era porcaria" que apenas queria um filé simples, o que não constava no cardápio. Merda era outro termo usado. O maitre, solícito, respondia em inglês as perguntas dela, que se lamentava em português. Estávamos num impasse, até que, enquanto a Karina dizia que só queria "um bife com salada" e ele oferecia um filé um pouco mais rebuscado, ele virou-se para nós e disse: "Mas é o mesmo preço...". Isso, em português. Rachou-nos a cara: ele era de Portugal e estava entendendo tudo o que dizíamos...
Refeitos do vexame, tivemos uma ótima janta, que apenas foi frustrada na hora da sobremesa. Ainda impressionados com o creme brulé que havíamos comido em Melun, pedimos o mesmo. O Caio, que não havia comido pediu também. A frustração foi que eles adicionavam anis à receita, o que torna o doce de gosto duvidoso. Para ser do contra, o Caio insiste em dizer que o doce é melhor assim.
Saindo do restaurante (não me perguntem o nome nem como chegar), com a agradável noite de verão, decidimos voltar à Torre Eiffel. Andamos pela Boulevard St.-Germain e pegamos o metrô na estação Mabillon. Chegando ao Trocadéro, o extasiamento: a noite clara, o céu estrelado, e a lua cheia bem ao lado da torre. Muitas pessoas reunidas, grupos tocando atabaques, descontração e música. Fotos. Próximo à meia-noite, e perto do horário do último metrô da noite, voltamos para o hotel.
Alimentados, fomos ao nosso primeiro objetivo: o Museu do Louvre, com sua pirâmide em frente. Chegando lá, muitas pessoas em frente, alguma revolta, e o choque: GREVE. A mesma greve que havia nos impedido de conhecer o Château Azay-la-Rideau, dos funcionários do ministério da cultura francês. E que nos impediria de conhecer os museus de Paris. Frustrados, tiramos fotos em frente à pirâmide, com o céu anunciando chuva em breve. Mau sinal: museu em greve e possibilidade de chuva.
Receosos, decidimos seguir para Montmartre e conhecer a Catedral de Sacré-Couer, de onde se tem uma impressionante vista da cidade e dos "Telhados de Paris" (em casa velhas, mudas...). Montmartre é o bairro que, no final do século XIX, era o ponto de encontro de artistas, escritores, poetas e seus discípulos que iam para os bordéis, cabarés e teatros de revista. Muitos turistas vão para lá e sobem a colina, principalmente até a catedral e a Place du Tertre, onde ficam os vendedores de souvenirs, os retratistas e os artistas de rua.
Saímos, então, do Louvre e pegamos o metrô em direção à Montmartre. Chegando lá, já havia parado de chover. Em outras palavras, choveu enquanto viajávamos de metrô. E choveu muito, granizo, até. Descobrimos isso observando as pessoas arrumando suas barracas de souvenirs e, nos cafés, tirando pedras de gelo das mesas da rua. Subimos a colina com muito esforço, com o calor aumentando. Lá no alto, ainda sem a melhor vista da cidade e da basílica, passeamos por entre os artistas de rua vendendo pinturas sobre a cidade, camisetas, bonés, etc.
Quando enfim chegamos em frente à Sacré Couer, o sol já brilhava e o calor começava a incomodar (não muito, pois quase nada incomoda um turista que esteja em Paris). Enquanto eu fornecia valiosas informações a respeito do local que visitávamos, ninguém prestava a mínima atenção ao que eu dizia, óbvio. Entramos para conhecê-la, e era - para nossa sorte - hora de missa. É de tirar o fôlego, imagino que até para quem não é religioso, a beleza do interior somada com a atmosfera criada por uma missa rezada em francês. O interessante é que o fluxo de visitantes continua mesmo durante a missa, pois existe delimitado um perímetro que circunda o interior e no centro desse é que é esta é celebrada. Permanecemos acompanhando a cerimônia por alguns minutos (por uma questão estética, não que estivéssemos entendendo algo...), fizemos o roteiro interior e voltamos para o lado de fora.
Grande visão da cidade, e seus telhados que sempre me lembram da música do Nei Lisboa. Fotos e fotos. Seguindo orientação de nosso guia de Paris (Guia Visual Folha de São Paulo), decidimos visitar as galerias da cripta. Para isso, compramos ingressos. Na hora da compra, tínhamos que optar entre visitar apenas a cripta ou visitar também a cúpula oval, que é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre Eiffel. Optamos pela primeira alternativa, o que o Paulo e a Karina com a Roberta não viram porque vinham mais atrás e só chegaram na bilheteria quando já havíamos descido para a cripta.
É na capela da basílica que está uma urna de pedra que contém o coração de Alexandre Legentil que, junto com Rohault de Fleury, deu início a construção da basílica, após Paris ser poupada de uma invasão e escapar de um massacre, apesar do cerco a que foi submetida durante a guerra franco-prussiana. Foi como pagamento de promessa que foi construida esta catedral dedicada ao Sagrado Coração de Jesus.
O silêncio da cripta não é tão angustiante quanto o mal estar provocado pela mistura de umidade e pequenas dimensões da cripta da Catedral de St-Benigne, em Dijon. Porém, a necessidade de permanecer em silêncio e em atitude respeitosa é praticamente uma imposição que parece vir das paredes cheias de histórias do local.
Enquanto olhávamos em detalhes cada metro quadrado da cripta, lendo as inscrições em suas paredes, o Paulo, a Karina e a Beta também entraram para conhecê-la. Provavelmente, neste momento, estávamos na capela em que está a urna com o coração de Legentil e, por isso, não nos encontraram, pensando que tínhamos resolvido subir a cúpula oval. Subiram.
Ao mesmo tempo em que eles subiam, nós (Caio, Aline, Jacque e eu) saímos e começamos a procurar o casal X e a x'. Andamos em volta da basílica, voltamos à Place du Tertre, retornamos à frente da basílica e, quando estávamos quase indo embora, imaginando que eles tinham desistido de ficar junto a nós, eles apareceram vindo da cúpula oval. O relato foi curto e grosso: horrível. A subida, pela escada em espiral que leva ao topo, foi traumatizante, segundo a Karina. Ela teve que subir grande parte com a Betinha no colo, a escada estreita, sufocante. Além disso, não dava para desistir antes de chegar até o topo. Claustrofóbica experiência. A vista lá de cima - descrita como belíssima - não vale a subida, no depoimento da sra X...
Com o grupo novamente completo, descemos as escadas que levam aos jardins abaixo da basilíca, que proporcionam a melhor vista da cúpula e torres da Sacré-Couer. Lá, almoçamos sanduiches de baguetes. Após um descanso nos jardins, à sombra e olhando as pombas (eu ainda não tinha adquirido a minha aversão atual por estas aves, depois falo disso), caminhamos em direção ao metrô para seguirmos nosso roteiro por Paris.
Fomos até a estação Anvers e pegamos a linha 2 em direção à Porte Dauphine e depois de uma baldeação, até a Place du Trocadéro para termos uma melhor visão da Torre Eiffel. É nesta praça em que fica o Palais de Chaillot, palácio que foi desenhado em estilo neoclássico para a Exposição de Paris de 1937. É composto de dois pavilhões, e entre eles tem-se um vista privilegiada da praça com as fontes do Trocadéro e a Torre Eiffel. Dali, fizemos as clássicas fotos em frente a torre, que estava com um mostrador com uma contagem regressiva para o ano dois mil (em 30 de maio, faltavam 216 dias), cada casal separadamente e uma com todos os Perdidos. Após as fotos, a separação: o Caio e a Line foram subir na Torre Eiffel e o resto do grupo foi passear pela Champs-Elysées.
A Torre Eiffel, uma dos principais símbolos de Paris, foi projetada por Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1889. Deveria ter sido uma atração temporária, mas acabou ficando e não se consegue imaginar Paris sem ela. Tem, no seu terceiro andar e ponto mais alto a ser visitado, 274 metros de altura e, em dias claros, consegue-se enxergar 72km de distância. O Caio e a Line subiram até o alto, e atestaram a validade do passeio. O Paulo, a Karina e a Jacque já tinham subido e não quiseram ir. A Jacque até disse que se eu, que estava em Paris pela primeira vez, quisesse, ela iria. Resolvi não ir. Por quê? Não tenho nem idéia, fica para a próxima.
Enquanto o casal Z tinha a sua experiência vertical em Paris, o restante do grupo, saindo do Trocadéro, seguiu pela Ave Du President Wilson até a Place Charles de Gaulle, onde fica o Arc de Triomphe, um impressionante arco com 50 metros de altura, construído por iniciativa de Napoleão. Da praça onde fica o arco partem doze avenidas, e lá é o ponto de partida para a maioria das celebrações e desfiles de vitória. Entre as avenidas que partem do arco, a mais famosa - a mais famosa de Paris - está a Champs Elysées.
É na Champs-Elysées que ocorrem os grandes desfiles cívicos e miltares e as comemorações populares, como a vitória da Copa do Mundo de 1998, perante o Brasil. Calçadas amplas, cafés, lojas caríssimas, hotéis cinco estrelas e cinemas atraem multidões de parisienses e de turistas. Como bons turistas, seguimos por ela, curtindo a tarde agradável nos seus jardins. Na altura da Ave Winson Churchill, entramos à direita em direção ao Sena, passando entre o Grand e o Petit Palais para chegar na Pont Alexandre III, com suas colunas com estátuas douradas de querubins, ninfas e cavalos alados nos dois extremos, de estilo Art Noveau, que é a ponte mais famosa de Paris. Segundo o Paulo: a ponte, o Sena com a Torre Eiffel ao fundo, são um resumo de Paris. Afirmação com a qual eu não apenas concordei como repeti exatas vinte e seis vezes nas 24 horas seguintes...
Apreciando a margem do Sena, fomos caminhando até a Place de la Concorde, já chegando nas Tuileries. Esta é uma das praças mais famosas do mundo, pois tem cerca de 8 hectares em pleno centro de Paris, e foi ali - quando se chamava Place de la Révolution - que morreram guilhotinados Luis XVI, Maria Antonieta e os líderes revolucionários Danton e Robespierre. A praça possui um obelisco de Luxor, de 3200 anos, e estátuas (oito) representando cidades francesas. Durante todo este passeio pela Champs-Elysées até a Place Concorde, vimos muitos carros enfeitados para casamentos, muitas noivas passando nos carros, e o mais legal foi que, quando estávamos próximos ao obelisco, um carro com noivos parou, estes desceram, atrás desceram amigos e ficaram todos juntos filmando em vídeo o casal e depois foram embora. Depois, caminhamos até o metrô e voltamos para o hotel para reunir o grupo, descansar, tomar banho e depois sair para jantar.
Descansados e limpos, rumamos para St.-Germain-des-Prés, região que ficou famosa por ser o local de reunião da vida intelectual parisiense depois da Segunda Guerra Mundial. Seus cafés reuniram músicos, escritores, e filósofos, como Sartre e Simone de Beauvoir. Atualmente, a área é bem mais rica do que no passado, mas ainda é freqüentada por intelectuais. A Igreja que dá nome a região é a mais velha de Paris, e no seu interior, entre outros, está o túmulo de Descartes. Circulamos por suas estreitas ruas cheias de restaurantes dos mais variados tipos, e cafés famosos como o Le Procope, o De Flore e a Brasserie Lipp. O café Le Procope foi fundado em 1686, e diz-se ser o café mais antigo do mundo, e entre os seus freqüentadores incluem-se Benjamin Franklin, o filósofo Voltaire e mesmo o jovem Napoleão. Pela quantidade e variedade de estabelecimentos para escolhermos, foi uma decisão difícil, até que escolhemos um e entramos. Como o nosso francês era precário, para não dizer ridículo, tentávamos nos comunicar em inglês.
Todos escolhemos sem problemas os mais variados tipos de menus, como - por exemplo - o porco com mel que eu e o Caio comemos, mas a Karina achava todas as opções ruins. Ela resmungava que "tudo era porcaria" que apenas queria um filé simples, o que não constava no cardápio. Merda era outro termo usado. O maitre, solícito, respondia em inglês as perguntas dela, que se lamentava em português. Estávamos num impasse, até que, enquanto a Karina dizia que só queria "um bife com salada" e ele oferecia um filé um pouco mais rebuscado, ele virou-se para nós e disse: "Mas é o mesmo preço...". Isso, em português. Rachou-nos a cara: ele era de Portugal e estava entendendo tudo o que dizíamos...
Refeitos do vexame, tivemos uma ótima janta, que apenas foi frustrada na hora da sobremesa. Ainda impressionados com o creme brulé que havíamos comido em Melun, pedimos o mesmo. O Caio, que não havia comido pediu também. A frustração foi que eles adicionavam anis à receita, o que torna o doce de gosto duvidoso. Para ser do contra, o Caio insiste em dizer que o doce é melhor assim.
Saindo do restaurante (não me perguntem o nome nem como chegar), com a agradável noite de verão, decidimos voltar à Torre Eiffel. Andamos pela Boulevard St.-Germain e pegamos o metrô na estação Mabillon. Chegando ao Trocadéro, o extasiamento: a noite clara, o céu estrelado, e a lua cheia bem ao lado da torre. Muitas pessoas reunidas, grupos tocando atabaques, descontração e música. Fotos. Próximo à meia-noite, e perto do horário do último metrô da noite, voltamos para o hotel.
Friday, February 25, 2005
29/05/99 - Melun
Café da manhã emocionante, o último em um hotel Ibis antes de entrarmos em Paris, e provavelmente o último em um hotel nesta viagem, porque de agora em diante faremos numa patisserie ou boulangerie qualquer, como parisienses natos. Emocionados também porque estamos prestes a fazer a última viagem com a Renault Espace, que não era esperança mas era "van" e que foi grande companheira de viagem nunca "nos deixando na mão".
Malas em ordem, carro cheio, check out feito, adeus emocionado ao hotel e à Julia Roberts (ver dia anterior), chamada do cinto feita, iniciamos a derradeira viagem dos Perdidos na Espace em solo francês. O Paulo como piloto e o Marcelo como co-piloto (quem deixou?!).
Saímos de Melun pela A56 que se continuava como N104, na saída 13 trocamos de autoroute para a A4 e chegamos a Paris pela Pte Bercy, já com a Jacque de navegadora. Pequenos desencontros depois, achamos o Hotel de France, um duas estrelas na Rue Monge, no Jardin des Plantes. Simpático hotel, com quartos pequenos mas confortáveis. Uma grata surpresa. Mais ou menos instalados, o Paulo o Caio, a Line e eu fomos entregar o carro na Renault, no terminal T9 do aeroporto Charles de Gaulle (CDG).
Ainda desacostumados com a geografia de Paris, tivemos alguma dificuldade até achar o caminho para o aeroporto. Lá, com os corações partidos e olhos cheios de lágrimas (sem chorar porque homem não chora...) devolvemos a Espace à Renault, onde ela conviveria com outros iguais a ela e seria feliz...
A partir de então, sem carro, nos atiramos de cabeça no transporte coletivo parisiense. Fomos até a estação do RER B e o pegamos em direção à Gare du Nord. Na estação Châtelet/Les Halles descemos e fizemos a baldeação caminhando até a Châtelet, onde pegamos a linha 7 em direção à Villejuif/Ivry, descendo na estação Censier Daubenton, a mais próxima do hotel.
Foi durante a baldeação que o Caio e a Line se separaram de nós, indo em direção à Champs Elysées. As irmãs Rizzolli e a pequena x' haviam ido ao jardim botânico e zoológico e almoçado lá. O Ménagerie, o mais antigo zoológico da França foi construído para alojar os animais sobreviventes do Ménagerie de Versalhes - os quatro que sobraram. Foi durante a Guerra Franco-Prussiana, quando a Prússia invadiu a França em 1870 e manteve cerco de quatro meses a Paris, instigado pelo estadista prusso-germânico Otto von Bismarck, a fome fez com que os parisienses comessem quase todos os animais do zôo. Os que sobraram, então, foram abrigados neste zoológico, que atualmente se especializa em pequenos mamíferos, insetos, pássaros, e répteis.
Quando o Paulo e eu voltamos ao hotel, como elas já haviam almoçado, fomos comer num restaurantezinho na frente do hotel, assistindo jogo de tênis na TV. O que comemos? Singelas salsichas com fritas. Após, fomos - casal X, x' e casal Y - começar a degustar Paris a pé. Seguimos caminhando pela Rue Monge, a do hotel. Monge foi matemático e foi o fundador da Escola Politécnica de Paris. Quase uma continuação da Rue Monge, entramos na Rue des Écoles, onde fica a Sorbonne, já no Quartier Latin, então entramos à direita e caminhamos em direção ao Sena. Caminhamos até a beira do rio, atravessamos a Petit Pont e fomos até a frente da Notre Dame, na Ile de la Cité.
A catedral de Notre Dame, obra-prima gótica, foi erguida sobre um antigo templo romano. A construção demorou 170 anos, sua primeira pedra foi colocada pelo Papa Alexandre III em 1163 e nela trabalharam milhares de arquitetos góticos e artesãos medievais. Foi concluída em 1330; em 1793, revolucionários a saquearam e mudaram seu nome para Templo da Razão. Neste dia não conseguimos entrar para conhecê-la, pois estava fechada e só entravam nela religiosos, que, aos milhares, espalhavam-se ao seu redor.
Gente, por sinal, era o que não faltava em Paris naquela tarde de sábado. Milhares, multidões se apertavam e se batiam onde quer que se fosse. Calor. Além das bilhões de pessoas que andavam pelas ruas de Paris naquele dia, estava quente, muito quente. Da Notre Dame, seguimos para a rive droit, lado direito do Sena, passando em frente ao Hôtel de Ville, a prefeitura. Ela fica a beira de uma praça que era o local mais freqüente de execuções na forca ou na fogueira. Foi ali que Ravaillac, assassino do rei Henrique IV em 1610, foi esquartejado vivo, seu corpo puxado por quatro cavalos e despedaçado. Disgusting.
Caminhando pela agradável tarde quente e cheia de gente de nossa estréia em Paris, fomos até a Place Igor Stravinsky, em frente ao Centre Georges Pompidou, onde fica o Museu Nacional de Arte Moderna. É dito que é um edifício pelo avesso: escadas rolantes, elevadores, tubulações ficam do lado de fora. No museu, estão obras de Matisse, Picasso, Miró, entre outros. Não pudemos entrar, porque estava em reformas preparatórias para o ano 2000. Muitos artistas de rua fazendo música, vendendo camisetas e outros souvenirs. Caminhamos mais um pouco, passando pelo Forum des Halles e voltamos à rive gauche, para como verdadeiros parisienses que já éramos (ou queríamos ser), sentar num dos incontáveis cafés e curtir o fim de tarde. Ao invés de café, pelo calor, tomamos cerveja e sorvete. Nota dez.
De volta ao Hotel, já quase noite, descanso, banho, um pouco de TV e preocupação com o local da primeira janta na cidade. Reunido todo o grupo novamente, resolvemos jantar numa pizzaria quase em frente ao hotel, a La Comedia. Como o grupo era grande, conseguimos mesa apenas no subsolo (e não na rua como queríamos). Lugar agradável, mas parecia uma cripta. Comida realmente muito boa (pizzas, massas).
Antes de ir dormir, o Paulo e eu resolvemos ter um contato com o que acontecia no Brasil (principalmente com nossas contas bancárias...). Para isso, fomos a um cybercafe que havíamos visto durante o nosso passeio da tarde. Lá, descobrimos que de café aquilo não tinha nada. Era um ponto de encontro de nerds que ficavam jogando um contra os outros em rede jogos de computador.
Paris, Paris..
Malas em ordem, carro cheio, check out feito, adeus emocionado ao hotel e à Julia Roberts (ver dia anterior), chamada do cinto feita, iniciamos a derradeira viagem dos Perdidos na Espace em solo francês. O Paulo como piloto e o Marcelo como co-piloto (quem deixou?!).
Saímos de Melun pela A56 que se continuava como N104, na saída 13 trocamos de autoroute para a A4 e chegamos a Paris pela Pte Bercy, já com a Jacque de navegadora. Pequenos desencontros depois, achamos o Hotel de France, um duas estrelas na Rue Monge, no Jardin des Plantes. Simpático hotel, com quartos pequenos mas confortáveis. Uma grata surpresa. Mais ou menos instalados, o Paulo o Caio, a Line e eu fomos entregar o carro na Renault, no terminal T9 do aeroporto Charles de Gaulle (CDG).
Ainda desacostumados com a geografia de Paris, tivemos alguma dificuldade até achar o caminho para o aeroporto. Lá, com os corações partidos e olhos cheios de lágrimas (sem chorar porque homem não chora...) devolvemos a Espace à Renault, onde ela conviveria com outros iguais a ela e seria feliz...
A partir de então, sem carro, nos atiramos de cabeça no transporte coletivo parisiense. Fomos até a estação do RER B e o pegamos em direção à Gare du Nord. Na estação Châtelet/Les Halles descemos e fizemos a baldeação caminhando até a Châtelet, onde pegamos a linha 7 em direção à Villejuif/Ivry, descendo na estação Censier Daubenton, a mais próxima do hotel.
Foi durante a baldeação que o Caio e a Line se separaram de nós, indo em direção à Champs Elysées. As irmãs Rizzolli e a pequena x' haviam ido ao jardim botânico e zoológico e almoçado lá. O Ménagerie, o mais antigo zoológico da França foi construído para alojar os animais sobreviventes do Ménagerie de Versalhes - os quatro que sobraram. Foi durante a Guerra Franco-Prussiana, quando a Prússia invadiu a França em 1870 e manteve cerco de quatro meses a Paris, instigado pelo estadista prusso-germânico Otto von Bismarck, a fome fez com que os parisienses comessem quase todos os animais do zôo. Os que sobraram, então, foram abrigados neste zoológico, que atualmente se especializa em pequenos mamíferos, insetos, pássaros, e répteis.
Quando o Paulo e eu voltamos ao hotel, como elas já haviam almoçado, fomos comer num restaurantezinho na frente do hotel, assistindo jogo de tênis na TV. O que comemos? Singelas salsichas com fritas. Após, fomos - casal X, x' e casal Y - começar a degustar Paris a pé. Seguimos caminhando pela Rue Monge, a do hotel. Monge foi matemático e foi o fundador da Escola Politécnica de Paris. Quase uma continuação da Rue Monge, entramos na Rue des Écoles, onde fica a Sorbonne, já no Quartier Latin, então entramos à direita e caminhamos em direção ao Sena. Caminhamos até a beira do rio, atravessamos a Petit Pont e fomos até a frente da Notre Dame, na Ile de la Cité.
A catedral de Notre Dame, obra-prima gótica, foi erguida sobre um antigo templo romano. A construção demorou 170 anos, sua primeira pedra foi colocada pelo Papa Alexandre III em 1163 e nela trabalharam milhares de arquitetos góticos e artesãos medievais. Foi concluída em 1330; em 1793, revolucionários a saquearam e mudaram seu nome para Templo da Razão. Neste dia não conseguimos entrar para conhecê-la, pois estava fechada e só entravam nela religiosos, que, aos milhares, espalhavam-se ao seu redor.
Gente, por sinal, era o que não faltava em Paris naquela tarde de sábado. Milhares, multidões se apertavam e se batiam onde quer que se fosse. Calor. Além das bilhões de pessoas que andavam pelas ruas de Paris naquele dia, estava quente, muito quente. Da Notre Dame, seguimos para a rive droit, lado direito do Sena, passando em frente ao Hôtel de Ville, a prefeitura. Ela fica a beira de uma praça que era o local mais freqüente de execuções na forca ou na fogueira. Foi ali que Ravaillac, assassino do rei Henrique IV em 1610, foi esquartejado vivo, seu corpo puxado por quatro cavalos e despedaçado. Disgusting.
Caminhando pela agradável tarde quente e cheia de gente de nossa estréia em Paris, fomos até a Place Igor Stravinsky, em frente ao Centre Georges Pompidou, onde fica o Museu Nacional de Arte Moderna. É dito que é um edifício pelo avesso: escadas rolantes, elevadores, tubulações ficam do lado de fora. No museu, estão obras de Matisse, Picasso, Miró, entre outros. Não pudemos entrar, porque estava em reformas preparatórias para o ano 2000. Muitos artistas de rua fazendo música, vendendo camisetas e outros souvenirs. Caminhamos mais um pouco, passando pelo Forum des Halles e voltamos à rive gauche, para como verdadeiros parisienses que já éramos (ou queríamos ser), sentar num dos incontáveis cafés e curtir o fim de tarde. Ao invés de café, pelo calor, tomamos cerveja e sorvete. Nota dez.
De volta ao Hotel, já quase noite, descanso, banho, um pouco de TV e preocupação com o local da primeira janta na cidade. Reunido todo o grupo novamente, resolvemos jantar numa pizzaria quase em frente ao hotel, a La Comedia. Como o grupo era grande, conseguimos mesa apenas no subsolo (e não na rua como queríamos). Lugar agradável, mas parecia uma cripta. Comida realmente muito boa (pizzas, massas).
Antes de ir dormir, o Paulo e eu resolvemos ter um contato com o que acontecia no Brasil (principalmente com nossas contas bancárias...). Para isso, fomos a um cybercafe que havíamos visto durante o nosso passeio da tarde. Lá, descobrimos que de café aquilo não tinha nada. Era um ponto de encontro de nerds que ficavam jogando um contra os outros em rede jogos de computador.
Paris, Paris..
Thursday, February 03, 2005
28/05/99 - Melun
Café da manhã de rede do Ibis. NÃO ARRUMAMOS AS MALAS! NÃO FIZEMOS CHECK-OUT!! De bermuda e camiseta, saímos com a Espace, nosso penúltimo dia com ela.
Depois de nos perdermos um pouco (EU NÃO ESTAVA NAVEGANDO!!) via A5b - N104, chegamos ao objetivo do dia: Disneyland Paris (Eurodisney). Dia de férias das férias, com destaques para a Haunted House (casa mal assombrada), a Big Thunder Montain Railroad (montanha-russa da mina), a Space Montain (melhor que a da Flórida, inclusive com looping no escuro) e os brinquedos infantis que fomos com a Roberta.
Jantamos no Rain Forest, que fica no Disney Village, fora do parque, e voltamos tranqüilamente para Melun, na nossa última noite de Hotel Ibis. Antes de dormir, o Paulo e eu comemos um último creme brullé...
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